Um habitue anónimo desafiou-me a discorrer sobre a felicidade, defini-la ou desmontá-la.
No meu arquivo de conceitos vividos, a felicidade não é mais que o espaço que está entre aquilo que não se quer e o mais que se ambiciona.
A felicidade é um peixe de escamas luzidias mas escorregadias, que se pavoneia no lago de expectativas onde nos olhamos diariamente. Tenta-nos como se tenta um cão faminto a correr atrás do osso com restos de carne e nós, desejosos de poder dizer que é nossa, lá corremos, saltamos, nadamos e fazemos o pino atrás dela. No fim, esgotados, percebemos, com sorte, que nessa tentativa de agarrar a felicidade se desenvolveu em nós capacidades que melhoram a espécie.
A felicidade é a meca da existência.
Desde pequenos que nos ensinam que a felicidade é a maior conquista de um ser humano, mas que eu me lembre, nunca ninguém a soube agarrar e meter num frasco, para que lhe possamos medir a massa, a dimensão, a textura ou a consistência.
Consta que quanto mais se tenta agarrar a felicidade mais ela se espalha e contagia. É talvez um vírus. Mas como até os vírus têm critérios de propagação e nem todos nós sofremos de gripe na mesma escala, alguns há que não têm a sorte de uma baixa remunerada.
A beleza e o poder da felicidade reside no facto de não poder ser definida, desmontada, ou guardada numa caixa. É ser na realidade um conjunto de momentos kodak que cada um de nós guarda e que tantas vezes revê na esperança de repetir o momento.
A felicidade é pequenina como o grau de areia da ampulheta da vida, infinita como o segundo do abraço dos lábios opostos que se desejam como se não houvesse amanhã...efémera como o perfume da tília em noite de primavera, quebradiça como o cristal, valiosa como o diamante raro, única como cada um de nós.
Apesar de difícil de a enquadrar num conceito único que reúna consenso, cada um de nós sabe qual é o seu sabor, qual a cor, qual a magia.
A felicidade é amante de todos mas não é possuída por ninguém.
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quinta-feira, fevereiro 05, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Feliz Aniversário

O alarme do telemóvel apitou para me lembrar do teu aniversário, como se fosse necessário.
O Pulga viu o teu nome e entusiasmado queria dar-te os parabéns. Arranjei uma desculpa esfarrapada para não te ligar como eles pediam...era demasiado cedo, estarias a dormir.
Eles não entendem este conceito de amigos mas não tão amigos assim.
A Goma gigante, contudo, á sucapa como é apanágio dela deu-me este presente para ti.
Ela, á maneira dela, não deixa ninguém ocupar o teu lugar e mostra que és bemvindo.
Eu, á minha maneira, torpe como sempre, desejo-te o melhor de sempre, ao longe onde estás.
Bem hajas, meu doce e querido M.
terça-feira, janeiro 20, 2009
Para 2009 que desafios?
O meu amigo Piloto Automático lançou-me hoje um desafio e eu, como sempre, disse logo que sim sem saber ao que ia, isto porque não sou capaz de dizer não a qualquer repto, o que nem sempre resulta a meu favor.
Para responder a este desafio tenho que pensar nos meus 8 desejos para 2009, o que é mau, tendo em conta que esta passagem de ano a minha resolução foi não pedir desejos.
Assim e após alguma exercício de arrumação de prioridades eis a minha lista de desejos, que mesmo que não se concretizem não trazem mal ao mundo ao serem desejados, mas não há que esquecer a velha máxima, “cuidado com o que desejas porque se pode concretizar.”
Assim, em 2009 desejo:
Para responder a este desafio tenho que pensar nos meus 8 desejos para 2009, o que é mau, tendo em conta que esta passagem de ano a minha resolução foi não pedir desejos.
Assim e após alguma exercício de arrumação de prioridades eis a minha lista de desejos, que mesmo que não se concretizem não trazem mal ao mundo ao serem desejados, mas não há que esquecer a velha máxima, “cuidado com o que desejas porque se pode concretizar.”
