Há algumas coisas das quais me orgulho nesta vida, para além, obviamente, dos meus filhos, a mais bela produção que eu, sem esforço, criei. Um dia, porém, quis o acaso e um conjunto de coincidências, que o meu gosto pelo vinho, o meu lado tagarela, e a minha capacidade de receber por bem tudo que vem envolto num grande sorriso, me tenha colocado em braços (e acima de tudo, abraços), uma das pessoas mais maravilhosas que conheci. Cheio de defeitos, como eu, com uma presença que trespaça qualquer fronteira física, o Jorge Martinez, ou o meu Príncipe, ensinou-me, melhor que ninguém, que nem sempre o que desejamos é realmente o que queremos, mas acima de tudo, mostrou-me o meu valor, enquanto amiga, enquanto mulher, enquanto mãe mas também enquanto pessoa que vive com o coração na boca e meio a despropósito teima em dizer tudo o que pensa.
Como as coisas belas e bonitas são para partilhar, deixo-vos aqui uma pequena amostra de como este Meu amigo, escreve bem, também ele com o coração ao pé da boca, e da mão e do pé. O blog dele, ainda que não actualizado com regularidade, vale sempre uma visita e um comentário.
"Nunca contamos con que los años van cayendo como gotas de lluvia sobre un hierro impoluto, el cual , finalmente se acaba oxidando y asemejandose a los demás trozos mohosos de metal que un día relucieron a la luz de un sol lleno de vida y por qué no?? de ilusión.Ésta posiblemente, fue la razón por la cual nunca imaginó nadie, tanto menos él, un adios tan repentino, pero el amor es traicionero y a veces nos da la mejor de las sensaciones para luego darnos el peor de los dolores. Es dificil ser consciente de que la vida puede estar acabandose tras la siguiente curva, y ella convertirse en precipicio inminente, quizas porque no queramos saberlo, quizas porque no nos guste la idea o quizas porque no estemos hechos para ello... sea cual sea la causa, el irreparable dolor que deja un amigo que se va, es la estaca que abre la brecha de nuestros pensamientos y la razón que nos mueve al porqué de la existencia."
terça-feira, dezembro 09, 2008
Olha a cidade onde as luzes se acendem a passo cronometrado com o seu. De olhos postos o chão onde se perdem os seus passos, ouve a música gritada aos seus ouvidos. Não quer ouvir o mais pequeno sinal de vida que passa á sua volta. Quer espantar as palavras que ecoam na sua cabeça, como se o esquecimento delas a fizessem voltar ao ponto de partida.
- Desculpe Maria. Dava tudo para não lhe dar esta notícia. É irónico que de novo seja eu a fazê-lo. Anos depois.
-Mais uma coincidência. Apenas isso. Se eu acreditasse em algo que fosse, em Buda talvez, pensaria que existe para me chamar á terra de cada vez que me baralho por ai. Deixe lá. O que não mata engorda já diria a minha avó.
We wish.
- Desculpe Maria. Dava tudo para não lhe dar esta notícia. É irónico que de novo seja eu a fazê-lo. Anos depois.
-Mais uma coincidência. Apenas isso. Se eu acreditasse em algo que fosse, em Buda talvez, pensaria que existe para me chamar á terra de cada vez que me baralho por ai. Deixe lá. O que não mata engorda já diria a minha avó.
We wish.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Pensamentos obtusos
Gosto de marcos de correio. Vermelhos. Marcos de correio vermelhos que, sozinhos, isolados e impotentes encerram em si a imprevisibilidade do desconhecido.
domingo, dezembro 07, 2008
Fim da linha
"Viver é um treino e uma aprendizagem. É um exercício de meter no possível os nossos sonhos, os nossos desejos e as nossas ambições mas sem abdicar deles. Quando fazemos esta descoberta ainda vamos mais longe; fazemos por tornar os sonhos possíveis. E o que é possível, sempre, é o afecto que damos aos outros."
António Alçada Batista,
29/01/1927 - 07/12/2008
in "O riso de Deus
António Alçada Batista,
29/01/1927 - 07/12/2008
in "O riso de Deus
sábado, dezembro 06, 2008
Coisas que aparecem assim no IP4
Quando a soma dos dias é justa, a poesia é o troco da tristeza.
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Vinhos e Destinos
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Heróis
Perante as lágrimas dela, o meu sofrimento egoista virou redundância.
