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segunda-feira, fevereiro 02, 2009
terça-feira, novembro 18, 2008
Uma lição "quase" perfeita
O texto em baixo apresentado ,da autoria de um amigo, é aqui publicado, apenas hoje, por dois motivos: O primeiro, mais uma coincidência, de tempos e memórias ,que permitiu hoje, um leve aconchegar de alma. Em segundo lugar, porque estou cansada de ouvir, pelos últimos dias que todos os homens são iguais, no sentido pouco simpático da expressão. Que são frios e calculistas e insensíveis às nossas necessidades.
Sei, por experiência que os homens também “ambicionam” uma princesa perfeita, ainda que com defeitos. Também sei que, desta extensa lista, há pontos que conseguimos, com honestidade, frontalidade, medo, coragem ou falta de jeito cumprir. E mesmo quando os não os conseguimos cumprir todos, vale a pena conhecê-los. Caso se preencham todos estes requisitos ficamos mais perto desse lugar que de perfeito tem pouco: O de ser um ser humano completo na base do outro.
A ti: desculpa o abuso, mas como afirmei recentemente as primeiras impressões são as que mais marcam e nesta lista está um belo cesto de sorrisos.Obrigada.
“(...)a propósito de uma lista de coisas que está no teu blog, eu também tenho uma lista mental do que é a mulher perfeita
(a ser inventada, claro!).
Eu gosto de:
1. Pessoas que tenham personalidade
2. Que tenham ideias originais
3. Que não se importem que eu goste de futebol e que percebam que isso não é incompativel com gostar de ler, ouvir musica ou conversar
4. Que reclamem carinhos que só por distracção ficaram por dar
5. Que saibam que os outros são diferentes e é por isso que gostamos deles
6. Que não se importem de chegar a casa e ver que afinal eu ainda não cheguei porque me distrai com as horas a conversar com alguém
7. Que saibam rir das patetadas que fazem
8. Que saibam que eu vou rir - quando me pedirem para não me rir de uma patetada qualquer que fizeram - porque me estou a rir com elas e não delas
8. Que entendam que os amigos são sempre bem vindos porque ser bem vindo é uma coisa que sabe bem
9. Que achem que pensar de forma diferente é um desafio e não um obstáculo
10. Que não tenham medo de arriscar
11. Que percebam os silêncios e que eles são às vezes a melhor forma de se dizer muita coisa
12. Que não tenham medo de dizer: amo-te (P), as vezes todas que quiserem
13. Que no meio do barulho percebam que os meus lábios estão a dizer isso mesmo
14. Que percebam que ser racional é uma arma para resolver situações e não um estado de espirito
15. Que ser irracional, emotivo e sincero é quase sempre um valor
16. Que se atrasem porque se distrairam com uma coisa qualquer mas entendam o possivel raspanete e saibam que se pedirem desculpa eu vou render-me
Sei, por experiência que os homens também “ambicionam” uma princesa perfeita, ainda que com defeitos. Também sei que, desta extensa lista, há pontos que conseguimos, com honestidade, frontalidade, medo, coragem ou falta de jeito cumprir. E mesmo quando os não os conseguimos cumprir todos, vale a pena conhecê-los. Caso se preencham todos estes requisitos ficamos mais perto desse lugar que de perfeito tem pouco: O de ser um ser humano completo na base do outro.
A ti: desculpa o abuso, mas como afirmei recentemente as primeiras impressões são as que mais marcam e nesta lista está um belo cesto de sorrisos.Obrigada.
“(...)a propósito de uma lista de coisas que está no teu blog, eu também tenho uma lista mental do que é a mulher perfeita
(a ser inventada, claro!).
Eu gosto de:
1. Pessoas que tenham personalidade
2. Que tenham ideias originais
3. Que não se importem que eu goste de futebol e que percebam que isso não é incompativel com gostar de ler, ouvir musica ou conversar
4. Que reclamem carinhos que só por distracção ficaram por dar
5. Que saibam que os outros são diferentes e é por isso que gostamos deles
6. Que não se importem de chegar a casa e ver que afinal eu ainda não cheguei porque me distrai com as horas a conversar com alguém
7. Que saibam rir das patetadas que fazem
8. Que saibam que eu vou rir - quando me pedirem para não me rir de uma patetada qualquer que fizeram - porque me estou a rir com elas e não delas
8. Que entendam que os amigos são sempre bem vindos porque ser bem vindo é uma coisa que sabe bem
9. Que achem que pensar de forma diferente é um desafio e não um obstáculo
10. Que não tenham medo de arriscar
11. Que percebam os silêncios e que eles são às vezes a melhor forma de se dizer muita coisa
12. Que não tenham medo de dizer: amo-te (P), as vezes todas que quiserem
13. Que no meio do barulho percebam que os meus lábios estão a dizer isso mesmo
14. Que percebam que ser racional é uma arma para resolver situações e não um estado de espirito
15. Que ser irracional, emotivo e sincero é quase sempre um valor
16. Que se atrasem porque se distrairam com uma coisa qualquer mas entendam o possivel raspanete e saibam que se pedirem desculpa eu vou render-me
17. Que saibam que espero o mesmo delas
18.Que gostem de ver filmes no sofá com edredon e peçam qualquer coisa que esteja na cozinha exactamente no momento em que me enrosquei ao lado delas
19. Que o façam com um sorriso desarmante