Assim, em 2009 desejo:
- * Muita saúde para toda a família e os meus amigos;
- * Que os meus filhos sejam estupidamente felizes;
- * Que os meus amigos desempregados arranjem um emprego que os preencha;
- * Que se descubra a cura para o cancro da mama;
- * Que ultrapasse o meu pânico de conduzir;
- * Engordar 10 Kg;
- * Que o Pedro Mex descubra a cura para os desgostos de amor;
- * Que a vida me seja justa;
Passo o desafio a estes 8 bloggers:
Uma mulher aventureira
A Incensurável
Riacho
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Mexia sofria de amores...
Nunca fui muito à bola com o Pedro Mexia, ou para ser verdadeiramente sincera há muito que não vou á bola com o Pedro Mexia. Foi ele a minha primeiro desilusão de adolescente, ao verificar que o fascínio que acalentava pelo escritor (entenda-se aqui “escritor” no sentido da pessoa que escreve, se exprime e se expõem) e a figura em si não se suportavam. O segundo foi o João Chaves e o Oceano Pacífico.
Há qualquer coisa de “impermeável” nele que me causou comichão na espinha e me fez deixá-lo cair para a prateleira dos Gajos(as) Com Quem Não Vou à Bola Mas Em Dias de Nevoeiro Até Gosto de Ler...Cada vez tenho menos pachorra para o estendal de roupa da intelectualidade. Nos dias que correm tanto me faz que seja à esquerda ou à direita. Aquele número do eu li mais livros que tu, a minha mesinha de cabeceira parece o escaparate da Bertrand (sim, porque da Fnac seria coisa de pobre de espírito),comento tudo e um par de botas e sou tão versado que posso discorrer uma hora sobre qual o melhor batedor de claras em castelo.; põe-me nervos em franja. Já agora,sou tão Gourmet que nunca, jamais , em tempo algum compraria uma Bimby.
Aqui há uns tempos, num outro Blog de uma Senhora com quem não vou à bola sem que a figura em questão tenha contribuído para isso, apenas questões de linhas cruzadas e interferências sensitivas, descobri que o Pedro sofria de amor. Fiquei curiosa sobre de que forma “sofre” de amor um rapaz tão ocupado, com tantos livros para ler, assuntos para falar e uma Cinemateca para gerir. Lamento informar, mas a verdade é que comecei a gostar dele. Outra vez. Simpatizo com o moço, mesmo quando ele passa à frente de uma senhora ou não abre a porta para que ela passe. Tão fino, tão fino...se calhar é o lado distraído dele.
Não é menos verdade que desde que manifestei a minha crescente simpatia pela figura, aumentei as visitas ao blog. A quantidade de gente que procura por ele, não deixa de me surpreender.
É pena mas ele não anda por estes lados. Acho mesmo que ficaria horrorizado com os erros, os desvarios, o conteúdo deste site. Mas, como ele até tem umas coisas acertadas, deixo aqui como testemunho da minha crescente afeição, um texto publicado no Público de 16/08/2008 a propósito dos amigos que se perdem. Muito actual, infelizmente.
“A amizade é uma experiência mais frequente que o amor; mas todos os dias ouvimos histórias sobre ex-maridos e ex-namoradas, ao passo que pouca gente fala dos ex-amigos.
E ao nosso lado há amizades que acabam, como uma implosão de um edifício em ruínas, estrépido abafado e uma grande nuvem de pó. Disso fica apenas um grande silêncio.
As pessoas não gostam de reconhecer que a amizade é um laço frágil. A mitologia diz que os amigos são indestrutíveis e eternos. Há por isso um grau de decepção no fim de uma amizade que cobre de vergonha os envolvidos.