“Tu não és a minha mãe! Tu não és a minha mãe!” gemia a minha filha encolhida sobre si, incapaz de me olhar nos olhos, como se a minha presença a assusta-se ainda mais. Tentava a todo o custo tranquilizá-la, mostrar-lhe o quanto a quero, o quanto são eles a coisa boa da minha vida correndo trilhos na minha cabeça a tentar perceber o porquê daquelas palavras.
Segundo ela, eu não sou a mãe. Sou alguém igual à mãe, mas que não é a mesma mãe. Não é uma mãe que sorri, não sou uma mãe “querida”, não sou uma mãe presente. Mas, apesar deste rol de queixas, ela ainda gosta de mim.
No instante que ouvi essas grito de desespero, e por entre gritos cortados a seco do fundo de mim percebi
É difícil, cansativo e diário o esforço por sermos o herói, o tesouro, o segredo mais belo de alguém, mas basta uma pequena escorregadela sem queda aparatosa, para passarmos a ser a desilusão de alguém.
Nos últimos dias a contagem fez-me perder. Eu perdi dois heróis e ganhei o estatuto de “estranha”.
“Tu não és a minha mãe! Tu não és a minha mãe!” gemia a minha filha encolhida sobre si, incapaz de me olhar nos olhos, como se a minha presença a assusta-se ainda mais. Tentava a todo o custo tranquilizá-la, mostrar-lhe o quanto a quero, o quanto são eles a coisa boa da minha vida correndo trilhos na minha cabeça a tentar perceber o porquê daquelas palavras.
Segundo ela, eu não sou a mãe. Sou alguém igual à mãe, mas que não é a mesma mãe. Não é uma mãe que sorri, não sou uma mãe “querida”, não sou uma mãe presente. Mas, apesar deste rol de queixas, ela ainda gosta de mim.
No instante que ouvi essas grito de desespero, e por entre gritos cortados a seco do fundo de mim percebi
É difícil, cansativo e diário o esforço por sermos o herói, o tesouro, o segredo mais belo de alguém, mas basta uma pequena escorregadela sem queda aparatosa, para passarmos a ser a desilusão de alguém.
Nos últimos dias a contagem fez-me perder. Eu perdi dois heróis e ganhei o estatuto de “estranha”.
E que o que dói na dor é viverem dentro de nós pessoas que, perante o nosso sofrimento, digam, por palavras nossas: Afinal, quem és tu?
"Os que se perdem nos sonhos falam da ausência do amor, timidamente, evocando o cansaço. Ou reclamam-no, simplesmente, invadindo de ira todos os seus gestos. No fundo, temem-no, de tanto o desejarem (protelando-o, sempre, para depois). Vivem amarrotados pela distância que vai entre tudo o que sonharam e as brumas dos dias (que não lhes tiram os desejos nem lhos trazem, de surpresa). E dão-se conta dos sonhos que se perderam sempre que, por acidente, esbarram em relações de sonho.
Os que o olham de cima supõem que são as manhãs de sol quem abre as persianas pelo coração. Acham o amor uma relação fora de moda e o melhor que conseguem é encontrar a pessoa dos seus sonhos... para os próximos dias. Não compreendem que a sedução é uma defesa contra os abraços. E não concebem que a segurança seja contar com o amor de alguém (em vez de estar seguro que a pessoa com quem se conta não conte, seguramente, para mais ninguém).
Já os outros reconhecem que, quando ponderamos acerca do que gostamos numa pessoa, já não gostamos dela: reparamos nos pormenores. E que, quanto mais preponderante é um amor, mais a iminência da sua perda nos revolve. Sabem, por mais que não as tenham, que há relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que serão elas a quem chamamos amor. E que esse amor faz do que temos cá dentro uma democracia que nos torna, a todos, iguais nos sonhos e diferentes na forma de os vivermos. E é por isso que, diante das falhas do amor, somos todos crianças desamparadas entre um colo e as cavalitas (como se amar com resignação fosse uma casa de chocolate que, depois de nos distrair, acaba por nos comer).
E que o que dói na dor é viverem dentro de nós pessoas que, perante o nosso sofrimento, digam, por palavras nossas: Afinal, quem és tu?
Na verdade, amar é ver mais longe. Mais longe, até, do que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. Saudar os sonhos com a inocência de quem procura neles um trilho especial. E perceber que tudo o que se sonha é pouco mais do que nada ao pé das relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que só essas fazem dos sonhos o passadiço do amor."