20. Que saibam que vão ser obrigadas a pagar isso com muitos beijos
21. Que não reclamem por coisas futeis como por exemplo não ter arrumado os jornais que ficaram espalhados na sala
22. Que me digam que estou a ser um imbecil, quando mereço que isso seja dito
23. Que tenham segurança suficiente para não ter medo de falhar
24. Que me ajudem quando precisar
25. Que me peçam o mesmo quando precisam
26. Que tenham bom gosto
27. Que não liguem muito ao dinheiro porque ele é um meio e não um fim
28. Que aos abraços me digam que conseguiram qualquer coisa que desejavam muito
29. Que gostem de fazer amor às horas mais estapafurdias porque o sexo não tem horas
30. Que sejam inteligentes
31. Que tenham interesses completamente diferentes dos meus além dos que partilhamos em comum
32. Que me ensinem qualquer coisa que aprenderam e eu não sei
33. Que me perguntem o que querem saber
34. Que entendam que chorar é uma coisa normal e que é fundamental chorar quando for isso que têm que fazer
35. Que tenham coragem em sentido lato
18.Que gostem de ver filmes no sofá com edredon e peçam qualquer coisa que esteja na cozinha exactamente no momento em que me enrosquei ao lado delas
19. Que o façam com um sorriso desarmante
20. Que saibam que vão ser obrigadas a pagar isso com muitos beijos
21. Que não reclamem por coisas futeis como por exemplo não ter arrumado os jornais que ficaram espalhados na sala
22. Que me digam que estou a ser um imbecil, quando mereço que isso seja dito
23. Que tenham segurança suficiente para não ter medo de falhar
24. Que me ajudem quando precisar
25. Que me peçam o mesmo quando precisam
26. Que tenham bom gosto
27. Que não liguem muito ao dinheiro porque ele é um meio e não um fim
28. Que aos abraços me digam que conseguiram qualquer coisa que desejavam muito
29. Que gostem de fazer amor às horas mais estapafurdias porque o sexo não tem horas
30. Que sejam inteligentes
31. Que tenham interesses completamente diferentes dos meus além dos que partilhamos em comum
32. Que me ensinem qualquer coisa que aprenderam e eu não sei
33. Que me perguntem o que querem saber
34. Que entendam que chorar é uma coisa normal e que é fundamental chorar quando for isso que têm que fazer
35. Que tenham coragem em sentido lato
36. Que me contem o que se passou nas viagens que fizeram e que eu não pude fazer com elas porque tinha que estar noutros sitios
37. Que entendam que amar não é uma obrigação, porque é um prazer
38. Que me vão buscar ao aeroporto ou que digam que não podem mas apareçam de surpresa
39. Que aceitem excessos da minha parte porque de vez em quando me apetece ser assim
40. Que me perguntem se posso ir buscar qualquer coisa delas que nem sei bem para que é que serve apenas porque têm preguiça
41. Que saibam partilhar
42. Que percebam que partilhar não é ceder mas sim recebe.
37. Que entendam que amar não é uma obrigação, porque é um prazer
38. Que me vão buscar ao aeroporto ou que digam que não podem mas apareçam de surpresa
39. Que aceitem excessos da minha parte porque de vez em quando me apetece ser assim
40. Que me perguntem se posso ir buscar qualquer coisa delas que nem sei bem para que é que serve apenas porque têm preguiça
41. Que saibam partilhar
42. Que percebam que partilhar não é ceder mas sim recebe.
43. Que saibam ouvir
44. Que saibam que isso é essencial
45. Que gostem de andar pela rua
46. Que saibam perder
47. Que saibam ganhar 48. Que cedam no que achem que é acessório mas que não cedam no que acham que é essencial
49. Que percebam que eu gosto de praia quando ela está quase a acabar
50. Que saibam que eu sei que elas estão cheias de defeitos como eu
51. Que percebam que eu tenho dois pés esquerdos para dançar mas que faço um esforço
52. Que percebam que a vida deve valer a pena
53. Que saibam que esta lista é exemplificativa e não taxativa e que eu sei que elas também têm uma
44. Que saibam que isso é essencial
45. Que gostem de andar pela rua
46. Que saibam perder
47. Que saibam ganhar 48. Que cedam no que achem que é acessório mas que não cedam no que acham que é essencial
49. Que percebam que eu gosto de praia quando ela está quase a acabar
50. Que saibam que eu sei que elas estão cheias de defeitos como eu
51. Que percebam que eu tenho dois pés esquerdos para dançar mas que faço um esforço
52. Que percebam que a vida deve valer a pena
53. Que saibam que esta lista é exemplificativa e não taxativa e que eu sei que elas também têm uma
54. Que tenham uma parte de vida anterior que às vezes me dá galo e de vez em quando me façam sofrer um pouco com isso porque querem que eu reaja
55. Que me surpreendam com um sms idiota do estilo: "desculpa mas apesar de estar tudo bem e de te amar vou partir para a Islândia com um chefe de cozinha russo"
56. Que tenham duas pernas e dois braços de preferência
57. Que sejam bonitas quando sorriem
58. Que não sejam racistas
59. Que percam tempo a fazer qualquer coisa para mim porque estão a gostar
60. Que me dêm prendas
55. Que me surpreendam com um sms idiota do estilo: "desculpa mas apesar de estar tudo bem e de te amar vou partir para a Islândia com um chefe de cozinha russo"
56. Que tenham duas pernas e dois braços de preferência
57. Que sejam bonitas quando sorriem
58. Que não sejam racistas