… Quando o amor acaba, a tragédia é minimizada porque já sabíamos que “o amor acaba”. O fim de uma amizade é uma surpresa mais chocante. Quando uma amizade acaba temos que reconhecer, contrariados, que a amizade, tal como o amor, é uma eternidade fraudulenta.
… A amizade suporta bem opiniões divergentes. Eis o que uma amizade não aguenta: deslealdades, traições, ausências, crueldades, competições, impiedades.
Já passei por algumas rupturas violentas, e sei que as amizades acabam porque pomos em causa o carácter do amigo. Reparem que não me refiro às amizades que se desvanecem, à intensidade que diminui, às pessoas com quem vamos perdendo contacto aos poucos, sem premeditação, só porque mudaram os nossos hábitos ou as nossas circunstâncias. De tempos a tempos, todos temos amigos de quem já não somos amigos. Mas isso é muito diferente de um ex-amigo.
Um ex-amigo é alguém a quem um dia entregamos as chaves todas que tínhamos. Teve acesso total às nossas ideias e emoções. Um ex-amigo foi sempre um amigo íntimo. È isso que explica o decoro antiquado com que evitamos o assunto.
O ex-amigo representa um juízo ético errado. É uma mancha humana. Um momento em que nos enganamos completamente sobre a humanidade, ou sobre um humano concreto.
É fácil dizermos “eu achava que estava apaixonado” e garantirmos que confundimos o amor com uns olhos azuis. Mas com um amigo, que é um peixe de águas profundas, não temos essa desculpa.
Quem é que diz “eu achava que era amigo dele”?
O fim de uma paixão revela um erro comum. O fim de uma amizade é um erro pessoal. Sem direito a perguntas.
O ex-amigo nunca nos é indiferente. Uma das minhas regras sagradas é que nunca digo mal de um ex-amigo. Isso é tanto mais estranho quanto sou capaz de dizer mal de um amigo, em casos graves.
Mas um ex-amigo é como uma investigação policial inconclusiva. É um caso arquivado por desistência e que pesa na consciência. Se eu criticasse um ex-amigo era como se ele ainda fosse meu amigo. E isso seria uma sensação incómoda.
Ao mesmo tempo, o ex-amigo não é exactamente um inimigo. È um fantasma, uma assombração de que nos lembramos sempre…
O amigo entrou na Cidade Proibida e agora não nos perdoamos que ele tenha visto os leões e os archeiros.
…Nunca perdoamos o entusiasmo lúcido com que fizemos um amigo e depois o perdemos.
Não estamos sequer arrependidos: - estamos tristes com uma tristeza mais suportável e mais duradoura que a tristeza amorosa.
Quando nos cruzamos com um ex-amigo e não nos cumprimentamos, pesa no coração o logro que é a fraternidade. Sem a qual a igualdade e a liberdade afinal não valem nada."
Há qualquer coisa de “impermeável” nele que me causou comichão na espinha e me fez deixá-lo cair para a prateleira dos Gajos(as) Com Quem Não Vou à Bola Mas Em Dias de Nevoeiro Até Gosto de Ler...Cada vez tenho menos pachorra para o estendal de roupa da intelectualidade. Nos dias que correm tanto me faz que seja à esquerda ou à direita. Aquele número do eu li mais livros que tu, a minha mesinha de cabeceira parece o escaparate da Bertrand (sim, porque da Fnac seria coisa de pobre de espírito),comento tudo e um par de botas e sou tão versado que posso discorrer uma hora sobre qual o melhor batedor de claras em castelo.; põe-me nervos em franja. Já agora,sou tão Gourmet que nunca, jamais , em tempo algum compraria uma Bimby.
Aqui há uns tempos, num outro Blog de uma Senhora com quem não vou à bola sem que a figura em questão tenha contribuído para isso, apenas questões de linhas cruzadas e interferências sensitivas, descobri que o Pedro sofria de amor. Fiquei curiosa sobre de que forma “sofre” de amor um rapaz tão ocupado, com tantos livros para ler, assuntos para falar e uma Cinemateca para gerir. Lamento informar, mas a verdade é que comecei a gostar dele. Outra vez. Simpatizo com o moço, mesmo quando ele passa à frente de uma senhora ou não abre a porta para que ela passe. Tão fino, tão fino...se calhar é o lado distraído dele.