Eduardo SÁ
Os que o olham de cima supõem que são as manhãs de sol quem abre as persianas pelo coração. Acham o amor uma relação fora de moda e o melhor que conseguem é encontrar a pessoa dos seus sonhos... para os próximos dias. Não compreendem que a sedução é uma defesa contra os abraços. E não concebem que a segurança seja contar com o amor de alguém (em vez de estar seguro que a pessoa com quem se conta não conte, seguramente, para mais ninguém).
Já os outros reconhecem que, quando ponderamos acerca do que gostamos numa pessoa, já não gostamos dela: reparamos nos pormenores. E que, quanto mais preponderante é um amor, mais a iminência da sua perda nos revolve. Sabem, por mais que não as tenham, que há relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que serão elas a quem chamamos amor. E que esse amor faz do que temos cá dentro uma democracia que nos torna, a todos, iguais nos sonhos e diferentes na forma de os vivermos. E é por isso que, diante das falhas do amor, somos todos crianças desamparadas entre um colo e as cavalitas (como se amar com resignação fosse uma casa de chocolate que, depois de nos distrair, acaba por nos comer).
E que o que dói na dor é viverem dentro de nós pessoas que, perante o nosso sofrimento, digam, por palavras nossas: Afinal, quem és tu?
Na verdade, amar é ver mais longe. Mais longe, até, do que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. Saudar os sonhos com a inocência de quem procura neles um trilho especial. E perceber que tudo o que se sonha é pouco mais do que nada ao pé das relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que só essas fazem dos sonhos o passadiço do amor."
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quinta-feira, dezembro 04, 2008
quinta-feira, novembro 20, 2008

Ora diga 33! Gosto da sonoridade do número. Surperende-me o facto de ter chegado cá. Durante anos tive um sonho recorrente no qual me via morrer aos 19 anos. Como se prova pela minha semi-loucura, tal não aconteceu. Ou pelo menos de forma tão definitiva. Algo marcou esses 19 anos de uma maneira dura, mas que me moldou de uma maneira mais racional, mais coerente mas acima de tudo menos sonhadora.
Conduzidos aos bocadinhos, os meus passos convictos á mistura com muito tropeção calçada fora, trouxeram-me ao dia de hoje.Um dia que começou com uma decisão dura mas optimista, com um novo desafio profissional, decorreu entre palavras simpáticas e saborosas vindas de longe, de tempos idos, com encontros, reencontros e destinos. Terminará com um grupo de amigos, pequeno mas repleto de gente que não se vais embora nem que a vaca tussa e pelos braços da melhor coisa que tenho: os meus filhos.
A todos que de, uam forma ou de outra, se esforçaram para fazer deste dia, um dia ainda melhor: muito obrigada e continuem!!!
PS: Reclamação: andam a falhar nos presentes. A malta gosta de surpresas,tà?
Conduzidos aos bocadinhos, os meus passos convictos á mistura com muito tropeção calçada fora, trouxeram-me ao dia de hoje.Um dia que começou com uma decisão dura mas optimista, com um novo desafio profissional, decorreu entre palavras simpáticas e saborosas vindas de longe, de tempos idos, com encontros, reencontros e destinos. Terminará com um grupo de amigos, pequeno mas repleto de gente que não se vais embora nem que a vaca tussa e pelos braços da melhor coisa que tenho: os meus filhos.
A todos que de, uam forma ou de outra, se esforçaram para fazer deste dia, um dia ainda melhor: muito obrigada e continuem!!!
PS: Reclamação: andam a falhar nos presentes. A malta gosta de surpresas,tà?
terça-feira, novembro 18, 2008
Uma lição "quase" perfeita
O texto em baixo apresentado ,da autoria de um amigo, é aqui publicado, apenas hoje, por dois motivos: O primeiro, mais uma coincidência, de tempos e memórias ,que permitiu hoje, um leve aconchegar de alma. Em segundo lugar, porque estou cansada de ouvir, pelos últimos dias que todos os homens são iguais, no sentido pouco simpático da expressão. Que são frios e calculistas e insensíveis às nossas necessidades.