59. Que percam tempo a fazer qualquer coisa para mim porque estão a gostar
60. Que me dêm prendas
61. Que gostem de receber prendas
62. Que entendam que nada é perfeito
62. Que saibam que existem sempre pessoas melhores que nós e outras piores, mais ricas mas também mais pobres, mais inteligentes mas também menos, mais bonitas mas também mais feias, enfim que saibam relativizar o Mundo
64. Que não sejam cagonas
65. Que me digam: "mas porque é que não queres favas?", quando sabem que odeio favas
66. Que pintem as unhas quando estou atrasado e com uma calma olimpica secretamente olhem para mim enquanto se estão a rir por dentro por eu ter olhado para a cena e ter fechado a boca enchendo-a de ar para evitar dizer quarenta e sete asneiras óbvias
67. Que façam planos de projectos que podem ser possiveis ou não
68. Que entendam que deixo livros por todo o lado
69. Que sejam criativas
62. Que entendam que nada é perfeito
62. Que saibam que existem sempre pessoas melhores que nós e outras piores, mais ricas mas também mais pobres, mais inteligentes mas também menos, mais bonitas mas também mais feias, enfim que saibam relativizar o Mundo
64. Que não sejam cagonas
65. Que me digam: "mas porque é que não queres favas?", quando sabem que odeio favas
66. Que pintem as unhas quando estou atrasado e com uma calma olimpica secretamente olhem para mim enquanto se estão a rir por dentro por eu ter olhado para a cena e ter fechado a boca enchendo-a de ar para evitar dizer quarenta e sete asneiras óbvias
67. Que façam planos de projectos que podem ser possiveis ou não
68. Que entendam que deixo livros por todo o lado
69. Que sejam criativas
70.Que queiram ser felizes
Sairam-me 70 assim de raspão.
Algumas estão repetidas e outras não são assim tão essenciais. Faltaram outras.
Claro que isto não existe mas como digo na 53 não é taxativo. É apenas uma ideia geral. Digamos que troco umas por outras e que estas 70 coisas de que gosto não têm necessáriamente que acontecer sucessivamente ou sempre.
O que é que eu quero dizer com isto tudo? Apenas duas coisas muito simples. A primeira é que muitas vezes temos vontade de ser aquilo que queremos e não conseguimos porque trocamos o desejado pelo possivel. A segunda é que se isso for um fardo demasiado pesado ele vai acabar por nos obrigar a regressar ao que somos e não conseguimos deixar de ser. Depois disto existe aquela coisa indefinivel que se chama atracção e que nos leva a gostar quando sabemos que nos vamos magoar, a gostar mesmo quando isso nos faz chorar, a gostar mesmo quando isso nos deixa tristes, a gostar porque achamos que quem nos quer mudar também vai mudar.
Nada a fazer portanto. É ir vendo até que ponto é que o desejado se encontra com o possivel.”
Nada a fazer portanto. É ir vendo até que ponto é que o desejado se encontra com o possivel.”
sexta-feira, setembro 12, 2008
quarta-feira, julho 30, 2008
quarta-feira, julho 02, 2008
Três gomos de saudade
Quisera um dia
ser como a noite que que passa em branco,
o comboio que regressa tarde ao reencontro esperado,
o grande amor de um poeta suicida num calmo entardecer.
O vento que espelha o ar espantalho,
as mil imagens dos teus olhos quentes
o único sorriso dos teus lábios memória
a tristeza guardada em mão fechada.
Quisera ser uma noite
tudo o que em palavras construo.
Ser o nada que te acalma,
ser o prazer das tuas noites etéreas,
ser a seiva dos teus suspiros,
não ser os medos da tua vida,
Não ser o teu segredo.
Não viver a tua vontade,
não cheirar as tuas flores.
Não cruzar os teus passos,
não sentir a tua presença vã,
não ser tudo aquilo que um dia quisera ser por ti...
Não quero
sentir esta presença negada,
ao teu espaço complexo.
Quero ser tua na tua mão.
ser como a noite que que passa em branco,
o comboio que regressa tarde ao reencontro esperado,
o grande amor de um poeta suicida num calmo entardecer.
O vento que espelha o ar espantalho,
as mil imagens dos teus olhos quentes
o único sorriso dos teus lábios memória
a tristeza guardada em mão fechada.
Quisera ser uma noite
tudo o que em palavras construo.
Ser o nada que te acalma,
ser o prazer das tuas noites etéreas,
ser a seiva dos teus suspiros,
não ser os medos da tua vida,
Não ser o teu segredo.
Não viver a tua vontade,
não cheirar as tuas flores.
Não cruzar os teus passos,
não sentir a tua presença vã,
não ser tudo aquilo que um dia quisera ser por ti...
Não quero
sentir esta presença negada,
ao teu espaço complexo.
Quero ser tua na tua mão.
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sexta-feira, fevereiro 22, 2008
O mundo é uma bola de ping-pong
Pelo facto de ter uma memória considerável para registos de datas e pormenores completamente inúteis e desnecessários, espreitam-me à ideia, situações, momentos, estórias que se conseguem cristalizar numa pequenina dimensão de minutos.
Há 364 dias entrou-me um cisco no olho. O cisco cresceu, a piscadela inevitável surtiu efeito e daí à visão turva foi um saltinho.
Este detalhe puramente insignificante não me teria ocorrido á memória, não fora ontem e também 300 e muitos dias depois, ter regressado à minhã mão, um par de óculos de afeição que eu julgava terem fugido com outro par de óculos entretanto desaparecidos lá para os ares do Bica.