Não é menos verdade que desde que manifestei a minha crescente simpatia pela figura, aumentei as visitas ao blog. A quantidade de gente que procura por ele, não deixa de me surpreender.
É pena mas ele não anda por estes lados. Acho mesmo que ficaria horrorizado com os erros, os desvarios, o conteúdo deste site. Mas, como ele até tem umas coisas acertadas, deixo aqui como testemunho da minha crescente afeição, um texto publicado no Público de 16/08/2008 a propósito dos amigos que se perdem. Muito actual, infelizmente.
“A amizade é uma experiência mais frequente que o amor; mas todos os dias ouvimos histórias sobre ex-maridos e ex-namoradas, ao passo que pouca gente fala dos ex-amigos.
E ao nosso lado há amizades que acabam, como uma implosão de um edifício em ruínas, estrépido abafado e uma grande nuvem de pó. Disso fica apenas um grande silêncio.
As pessoas não gostam de reconhecer que a amizade é um laço frágil. A mitologia diz que os amigos são indestrutíveis e eternos. Há por isso um grau de decepção no fim de uma amizade que cobre de vergonha os envolvidos.
… Quando o amor acaba, a tragédia é minimizada porque já sabíamos que “o amor acaba”. O fim de uma amizade é uma surpresa mais chocante. Quando uma amizade acaba temos que reconhecer, contrariados, que a amizade, tal como o amor, é uma eternidade fraudulenta.
… A amizade suporta bem opiniões divergentes. Eis o que uma amizade não aguenta: deslealdades, traições, ausências, crueldades, competições, impiedades.
Já passei por algumas rupturas violentas, e sei que as amizades acabam porque pomos em causa o carácter do amigo. Reparem que não me refiro às amizades que se desvanecem, à intensidade que diminui, às pessoas com quem vamos perdendo contacto aos poucos, sem premeditação, só porque mudaram os nossos hábitos ou as nossas circunstâncias. De tempos a tempos, todos temos amigos de quem já não somos amigos. Mas isso é muito diferente de um ex-amigo.
Um ex-amigo é alguém a quem um dia entregamos as chaves todas que tínhamos. Teve acesso total às nossas ideias e emoções. Um ex-amigo foi sempre um amigo íntimo. È isso que explica o decoro antiquado com que evitamos o assunto.
O ex-amigo representa um juízo ético errado. É uma mancha humana. Um momento em que nos enganamos completamente sobre a humanidade, ou sobre um humano concreto.
É fácil dizermos “eu achava que estava apaixonado” e garantirmos que confundimos o amor com uns olhos azuis. Mas com um amigo, que é um peixe de águas profundas, não temos essa desculpa.
Quem é que diz “eu achava que era amigo dele”?
O fim de uma paixão revela um erro comum. O fim de uma amizade é um erro pessoal. Sem direito a perguntas.
O ex-amigo nunca nos é indiferente. Uma das minhas regras sagradas é que nunca digo mal de um ex-amigo. Isso é tanto mais estranho quanto sou capaz de dizer mal de um amigo, em casos graves.
Mas um ex-amigo é como uma investigação policial inconclusiva. É um caso arquivado por desistência e que pesa na consciência. Se eu criticasse um ex-amigo era como se ele ainda fosse meu amigo. E isso seria uma sensação incómoda.
Ao mesmo tempo, o ex-amigo não é exactamente um inimigo. È um fantasma, uma assombração de que nos lembramos sempre…
O amigo entrou na Cidade Proibida e agora não nos perdoamos que ele tenha visto os leões e os archeiros.