Sei, por experiência que os homens também “ambicionam” uma princesa perfeita, ainda que com defeitos. Também sei que, desta extensa lista, há pontos que conseguimos, com honestidade, frontalidade, medo, coragem ou falta de jeito cumprir. E mesmo quando os não os conseguimos cumprir todos, vale a pena conhecê-los. Caso se preencham todos estes requisitos ficamos mais perto desse lugar que de perfeito tem pouco: O de ser um ser humano completo na base do outro.
A ti: desculpa o abuso, mas como afirmei recentemente as primeiras impressões são as que mais marcam e nesta lista está um belo cesto de sorrisos.Obrigada.
“(...)a propósito de uma lista de coisas que está no teu blog, eu também tenho uma lista mental do que é a mulher perfeita
(a ser inventada, claro!).
Eu gosto de:
1. Pessoas que tenham personalidade
2. Que tenham ideias originais
3. Que não se importem que eu goste de futebol e que percebam que isso não é incompativel com gostar de ler, ouvir musica ou conversar
4. Que reclamem carinhos que só por distracção ficaram por dar
5. Que saibam que os outros são diferentes e é por isso que gostamos deles
6. Que não se importem de chegar a casa e ver que afinal eu ainda não cheguei porque me distrai com as horas a conversar com alguém
7. Que saibam rir das patetadas que fazem
8. Que saibam que eu vou rir - quando me pedirem para não me rir de uma patetada qualquer que fizeram - porque me estou a rir com elas e não delas
8. Que entendam que os amigos são sempre bem vindos porque ser bem vindo é uma coisa que sabe bem
9. Que achem que pensar de forma diferente é um desafio e não um obstáculo
10. Que não tenham medo de arriscar
11. Que percebam os silêncios e que eles são às vezes a melhor forma de se dizer muita coisa
12. Que não tenham medo de dizer: amo-te (P), as vezes todas que quiserem
13. Que no meio do barulho percebam que os meus lábios estão a dizer isso mesmo
14. Que percebam que ser racional é uma arma para resolver situações e não um estado de espirito
15. Que ser irracional, emotivo e sincero é quase sempre um valor
16. Que se atrasem porque se distrairam com uma coisa qualquer mas entendam o possivel raspanete e saibam que se pedirem desculpa eu vou render-me
Sei, por experiência que os homens também “ambicionam” uma princesa perfeita, ainda que com defeitos. Também sei que, desta extensa lista, há pontos que conseguimos, com honestidade, frontalidade, medo, coragem ou falta de jeito cumprir. E mesmo quando os não os conseguimos cumprir todos, vale a pena conhecê-los. Caso se preencham todos estes requisitos ficamos mais perto desse lugar que de perfeito tem pouco: O de ser um ser humano completo na base do outro.
A ti: desculpa o abuso, mas como afirmei recentemente as primeiras impressões são as que mais marcam e nesta lista está um belo cesto de sorrisos.Obrigada.
“(...)a propósito de uma lista de coisas que está no teu blog, eu também tenho uma lista mental do que é a mulher perfeita
(a ser inventada, claro!).
Eu gosto de:
1. Pessoas que tenham personalidade
2. Que tenham ideias originais
3. Que não se importem que eu goste de futebol e que percebam que isso não é incompativel com gostar de ler, ouvir musica ou conversar
4. Que reclamem carinhos que só por distracção ficaram por dar
5. Que saibam que os outros são diferentes e é por isso que gostamos deles
6. Que não se importem de chegar a casa e ver que afinal eu ainda não cheguei porque me distrai com as horas a conversar com alguém
7. Que saibam rir das patetadas que fazem
8. Que saibam que eu vou rir - quando me pedirem para não me rir de uma patetada qualquer que fizeram - porque me estou a rir com elas e não delas
8. Que entendam que os amigos são sempre bem vindos porque ser bem vindo é uma coisa que sabe bem
9. Que achem que pensar de forma diferente é um desafio e não um obstáculo
10. Que não tenham medo de arriscar
11. Que percebam os silêncios e que eles são às vezes a melhor forma de se dizer muita coisa