Afinal, os meus amarelinhos estavam aqui mesmo ao meu lado, todos estes dias, nas mãos de alguém que nunca perdeu a ideia de encontrar a dona.
Foi preciso que o governo proibisse o fumo nos locais de trabalho, no dia 1 de Janeiro, para que a troca de bafos ao relento nos aproximasse de rostos que não passavam de números no peso do elevador e estes me tivessem permitido rever os meus óculos de estimação, braço dado com uma companhia para troca de intervalos.
Há 364 dias entrou-me um cisco no olho. O cisco cresceu, a piscadela inevitável surtiu efeito e daí à visão turva foi um saltinho.
Este detalhe puramente insignificante não me teria ocorrido á memória, não fora ontem e também 300 e muitos dias depois, ter regressado à minhã mão, um par de óculos de afeição que eu julgava terem fugido com outro par de óculos entretanto desaparecidos lá para os ares do Bica.
Afinal, os meus amarelinhos estavam aqui mesmo ao meu lado, todos estes dias, nas mãos de alguém que nunca perdeu a ideia de encontrar a dona.
Foi preciso que o governo proibisse o fumo nos locais de trabalho, no dia 1 de Janeiro, para que a troca de bafos ao relento nos aproximasse de rostos que não passavam de números no peso do elevador e estes me tivessem permitido rever os meus óculos de estimação, braço dado com uma companhia para troca de intervalos.
Taninos 1 - Espanhol 0
"Como gasto papeles recordandote
como me haces hablar en el silencio,
como no te me quitas de las ganas
aunque nadie me vea nunca contigo.
Y como pasa el tiempo que,
de pronto, son años
sin pasar tú por mí,
detenida.
Te doy una canción si abro una puerta
y de la sombra sales tú.
Te doy una canción de madrugada,
cuando más quiero tú luz.
Te doy una canción cuándo apareces
el misterio del amor,
y si no lo apareces,
no me importa:
yo te doy una canción.
Si miro un poco afuera,
me detengo:
la ciudad se derrumba y yo cantando.
La gente que me odia y que me quiere
no me va a perdonar que me distraiga.
Creen que lo digo todo,
que me juego la vida,
porque no te conocen ni te sienten.
Te doy una canción y hago un discurso
sobre mi derecho a hablar
te doy una canción con mis dos manos
con las mismas de matar.
Te doy una canción y digo patria
y sigo hablando para ti.
Te doy una canción como un disparo
como un libro,
una palabra,
una guerrilla
como doy el amor"
Sílvio Rodrigues
como me haces hablar en el silencio,
como no te me quitas de las ganas
aunque nadie me vea nunca contigo.
Y como pasa el tiempo que,
de pronto, son años
sin pasar tú por mí,
detenida.
Te doy una canción si abro una puerta
y de la sombra sales tú.
Te doy una canción de madrugada,
cuando más quiero tú luz.
Te doy una canción cuándo apareces
el misterio del amor,
y si no lo apareces,
no me importa:
yo te doy una canción.
Si miro un poco afuera,
me detengo:
la ciudad se derrumba y yo cantando.
La gente que me odia y que me quiere
no me va a perdonar que me distraiga.
Creen que lo digo todo,
que me juego la vida,
porque no te conocen ni te sienten.
Te doy una canción y hago un discurso
sobre mi derecho a hablar
te doy una canción con mis dos manos
con las mismas de matar.
Te doy una canción y digo patria
y sigo hablando para ti.
Te doy una canción como un disparo
como un libro,
una palabra,
una guerrilla
como doy el amor"
Sílvio Rodrigues
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
A chuva nas pregas do meu lençol
Hoje sonhei-te
deitado sobre o meu regaço no sofã apertado.
As mãos distraidas sobre o teu cabelo grande e despenteado,
como o velho gato que se confunde na almofada.
Lia-te poemas que não querias saber,
contava-te histórias que não querias ouvir,
só para sentir o teu sorriso no colo do meu pescoço,
que levanto displicentemente para te ver desejar,
como ao gosto da ameixa fresca do verão.
Sonhei-te de olhos postos do meu ombro,
brincando com o meu prazer,
ás escondidas pelas minhas costas.
Senti o teu sopro na minha nuca feito maré,
espuma fresca que vai e vem no fundo de mim.
Sonhei-me acordar para te beijar a face e ver-te dormir.
Ouvi-te múrmurar o meu nome, suavemente como quem conta um segredo.
Ardente.
Procurei a tua voz pelas cantos da minha cama.
Não te encontrei.
Encontrei as chuvas ,
miúdas pelas pregas do meu lençol.
Hoje, sonhei que era hoje.
deitado sobre o meu regaço no sofã apertado.
As mãos distraidas sobre o teu cabelo grande e despenteado,
como o velho gato que se confunde na almofada.
Lia-te poemas que não querias saber,
contava-te histórias que não querias ouvir,
só para sentir o teu sorriso no colo do meu pescoço,
que levanto displicentemente para te ver desejar,
como ao gosto da ameixa fresca do verão.
Sonhei-te de olhos postos do meu ombro,
brincando com o meu prazer,
ás escondidas pelas minhas costas.
Senti o teu sopro na minha nuca feito maré,
espuma fresca que vai e vem no fundo de mim.
Sonhei-me acordar para te beijar a face e ver-te dormir.