…Nunca perdoamos o entusiasmo lúcido com que fizemos um amigo e depois o perdemos.
Não estamos sequer arrependidos: - estamos tristes com uma tristeza mais suportável e mais duradoura que a tristeza amorosa.
Quando nos cruzamos com um ex-amigo e não nos cumprimentamos, pesa no coração o logro que é a fraternidade. Sem a qual a igualdade e a liberdade afinal não valem nada."
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Porquê
"Não conseguia esquecê-la.Não percebia como amando tanto aquela mulher,vivendo com ela uma osmose prolongada,via um amor assim sucumbir inapelávelmente por uma reles apneia.Tinha de vê-la.Já há um longo mês que a não via.Acordou com a alba,enfrentou longos quilómetros com a esperança no olhar,percorreu caminhos que bem conhecia.Ia contemplá-la á distância.Para ele era muito pouco,mas habituou-se sempre a ama-la nada querendo em troca.Mergulhou na periferia de uma grande cidade.Um lugar feio,onde parece tudo clandestino.Nada disso lhe importava.Para vê-la passearia de olhos fechados num generoso tapete de minas.Chegou e sentiu-lhe o aroma,que lhe perfumava a vida.Procurou o carro.Fácilmente o encontrou,porque a conhece,como ela o conhece.È capaz de prever cada reacção,cada esgar dela,como ela os dele.Comprou uma rosa.De vermelho vivo.Como o amor que por ela sentia.Chovia bastante.Protegeu a rosa da intempérie,envolvendo-a num saco de plástico.A protecção da rosa simbolizava toscamente o zelo extremado que sempre deu áquele enorme amor.Um simples guardanapo de papel,colhido num café das redondezas,acompanhava o simbolo do amor fervente,de um amor escaldante.Ficou de tocaia á espera dela.Quatro longas horas,perante o olhar desconfiado e inquisidor dos passeantes.que tentavam lobrigar no olhar dele um laivo de malvadez.A todos fitava com garbo,abrigado da chuva,com imenso amor cravado no olhar.Esperava por ela.Como tantas e tantas vezes.Tinha que vê-la!Tinha de vê-la sem ser visto,porque depois de tantas provações,sentindo na pele um altivo desprezo,não podia aceitar mais uma rajada de rancor,num simples olhar.Desta vez não.De súbito ela surgiu!A mulher que ele amava ilimitadamente.percorreu um caminho breve até ao carro,enchendo de magia e beleza,um lugar cinzento e torpe,e sobretudo,inundando-lhe a alma de euforia.Ela pareceu pressenti-lo,olhando várias vezes para tras,rastreando a rua,mapeando e sentindo o cheiro.Não o viu,mas sentiu-o.Quando ele sentiu a sua partida,precipitou-se para o lugar onde tinha estado o carro,emoldurado pela rosa.O tálego inclemente cortou a noite fria e martirizou-lhe o ânimo!A rosa indefesa,repousava dentro do saco protector,em cima do muro frio!O desespero assaltou-lhe os sentidos.Como era possivel,tanto ódio,a quem sempre deu e continuava a dar amor,sem nada querer em troca,num amor puro ,torrencial e desinteressado,mesmo na mudez dos dias e na ditadura da indiferença?Um rio de lágrimas invadiu-lhe o rosto,enquanto um oceano vigoroso,mas silencioso lhe submergia a alma.Uma tristeza imensa acompanhou-o no regresso,pensando em desistir de quem tanto o magoara,mas a quem tanto amava.Mas de repente o viço úbere do amor alagou-lhe de novo a mirrada alma e esta correspondendo áquele voltou a medrar e a crescer.Imediatamente a seguir,enviou-lhe uma mensagem escrita,assumindo que,apesar de humilhado e magoado,ia retribuir com gestos de quente e invencivel amor,a um gesto frio de indescritivel ódio.E mais uma vez,desdenhando da distância,cumprimentando a aurora,desprezando a fadiga,ele vai querer vê-la,sempre se interrogando,porqùê,ansiando por um sorriso,e numa voz meliflua e apaixonada,entre abraços e beijos,lhe perguntar,como tantas e tantas vezes:Estás bem,minha razão?Desculpa se te fiz esperar!E ele num sorriso incontido,dir-lhe-ia:Por ti esperei toda a vida e mil anos esperaria!Trocando abraços e partilhando beijos,ignorando o mundo,porque o mundo é deles. "