12. Que não tenham medo de dizer: amo-te (P), as vezes todas que quiserem
13. Que no meio do barulho percebam que os meus lábios estão a dizer isso mesmo
14. Que percebam que ser racional é uma arma para resolver situações e não um estado de espirito
15. Que ser irracional, emotivo e sincero é quase sempre um valor
16. Que se atrasem porque se distrairam com uma coisa qualquer mas entendam o possivel raspanete e saibam que se pedirem desculpa eu vou render-me
17. Que saibam que espero o mesmo delas
18.Que gostem de ver filmes no sofá com edredon e peçam qualquer coisa que esteja na cozinha exactamente no momento em que me enrosquei ao lado delas
19. Que o façam com um sorriso desarmante
20. Que saibam que vão ser obrigadas a pagar isso com muitos beijos
21. Que não reclamem por coisas futeis como por exemplo não ter arrumado os jornais que ficaram espalhados na sala
22. Que me digam que estou a ser um imbecil, quando mereço que isso seja dito
23. Que tenham segurança suficiente para não ter medo de falhar
24. Que me ajudem quando precisar
25. Que me peçam o mesmo quando precisam
26. Que tenham bom gosto
27. Que não liguem muito ao dinheiro porque ele é um meio e não um fim
28. Que aos abraços me digam que conseguiram qualquer coisa que desejavam muito
29. Que gostem de fazer amor às horas mais estapafurdias porque o sexo não tem horas
30. Que sejam inteligentes
31. Que tenham interesses completamente diferentes dos meus além dos que partilhamos em comum
32. Que me ensinem qualquer coisa que aprenderam e eu não sei
33. Que me perguntem o que querem saber
34. Que entendam que chorar é uma coisa normal e que é fundamental chorar quando for isso que têm que fazer
35. Que tenham coragem em sentido lato
18.Que gostem de ver filmes no sofá com edredon e peçam qualquer coisa que esteja na cozinha exactamente no momento em que me enrosquei ao lado delas
19. Que o façam com um sorriso desarmante
20. Que saibam que vão ser obrigadas a pagar isso com muitos beijos
21. Que não reclamem por coisas futeis como por exemplo não ter arrumado os jornais que ficaram espalhados na sala
22. Que me digam que estou a ser um imbecil, quando mereço que isso seja dito
23. Que tenham segurança suficiente para não ter medo de falhar
24. Que me ajudem quando precisar
25. Que me peçam o mesmo quando precisam
26. Que tenham bom gosto
27. Que não liguem muito ao dinheiro porque ele é um meio e não um fim
28. Que aos abraços me digam que conseguiram qualquer coisa que desejavam muito
29. Que gostem de fazer amor às horas mais estapafurdias porque o sexo não tem horas
30. Que sejam inteligentes
31. Que tenham interesses completamente diferentes dos meus além dos que partilhamos em comum
32. Que me ensinem qualquer coisa que aprenderam e eu não sei
33. Que me perguntem o que querem saber
34. Que entendam que chorar é uma coisa normal e que é fundamental chorar quando for isso que têm que fazer
35. Que tenham coragem em sentido lato
36. Que me contem o que se passou nas viagens que fizeram e que eu não pude fazer com elas porque tinha que estar noutros sitios
37. Que entendam que amar não é uma obrigação, porque é um prazer
38. Que me vão buscar ao aeroporto ou que digam que não podem mas apareçam de surpresa
39. Que aceitem excessos da minha parte porque de vez em quando me apetece ser assim
40. Que me perguntem se posso ir buscar qualquer coisa delas que nem sei bem para que é que serve apenas porque têm preguiça
41. Que saibam partilhar
42. Que percebam que partilhar não é ceder mas sim recebe.
37. Que entendam que amar não é uma obrigação, porque é um prazer
38. Que me vão buscar ao aeroporto ou que digam que não podem mas apareçam de surpresa
39. Que aceitem excessos da minha parte porque de vez em quando me apetece ser assim
40. Que me perguntem se posso ir buscar qualquer coisa delas que nem sei bem para que é que serve apenas porque têm preguiça