Ouvi-te múrmurar o meu nome, suavemente como quem conta um segredo.
Ardente.
Procurei a tua voz pelas cantos da minha cama.
Não te encontrei.
Encontrei as chuvas ,
miúdas pelas pregas do meu lençol.
Hoje, sonhei que era hoje.
terça-feira, janeiro 15, 2008
a amizade que se esfuma...
Arrumei os amores, é a primeira regra da vida – saber arquivá-los, entendê-los, contá-los, esquecê-los. Mas ninguém nos diz como se sobrevive ao murchar de um sentimento que não murcha. A amizade só se perde por traição – como a pátria. Num campo de batalha, num terreno de operações. Não há explicações para o desaparecimento do desejo, última e única lição do mais extraordinário amor. Mas quando o amor nasce protegido da erosão do corpo, apenas perfume, contorno, coreografado em redor dos arco-íris dessa animada esperança a que chamamos alma – porque se esfuma? Como é que, de um dia para o outro, a tua voz deixou de me procurar, e eu deixei que a minha vida dispensasse o espelho da tua?..."]--
[Inês Pedrosa, in "Fazes-me falta"]
[Inês Pedrosa, in "Fazes-me falta"]
sábado, janeiro 12, 2008
18 de Maio...de um ano qualquer

As palavras de Ian Curtis fizeram parte de um pequeno período da minha existência como punk rural nos idos finais dos 80. Ver CONTROL trouxe-me á memória longas noites de silêncio em pacto com uma profunda procura do significado das palavras e a descoberta da vida através dela.
A ausência de um sorriso em todas as imagens que lembro ter visto dele, sempre me suscitou um brutal respeito pela sua angústia que tão bem retrata este filme. Uma bela interpretação de Sam Riley, mais que explicar quem era este rapaz calado por fora, abre um sem número de perguntas que justificam novas incursões pela sua escrita.
No dia 18 de Maio de 1980 decidiu que a vida, a carreira e o amor não lhe davam combústivel suficiente para aguentar uma doença incapacitante e a tremenda dificuldade de fugir aquilo que queria acreditar.
18 de Maio é um dia tão bom como qualquer outro para morrer. Que o digam as minhas avós, que decidiram partir, ambas, no mesmo dia, aproximadamente à mesma hora, no ano 2007, em paises diferentes. Um bom dia, também, para cair da cama antes mesmo de se deitar nela.
Se calhar foi isto mesmo que pensou este miúdo perdido...
IN A LONELY PLACE
"Caressing the marble and stone
Love that was special for one
The waste in the fever I heat
How I wish you were here with me now
Body that curls in and hides
Arches that often delight
Warm like a dog round your feet
How I wish you with me now
Hangman looks round as he waits
Cord stretches tight then it breaks
Someday we will die in your dreams
How I wish were here with you now"
quinta-feira, outubro 18, 2007
MEC in love
" Podia ser o fim de qualquer amor. É sempre nos mesmos sítios. Diz que sim. Na alma bate a mesma chuva pesada. o tempo levanta-se contra quem o tem.O riso não separa os dias uns dos outros. Está o coração entreaberto. A vida nota-se em demasia.
A vida nota-se em demasia numa sala escura. O amor chama muito. As pessoas deixam-se prender pela luz. Fazem fogo fácil. Param. E não fica nada.
E não fica nada daquele dia branco. Um dia olhou para as mãos de quem amou e já não se viu dentro delas.
Agora lembra-se do dia em que quis ser igual a ela. E do que nunca lhe disse."Se te visses uma única vez, se te sentasses á tua frente e te ouvisses a falar, se te pudesses segurar, percebias porque é que as pessoas se apaixonam por ti". Ás vezes a verdade é a última coisa que se pode dizer. Ele não disse, ela não ouviu e nada ficou. Nem sequer para lembrar. Quando a paixão é tão grande nenhuma memória presta. Fica só muito tempo.
Fica só muito tempo do tempo todo que não se soube como passou. O amor é um trabalho de atenção. Diz que sim. Basta um abrir e fechar de olhos e perdeu-se. E o coração lançado à rua, desempregado de repente. Num dia de sol. O amor é uma força que não presta para mais nada. O que é que se pode fazer?
O que se pode fazer quando o amor nos larga? De repente há tempo para ler, tempo para os amigos, tempo para o trabalho, tempo para o olhar. Diz que sim. Há tempo para tudo, mas é tudo sem querer. E depois um dia acorda-se, vai-se á mesa, lê-se a última página do último livro que se tinha para ler, abre-se a agenda, e verifica-se que tudo está em ordem e que se está finalmente em dia. Em Dia.
Em dia de inverno, no fim de uma história. Sentado num banco de Hotel quase vazio, com um livro ao lado. O amor é uma forma de organização. Ocupa, arruma, decide por nós. Telefona-se antes de dormir, almoça-se de costas para o mar, discute-se tudo o que acontece. O amor. O amor tem os dias contados. Não se pode contar com a força dele.
Não se pode contar uma verdadeira história de amor. Quem é que a queria ouvir? Só uma história passada com outras pessoas. Só uma história parada antes de chegar ao fim.
Os sítios sabem mais que as palavras. Diz que sim. A coisas acontecem mais em elas do que em nós. As janelas altas estão todas a falar.