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terça-feira, dezembro 09, 2008
Palavras...palavritas
Há algumas coisas das quais me orgulho nesta vida, para além, obviamente, dos meus filhos, a mais bela produção que eu, sem esforço, criei. Um dia, porém, quis o acaso e um conjunto de coincidências, que o meu gosto pelo vinho, o meu lado tagarela, e a minha capacidade de receber por bem tudo que vem envolto num grande sorriso, me tenha colocado em braços (e acima de tudo, abraços), uma das pessoas mais maravilhosas que conheci. Cheio de defeitos, como eu, com uma presença que trespaça qualquer fronteira física, o Jorge Martinez, ou o meu Príncipe, ensinou-me, melhor que ninguém, que nem sempre o que desejamos é realmente o que queremos, mas acima de tudo, mostrou-me o meu valor, enquanto amiga, enquanto mulher, enquanto mãe mas também enquanto pessoa que vive com o coração na boca e meio a despropósito teima em dizer tudo o que pensa.
Como as coisas belas e bonitas são para partilhar, deixo-vos aqui uma pequena amostra de como este Meu amigo, escreve bem, também ele com o coração ao pé da boca, e da mão e do pé. O blog dele, ainda que não actualizado com regularidade, vale sempre uma visita e um comentário.
"Nunca contamos con que los años van cayendo como gotas de lluvia sobre un hierro impoluto, el cual , finalmente se acaba oxidando y asemejandose a los demás trozos mohosos de metal que un día relucieron a la luz de un sol lleno de vida y por qué no?? de ilusión.Ésta posiblemente, fue la razón por la cual nunca imaginó nadie, tanto menos él, un adios tan repentino, pero el amor es traicionero y a veces nos da la mejor de las sensaciones para luego darnos el peor de los dolores. Es dificil ser consciente de que la vida puede estar acabandose tras la siguiente curva, y ella convertirse en precipicio inminente, quizas porque no queramos saberlo, quizas porque no nos guste la idea o quizas porque no estemos hechos para ello... sea cual sea la causa, el irreparable dolor que deja un amigo que se va, es la estaca que abre la brecha de nuestros pensamientos y la razón que nos mueve al porqué de la existencia."
Como as coisas belas e bonitas são para partilhar, deixo-vos aqui uma pequena amostra de como este Meu amigo, escreve bem, também ele com o coração ao pé da boca, e da mão e do pé. O blog dele, ainda que não actualizado com regularidade, vale sempre uma visita e um comentário.
"Nunca contamos con que los años van cayendo como gotas de lluvia sobre un hierro impoluto, el cual , finalmente se acaba oxidando y asemejandose a los demás trozos mohosos de metal que un día relucieron a la luz de un sol lleno de vida y por qué no?? de ilusión.Ésta posiblemente, fue la razón por la cual nunca imaginó nadie, tanto menos él, un adios tan repentino, pero el amor es traicionero y a veces nos da la mejor de las sensaciones para luego darnos el peor de los dolores. Es dificil ser consciente de que la vida puede estar acabandose tras la siguiente curva, y ella convertirse en precipicio inminente, quizas porque no queramos saberlo, quizas porque no nos guste la idea o quizas porque no estemos hechos para ello... sea cual sea la causa, el irreparable dolor que deja un amigo que se va, es la estaca que abre la brecha de nuestros pensamientos y la razón que nos mueve al porqué de la existencia."
segunda-feira, dezembro 08, 2008
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