41. Que saibam partilhar
42. Que percebam que partilhar não é ceder mas sim recebe.
43. Que saibam ouvir
44. Que saibam que isso é essencial
45. Que gostem de andar pela rua
46. Que saibam perder
47. Que saibam ganhar 48. Que cedam no que achem que é acessório mas que não cedam no que acham que é essencial
49. Que percebam que eu gosto de praia quando ela está quase a acabar
50. Que saibam que eu sei que elas estão cheias de defeitos como eu
51. Que percebam que eu tenho dois pés esquerdos para dançar mas que faço um esforço
52. Que percebam que a vida deve valer a pena
53. Que saibam que esta lista é exemplificativa e não taxativa e que eu sei que elas também têm uma
44. Que saibam que isso é essencial
45. Que gostem de andar pela rua
46. Que saibam perder
47. Que saibam ganhar 48. Que cedam no que achem que é acessório mas que não cedam no que acham que é essencial
49. Que percebam que eu gosto de praia quando ela está quase a acabar
50. Que saibam que eu sei que elas estão cheias de defeitos como eu
51. Que percebam que eu tenho dois pés esquerdos para dançar mas que faço um esforço
52. Que percebam que a vida deve valer a pena
53. Que saibam que esta lista é exemplificativa e não taxativa e que eu sei que elas também têm uma
54. Que tenham uma parte de vida anterior que às vezes me dá galo e de vez em quando me façam sofrer um pouco com isso porque querem que eu reaja
55. Que me surpreendam com um sms idiota do estilo: "desculpa mas apesar de estar tudo bem e de te amar vou partir para a Islândia com um chefe de cozinha russo"
56. Que tenham duas pernas e dois braços de preferência
57. Que sejam bonitas quando sorriem
58. Que não sejam racistas
59. Que percam tempo a fazer qualquer coisa para mim porque estão a gostar
60. Que me dêm prendas
55. Que me surpreendam com um sms idiota do estilo: "desculpa mas apesar de estar tudo bem e de te amar vou partir para a Islândia com um chefe de cozinha russo"
56. Que tenham duas pernas e dois braços de preferência
57. Que sejam bonitas quando sorriem
58. Que não sejam racistas
59. Que percam tempo a fazer qualquer coisa para mim porque estão a gostar
60. Que me dêm prendas
61. Que gostem de receber prendas
62. Que entendam que nada é perfeito
62. Que saibam que existem sempre pessoas melhores que nós e outras piores, mais ricas mas também mais pobres, mais inteligentes mas também menos, mais bonitas mas também mais feias, enfim que saibam relativizar o Mundo
64. Que não sejam cagonas
65. Que me digam: "mas porque é que não queres favas?", quando sabem que odeio favas
66. Que pintem as unhas quando estou atrasado e com uma calma olimpica secretamente olhem para mim enquanto se estão a rir por dentro por eu ter olhado para a cena e ter fechado a boca enchendo-a de ar para evitar dizer quarenta e sete asneiras óbvias
67. Que façam planos de projectos que podem ser possiveis ou não
68. Que entendam que deixo livros por todo o lado
69. Que sejam criativas
62. Que entendam que nada é perfeito
62. Que saibam que existem sempre pessoas melhores que nós e outras piores, mais ricas mas também mais pobres, mais inteligentes mas também menos, mais bonitas mas também mais feias, enfim que saibam relativizar o Mundo
64. Que não sejam cagonas
65. Que me digam: "mas porque é que não queres favas?", quando sabem que odeio favas
66. Que pintem as unhas quando estou atrasado e com uma calma olimpica secretamente olhem para mim enquanto se estão a rir por dentro por eu ter olhado para a cena e ter fechado a boca enchendo-a de ar para evitar dizer quarenta e sete asneiras óbvias
67. Que façam planos de projectos que podem ser possiveis ou não
68. Que entendam que deixo livros por todo o lado
69. Que sejam criativas
70.Que queiram ser felizes
Sairam-me 70 assim de raspão.
Algumas estão repetidas e outras não são assim tão essenciais. Faltaram outras.
Claro que isto não existe mas como digo na 53 não é taxativo. É apenas uma ideia geral. Digamos que troco umas por outras e que estas 70 coisas de que gosto não têm necessáriamente que acontecer sucessivamente ou sempre.
O que é que eu quero dizer com isto tudo? Apenas duas coisas muito simples. A primeira é que muitas vezes temos vontade de ser aquilo que queremos e não conseguimos porque trocamos o desejado pelo possivel. A segunda é que se isso for um fardo demasiado pesado ele vai acabar por nos obrigar a regressar ao que somos e não conseguimos deixar de ser. Depois disto existe aquela coisa indefinivel que se chama atracção e que nos leva a gostar quando sabemos que nos vamos magoar, a gostar mesmo quando isso nos faz chorar, a gostar mesmo quando isso nos deixa tristes, a gostar porque achamos que quem nos quer mudar também vai mudar.
Nada a fazer portanto. É ir vendo até que ponto é que o desejado se encontra com o possivel.”
Nada a fazer portanto. É ir vendo até que ponto é que o desejado se encontra com o possivel.”
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