As janelas altas estão todas a falar durante o tempo inteiro que lá está. QUem sabe o que aconteceu? A luz entra a matar. Diz que sim. Diz que vai. É um dia de semana.Não há problemas. Não há atrasos. É um dia novo. Diz que sim. Pensando bem. Com a vida inteira á frente como se nunca tivesse amado. Não.Não como se nunca tivesse amado. Na verdade como se nunca tivesse sido amado. Porque afinal, à coisa mais pequena da vida morre a coisa maior."
A vida nota-se em demasia numa sala escura. O amor chama muito. As pessoas deixam-se prender pela luz. Fazem fogo fácil. Param. E não fica nada.
E não fica nada daquele dia branco. Um dia olhou para as mãos de quem amou e já não se viu dentro delas.
Agora lembra-se do dia em que quis ser igual a ela. E do que nunca lhe disse."Se te visses uma única vez, se te sentasses á tua frente e te ouvisses a falar, se te pudesses segurar, percebias porque é que as pessoas se apaixonam por ti". Ás vezes a verdade é a última coisa que se pode dizer. Ele não disse, ela não ouviu e nada ficou. Nem sequer para lembrar. Quando a paixão é tão grande nenhuma memória presta. Fica só muito tempo.
Fica só muito tempo do tempo todo que não se soube como passou. O amor é um trabalho de atenção. Diz que sim. Basta um abrir e fechar de olhos e perdeu-se. E o coração lançado à rua, desempregado de repente. Num dia de sol. O amor é uma força que não presta para mais nada. O que é que se pode fazer?
O que se pode fazer quando o amor nos larga? De repente há tempo para ler, tempo para os amigos, tempo para o trabalho, tempo para o olhar. Diz que sim. Há tempo para tudo, mas é tudo sem querer. E depois um dia acorda-se, vai-se á mesa, lê-se a última página do último livro que se tinha para ler, abre-se a agenda, e verifica-se que tudo está em ordem e que se está finalmente em dia. Em Dia.
Em dia de inverno, no fim de uma história. Sentado num banco de Hotel quase vazio, com um livro ao lado. O amor é uma forma de organização. Ocupa, arruma, decide por nós. Telefona-se antes de dormir, almoça-se de costas para o mar, discute-se tudo o que acontece. O amor. O amor tem os dias contados. Não se pode contar com a força dele.
Não se pode contar uma verdadeira história de amor. Quem é que a queria ouvir? Só uma história passada com outras pessoas. Só uma história parada antes de chegar ao fim.
Os sítios sabem mais que as palavras. Diz que sim. A coisas acontecem mais em elas do que em nós. As janelas altas estão todas a falar.
As janelas altas estão todas a falar durante o tempo inteiro que lá está. QUem sabe o que aconteceu? A luz entra a matar. Diz que sim. Diz que vai. É um dia de semana.Não há problemas. Não há atrasos. É um dia novo. Diz que sim. Pensando bem. Com a vida inteira á frente como se nunca tivesse amado. Não.Não como se nunca tivesse amado. Na verdade como se nunca tivesse sido amado. Porque afinal, à coisa mais pequena da vida morre a coisa maior."
Independente, 1989
quarta-feira, outubro 17, 2007
ao longe
Down that dream
I dream each night
You say you love me
and you hold me tight
But when I'm awake
I found you out of sight
oh
down that dream...
Down that dream
and bless it should
cause without that dream
I could never had you
But it hurts me cause it won't come true
Oh down that dream...
Down your lips
and down your eyes
they lift me high above
to the moonlight sky
but then I trunble
out of paradise
oh down that dream!
I dream each night
You say you love me
and you hold me tight
But when I'm awake
I found you out of sight
oh
down that dream...
Down that dream
and bless it should
cause without that dream
I could never had you
But it hurts me cause it won't come true
Oh down that dream...
Down your lips
and down your eyes
they lift me high above
to the moonlight sky
but then I trunble
out of paradise
oh down that dream!
terça-feira, setembro 18, 2007
work in progress
Hoje reencontrei uma amiga. Já foi a melhor amiga. Cruzou-se nos meus passos durante longos caminhos e boleias concretizadas. Perdemo-nos no início da idade adulta e por entre alguns erros. Quando o nome apareceu no sms não pude deixar de dar uma gargalhada ao lembrar o pânico que sentia de um pequeno grilo e das inúmeras aulas interrompidas á custa dessa fobia.
Relembro com gosto passeios de domingo, as primeiras bebedeiras, os primeiros amores e sorrio. Fico contente de a rever, como se isso significasse o ínicio da despedida de momentos que foram menos bons.
A ti Maggie....um abraço doce da Mafia
Relembro com gosto passeios de domingo, as primeiras bebedeiras, os primeiros amores e sorrio. Fico contente de a rever, como se isso significasse o ínicio da despedida de momentos que foram menos bons.
A ti Maggie....um abraço doce da Mafia
quinta-feira, agosto 23, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007
silvio e aute - mano a mano 2/15 - Te doy una canción
Lá longe, em 1994, pela mão do Pedro Fonseca, descobri estas pérolas da canção latina...e agora á Ritinha, que AINDA não conheço, dedico esta música...da Tia Tonta
terça-feira, maio 15, 2007
Queria levar-te a ver o mar, ter asas, voar, voar, ao pé de ti poder sonhar....vem se quiseres

Estes Punks Rurais cresceram comigo. Com os meus momentos. Os meus desencantos.
Foram festas e bailes e os primeiros suspiros.
Foram os Túmulo 23, os Abaixo Assinado, o Basta.
Foram dores de um parto que se quer fácil.
