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quinta-feira, janeiro 08, 2009

1/2 cinza eléctrico


Efeitos secundários:

  1. Olhos esbugalhados que se mantêm abertos à custa de um frio do caraças:
  2. 32 horas decorridas desde que dormi pela última vez!
  3. Dois choques frontais: 1 com o outdoor do Clonney (menos mal) e outro com um pica-bilhetes sentado em cima do muro em desiquilibrio gástrico (um género Alice in winederland);
  4. As ideias da secção de frescos e do arquivo morto aparecem a pares, mas falta-lhes sempre a ponta.
  5. Sou oficialmente incapaz de sorrir para alguém mas farto-me de rir comigo;
  6. Fui invadida por uma enorme ternura gratuita pelo Pedro Mexia ( à escala). Oscilo entre a vontade de lhe dar um abraço ou um serviço de jantar de 80 peças Vista Alegre, para atirar a quem lhe apetecer;
  7. Sou atacada pontualmente e de surra, por uma brigada de Bichos-Carpinteiros que estavam hibernados. Não consigo manter os braços esticados.
  8. uma média de 1 copo de água a cada 4 horas;
  9. Estou na dúvida se vivenciei uma alucinação: alguém me confidenciou que sou ex-namorada de um Gay. Ou para ser correcta de um BI. Não sei o que me chateia mais:Se ter ficado a saber. Se não ter percebido!Se não ter a certeza! Ao menos não sou a única. No entanto, ainda não estou em condições de teorizar sobre o assunto!

    Next Milestone:

    Dormir que nem uma pedra.

Better make it two!

terça-feira, dezembro 23, 2008

O Natal em mão fechado


Fitas vermelhas, laços azuis, papeis de cores únicas e desenhos onde nos apetece sonhar. Todos empilhados debaixo de uma árvore de Natal que, pela primeira vez, tem um presépio inteiro a acompanhar. Pedido das crianças. Fazemos de conta que se festeja o amor, a paz, a igualdade, o carinho como se só isso justificasse a quadra. O que conta é a intenção alguém um dia disse, mas, talvez o mesmo alguém disse que dessas está o inferno cheio. No entanto, no meio de tanta intenção e alguma tentativa sincera, algum vingará e só por isso vale a pena tentar.

De intenções e presentes também se vai fazendo o meu Natal. Este ano e para parecer que o Natal é maior coloquei meia dúzia de presentes de Natais passados. Por algum bug do destino, ou fracas capacidades de gestão tenho um stock considerável de presentes de outros Natais que não chegaram a ser ao qual se juntaram este ano, outros tantos do Natal que se esperava. Poderia tê-los “reciclado”, tê-los oferecido a novos destinatários e sempre tive a hipóstese de os devolver à loja. Nunca o consegui fazer e em verdade por muito que me entristeça olhar para eles, eles recordam-me momentos de muita felicidade e enorme esperança.
Ás vezes, penso que o Pai Natal os levará um dia para os colocar no sapatinho de alguém que os queira muito. No meu stock de presentes adiados está uma Vespa da Prata, está uma viagem de avião, um conjunto de patins em linha, uma mala de uma Gata, um fato de princesa, e um direito a experiências radicais.

Claro que está na altura de me desfazer deles, porque o lastro daquilo que não foi pesa a dobrar. Não lamento o dinheiro gasto, a disponibilidade mental mal aproveitada. O único que lamento é nunca ter oportunidade de ver os olhos rasgados a rir de brilho quando as mãos tocassem o amor em forma de objecto.

Porque o Natal também se compra mas o amor apenas se dá.

domingo, setembro 28, 2008

Entre portas


Entre portas há silêncios. Entre portas há paz. Pela primeira vez em muito tempo, há neste espaço uma imensidão de sabores que se vão saboreando. Cada esquina, cada recanto, concede momentos que a pouco e pouco ajudam a construir um registo simpático, tranquilo, acolhedor.
Há na vida inúmeras razões para mudar. Inúmeras circunstâncias que nos moldam. Toneladas de experiências que em passos de segundos nos corrigem. Uma casa é um motor tão forte como qualquer amor, ou abraço desejado em desespero.
Hoje, essa casa é minha. Essa mudança é minha. A razão do meu silêncio.
Tem o meu cheiro a correr à mistura com as minhas vozes. A 3 a 4 ou a 6 decibéis de prazer. Está repleta de passados. Cheia de escolhas próprias que reflectem como espelho velho e amarelecido pelos milhares de olhares, aquilo que fui, aquilo que ambiciono ser e melhor ainda, aquilo que sou.
As ausências também têm um tecto aqui. Quando se fecha os olhos e entre cortados eles nos levam de volta a outras casas. Quando nos entre alma adentro as pernas por cima de tapetes que antes se pisaram. E ao rever vemos os livros que hoje se lê, as palavras desditas dos jornais de hoje. Os sorrisos ténues de certezas, esperança, de quem pensa noutras casas, noutros móveis, cheiros, pedaços de dia-a-dia espalhados.
É por isso que me escrevo. Para que daqui a muito tempo, também outros passos regressem aqui.

terça-feira, agosto 05, 2008

"- J'ai peur que t'aies plus envie de moi, si tu me vois..." ou ando a precisar de comer mais crepes...



"Clic clac. Plus personne ne bouge. Moment suspendu. Bonheur"

"Même pas heureux d'ailleurs, ils n'étaient plus si exigeant. D'être ensemble, c'est tout. Et déjà c'était inesperé."

"Demain, il lui offrirait des crêpes Suzette pour la retenir à tout jamais."

"T'es contente de toi là ? Elles te gênent pas tes ailes quand tu marches ?"

"Tu vas pas t'en tirer comme ça ! Chose promise, orgasme dû !"