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segunda-feira, dezembro 08, 2008

Pensamentos obtusos

Gosto de marcos de correio. Vermelhos. Marcos de correio vermelhos que, sozinhos, isolados e impotentes encerram em si a imprevisibilidade do desconhecido.

sábado, dezembro 06, 2008

Coisas que aparecem assim no IP4

Quando a soma dos dias é justa, a poesia é o troco da tristeza.

e nós eramos assim...




e era por aqui...


Há 5 anos, no mesmo dia, era assim


sábado, fevereiro 23, 2008

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Curso de Introdução à Prova de Vinhos

A todos os que por aqui vão passando e principalmente para os que como eu se interessaam pelos vinhos e principalmente para os que querem aprender um pouco mais sobre este tema fascinante, sugiro a participação num evento construtivo, descontraído, divertido, bem vivido e bebido, mas, também barato, porque isto da educação regra geral, fica caro.

No próximo dia 22 de Fevereiro na Fábula Urbis, em Lisboa, irá realizar-se um Curso de Introdução á Prova de Vinhos, leccionado pelo meu bom amigo Miguel Bucellato, qualificado pela 'Wine and Spirits Education Trust', tendo leccionado cursos em Inglaterra (Londres) e Portugal.


Programa:

- Breve introdução sobre o fabrico do vinho.
- Raízes históricas dos vinhos portugueses
- Como provar um vinho.
- Os cinco sentidos utilizados na prova.
- Como se escreve uma nota de prova.
- Prova cega de 8 vinhos representativos das melhores regiões portuguesas.
- Questionário e eleição da nota de prova mais criativa (prémio de uma garrafa para o vencedor).

- Duração: 2 horas. 

- As marcações deverão ser efectuadas até à véspera da realização da sessão.

Preço: € 15,00 por pessoa
Marcações pelo telefone 21 888 50 39
ou
http://fabula-urbis.pt/

sábado, fevereiro 16, 2008

Uma boca desarmada



Não é todos os dias que se tem a oportunidade de cometer o atrevimento de abrir uma garrafa com um vinho de 137 anos, sem se saber ao que se vai. Ao longo dos vários anos em que me dedico a este bichinho dos vinhos já tive ocasião de provar grandes vinhos que fariam a loucura de outros apredizes de feiticeiro como eu. Já passei os lábios por alguns Barcas Velhas, pelos Perâ Mancas quase todos, por um Vega Secilia, pelo Opus One, mas de todas essas vezes o fiz pelas mãos de alguns mestres que, pelo seu temperamento me prepararam para o que deveria estar á espera.
Os vinhos do Porto e os Licorosos em geral são matéria que por muito que goste, ainda estou a anos luz de poder apreciar e entender de forma consistente.
Tudo isto serve para explicar a nota de prova que escreverei de seguida, dividida em duas partes, com uma decalage de 24 horas.
Esperei muitos meses para abrir esta garrafa que me fora oferecida, na expectativa de encontrar o momento ideal, a circunstância, a companhia para celebrar este momento tão único. Contudo a verdade é que os momentos ideais são apenas um capricho de uma mente ociosa e assim, a decisão de ir em frente surgiu por ela própria. A companhia essa sim, não poderia ser mais ideal, quando as pessoas partilham as mesmas paixões.
Parecíamos dois putos a tentar vestir de responsabilidade de gente crescida todo o processo de abrir a garrafa e degustar o néctar aprisionado por tantos anos.
O lacre da garrafa já estava partido e a rolha aparentava não ter solidez suficiente para aguentar o ScrewPull, mas a necessidade faz o engenho e com muita persistência e cuidado lá conseguimos retirá-la, ainda que bastante danificada. A cortiça era de boa qualidade o que era por si só um bom augúrio.
Não fazia ideia do que esperar de um vinho que apesar de ser da colheita de 1871, poderá ter sido engarrafado anos mais tarde.
O Vinho em questão era uma produção particular de Joaquim Francisco dos Santos, com a designação autorizada de Vinho Velho do Douro.
O primeiro embate de nariz deixou-nos estarrecidos. Em vez do avinagrado que no fundo esperávamos encontramos um perfume marcado de frutos secos, com bastantes notas de nozes e alguns aromas a marmelo assado. O álcool quase não se sentia e á medida que foi abrindo o vinho foi libertando aromas mais subtis, limpos e bastante atraentes.
Na cor encontramos uma paleta a meio termo entre um o bronze e notas de cor de barro, numa limpidez e brilho surpreendentes para a idade e o estado de conservação da garrafa.
O primeiro gole desfez qualquer dúvida. Tratava-se de um excelente porto, com uma elegância do compromisso entre o álcool e a fruta. Um corpo elegante, ainda que com uma lágrima pouco marcada. Foi uma aposta ganha.

Romantically holpless como sou não consigo deixar de pensar na vida que este vinho viveu, nas mãos por que passou, das viagens que fez ao longo destes 137 anos. Gosto de pensar que foi feito com amor, porque foi assim que foi bebido, por quem ama o vinho e o próximo com a mesma lata, paixão e ingenuidade de criança. Sobreviveu á monarquia, á Instauração da Republica, á ditadura, a duas guerras mundiais, ao 25 de Abril, ao meu nascimento…para acabar aqui descansado ao meu lado enquanto escrevo estas pequeninas notas.
Assim vale a pena viver.

Um brinde a todos.

Esta é só uma noite para...


....provar um grande vinho com 137 anos!!!!

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Definitivamente

"O álcool não faz as pessoas fazerem melhores as coisas; ele faz com que elas fiquem menos envergonhadas de fazê-las mal."


William Osler

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Quem sabe ...sabe!

"O Conhecimento e a educação sensorial apurada podem obter do vinho prazeres infinitos."

(Death in the Afternoon)


"O vinho é uma das substâncias mais civilizadas do mundo, uma das coisas materiais que foram levadas ao mais alto grau de perfeição e que oferece a maior variedade de prazeres e de satisfações que qualquer outra que se possa comprar com intenções puramente sensoriais."

Ernest Hemingway

Para que não restem dúvidas

"O enólogo é aquele que, diante do vinho, toma decisões e o enófilo é o homem que, diante das decisões, toma vinho!".

GROFF, LUIZ