Pela memória do Paulo Mesquita a quem nunca entendi e não tentei. A um Marco que nunca ouvi e a ao Preto Filipe que se rendeu...
Á Macaca da Bunda Grande, á Maggie, à Rita tão só Margarida, ao Inácio lançado á vinha, A Emilia Margarida ( o teu pai tem...)
Aos Fora D'horas
Ao Rui Mota mais uma vez parabéns pela persistência.
As palavras que guardei.
Foram festas e bailes e os primeiros suspiros.
Foram os Túmulo 23, os Abaixo Assinado, o Basta.
Foram dores de um parto que se quer fácil.
Pela memória do Paulo Mesquita a quem nunca entendi e não tentei. A um Marco que nunca ouvi e a ao Preto Filipe que se rendeu...
Á Macaca da Bunda Grande, á Maggie, à Rita tão só Margarida, ao Inácio lançado á vinha, A Emilia Margarida ( o teu pai tem...)
Aos Fora D'horas
Ao Rui Mota mais uma vez parabéns pela persistência.
As palavras que guardei.
Assinado : MAFIA
"Basta"
Uma história perigosa
na alma tenho uma ferida,
o meu corpo está ausente,
sabe Deus a minha vida.
Já bebi desta amargura,
chorei com medo de alguém,
deitei-me sobre o medo.
Medo de não ter ninguem.
Já não durmo a sonhar,
nem consigo entender
quanto mais o tempo passa
menos te consigo ter.
Basta
A raiva que despejas é demais
Pelas ruas da cidade em que corro
as ondas que atrevessas são sinais
e eu
sou um dos que estão a mais....."
Autoria: Abaixo Assinado
OUÇAM QUE NÃO ESTÁ NADA MAL
"Basta"
Uma história perigosa
na alma tenho uma ferida,
o meu corpo está ausente,
sabe Deus a minha vida.
Já bebi desta amargura,
chorei com medo de alguém,
deitei-me sobre o medo.
Medo de não ter ninguem.
Já não durmo a sonhar,
nem consigo entender
quanto mais o tempo passa
menos te consigo ter.
Basta
A raiva que despejas é demais
Pelas ruas da cidade em que corro
as ondas que atrevessas são sinais
e eu
sou um dos que estão a mais....."
Autoria: Abaixo Assinado
OUÇAM QUE NÃO ESTÁ NADA MAL
Direito de Resposta

Pois é...isto é mesmo uma questão de generation gap ( isto em inglês é muito mais selecto). Perdidos no tempo do infantário em que as profissões parentais definiam o nome ou a alcunha que nos acompanhava anos fora (Marco do snack; Eduardo dos Correios, Filho do Presidente),na esperança que não surgisse uma pior, nem se aperceberam do desaparecimento de uma instituição tão importante desta terra! AS CARMINDINHAS!
Ou o Radar, para alguns cotas como eu.
Quem não fugia para fumar um cigarrito no patcholi, ou junto á oficina do mestre Carlitos Palmeiro, só para fugir aos olhares inquisidores e à lingua mordaz de tão nobres senhoras. Quantos beijos quentes e molhados não eram mais interessantes se dados frente a uma qualquer revista só para ter o desplante de ouvir as sábias palavras: ai se a maezinha a visse agora! ( bastante mais radical que fazer corridas na ponte Vasco da Gama, o equivalente a qualquer coisa de hiper perigoso).
A beatice em mondim é modus vivendi.
Hoje ninguem imagina os planos ardilosos e semanalmente tão elaborados para ir ao Fora de Horas ou ao Cotton( Coton para os locais) , fugidas por entre caminhos e pontes romanas só para não se ser vista a entrar num antro, tão perverso, em que música pop e as festas da espuma cospurcavam as mentes limpas das meninas de sociedade.
Pois é ... Mondim já não é o que era! As festas de São Tiago parecem um desfile de velhas glórias onde só se reconhece os velhos carrinhos de choque, hoje sem aqueles engatatões que faziam as delicias das meninas.
Já não há as musiquinhas da D. Lina e do Ginho, orquestras de cavaquinhos de lenço ao peito, o vinho da tasca da Dona Mimi, com as pastilhas piratas, os ardores rockeiros dos Tumulo 23, Abaixo Assinado ou Orago..qualquer coisa.
Treze longos anos me separam dessa terra em que o roçar o cú pelos cafés foi ganhando terreno. As discussão sobre qual a melhor cerveja é o assunto mais badalado e nem tascas manhosas se encontram para curtir...
Se me saísse o euromilhões mandava terraplanar Mondim e transformá-lo num aterro sanitário, em que cada talhão teria o nome do maior dignatário... aquele que mais contribuiu para fazer desta terra o lugar mais parado numa dimensão que não evolui...onde a taxa de violência doméstica e de potencias serial killers é das maiores do país.
Podem pensar que Mondim me é indiferente...não é de todo verdade. Continuo a gostar do pão quente á sexta-feira á noite na Dona Teresinha, de subir a butes á Sra. da Graça curtir a volta a Portugal, comer um presuntinho, dar um Mergulho no Poço, pular a medo do Salta Carneiros.
Não me lembro de mais!!!
EU STOUQUE MONDIM JÁ NÃO É O QUE ERA!!!!
Um abraço aos cotas Tamecanos!!!!!
Para ti Riacho a boca bailarina da água que dança...
Ou o Radar, para alguns cotas como eu.
Quem não fugia para fumar um cigarrito no patcholi, ou junto á oficina do mestre Carlitos Palmeiro, só para fugir aos olhares inquisidores e à lingua mordaz de tão nobres senhoras. Quantos beijos quentes e molhados não eram mais interessantes se dados frente a uma qualquer revista só para ter o desplante de ouvir as sábias palavras: ai se a maezinha a visse agora! ( bastante mais radical que fazer corridas na ponte Vasco da Gama, o equivalente a qualquer coisa de hiper perigoso).
A beatice em mondim é modus vivendi.
Hoje ninguem imagina os planos ardilosos e semanalmente tão elaborados para ir ao Fora de Horas ou ao Cotton( Coton para os locais) , fugidas por entre caminhos e pontes romanas só para não se ser vista a entrar num antro, tão perverso, em que música pop e as festas da espuma cospurcavam as mentes limpas das meninas de sociedade.
Pois é ... Mondim já não é o que era! As festas de São Tiago parecem um desfile de velhas glórias onde só se reconhece os velhos carrinhos de choque, hoje sem aqueles engatatões que faziam as delicias das meninas.
Já não há as musiquinhas da D. Lina e do Ginho, orquestras de cavaquinhos de lenço ao peito, o vinho da tasca da Dona Mimi, com as pastilhas piratas, os ardores rockeiros dos Tumulo 23, Abaixo Assinado ou Orago..qualquer coisa.
Treze longos anos me separam dessa terra em que o roçar o cú pelos cafés foi ganhando terreno. As discussão sobre qual a melhor cerveja é o assunto mais badalado e nem tascas manhosas se encontram para curtir...
Se me saísse o euromilhões mandava terraplanar Mondim e transformá-lo num aterro sanitário, em que cada talhão teria o nome do maior dignatário... aquele que mais contribuiu para fazer desta terra o lugar mais parado numa dimensão que não evolui...onde a taxa de violência doméstica e de potencias serial killers é das maiores do país.
Podem pensar que Mondim me é indiferente...não é de todo verdade. Continuo a gostar do pão quente á sexta-feira á noite na Dona Teresinha, de subir a butes á Sra. da Graça curtir a volta a Portugal, comer um presuntinho, dar um Mergulho no Poço, pular a medo do Salta Carneiros.
Não me lembro de mais!!!
EU STOUQUE MONDIM JÁ NÃO É O QUE ERA!!!!
Um abraço aos cotas Tamecanos!!!!!
Para ti Riacho a boca bailarina da água que dança...
segunda-feira, abril 09, 2007
Despedidas adiadas

Algures perdido nesta cidade anda um Lobo Mau Cawboy. Talvez ande perdido por entre pregões e declarações, aprendendo que muitas vezes "boys do cry". Do fundo de uma adolescência particularmente intima e sincera trouxe segredos contados numa vida clarabóia de onde se espreita em noites de lua cheia. E porque as metáforas da memória enchem minutos de sorrisos, aqui fica uma lembrança.Palavras que ensinaste e que hoje também são minhas. As minhas...
Santa Cruz da Trapa
Verão de 1991
Pictures Of You
"I've been looking so long at these pictures ofyou
that i almost beleive that they're real
i'vebeen living so long with my pictures of you thati almost believe
that the pictures are all i canfeel
remembering you standing quiet in the rain as
i ran to your heart to be near
and we kissed as the sky fell in
holding you close how i alway
sheld close in your fear
remembering yourunning soft through the night
you were bigger
and brigther
than the snow and
screamed at the make-beleive
screamed at thesky and you finally found all your courage to
let it all go
remembering you fallen into my arms crying
for the death of your heart you were stonewhite
so delicate lost in the cold you were
always so lost in the dark
remembering you
how you used to be slow drowned
you were
angels so much more than everything oh hold
for the last time then slip away quietly open
my eyes but i never see anything
if only i had thought of the right words i could
have hold on to your heart if only i'd thought of
the right words i wouldn't be breaking apart all my pictures of you
Looking So long at these pictures of you
but i never hold on to your heart
looking so long for the words to be true
but always just breaking apart my pictures of you
there was nothing in the world that i everwanted more than to feel you deep in my heart
there was nothing in the world that i everwanted more than to never feel the breaking
apart all my pictures of you"
The Cure
Santa Cruz da Trapa
Verão de 1991
Pictures Of You
"I've been looking so long at these pictures ofyou
that i almost beleive that they're real
i'vebeen living so long with my pictures of you thati almost believe
that the pictures are all i canfeel
remembering you standing quiet in the rain as
i ran to your heart to be near
and we kissed as the sky fell in
holding you close how i alway
sheld close in your fear
remembering yourunning soft through the night
you were bigger
and brigther
than the snow and
screamed at the make-beleive
screamed at thesky and you finally found all your courage to
let it all go
remembering you fallen into my arms crying
for the death of your heart you were stonewhite
so delicate lost in the cold you were
always so lost in the dark
remembering you
how you used to be slow drowned
you were
angels so much more than everything oh hold
for the last time then slip away quietly open
my eyes but i never see anything
if only i had thought of the right words i could
have hold on to your heart if only i'd thought of
the right words i wouldn't be breaking apart all my pictures of you
Looking So long at these pictures of you
but i never hold on to your heart
looking so long for the words to be true
but always just breaking apart my pictures of you
there was nothing in the world that i everwanted more than to feel you deep in my heart
there was nothing in the world that i everwanted more than to never feel the breaking
apart all my pictures of you"
The Cure
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