Há muito que deixei de acreditar em fábulas, histórias de faz de conta, novelas ou relatos de princesas encantadas e finais de felicidade contínua.
Por questões de maternidade tento que essa falta de encanto não trespasse para os meus filhos. É necessário que eles acreditem nos sonhos, na possibilidade infinita de qualquer enredo que decidam acreditar. É essa possibilidade de acreditar que os ajudará a definir-se como indíviduos e são, também, muitas vezes, as desilusões das descobertas que os farão crescer e condicionar o modo como transmitem o mundo aos outros.
Não é fácil jogar esse duplo papel, entre o sim e o não e na maioria das vezes, escudo-me atrás de um “talvez,...sim, talvez aconteça”. O talvez é, assim, o maior aliado dos pais na resposta a um sem número de perguntas, que em verdade, não queremos ter que responder.
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terça-feira, fevereiro 24, 2009
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Poesia
(Não sei se é filho de peixe, mas sem dúvida sabe versar.)
“Poesia é magia.
É o segredo da vida.
Vem comigo,
descobre
O sentido da vida.
Gosto de poesia,
Dá-me alegria.
Sem poesia
O mundo não existia.
Poesia, poesia
Magia, magia.”
João Guilherme , 9 anos
Segundo ele "dedicado aos grandes compositores e poetas, importantes e normais. Aproveitem a vida!"
“Poesia é magia.
É o segredo da vida.
Vem comigo,
descobre
O sentido da vida.
Gosto de poesia,
Dá-me alegria.
Sem poesia
O mundo não existia.
Poesia, poesia
Magia, magia.”
João Guilherme , 9 anos
Segundo ele "dedicado aos grandes compositores e poetas, importantes e normais. Aproveitem a vida!"
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segunda-feira, fevereiro 02, 2009
O meu pé de vida
Quando soube que ia ser mãe, toda eu fiquei feliz. Ainda que por momentos a angústia da novidade, da ansiedade, da incerteza tenha tomado conta de mim, cresceu em mim uma convicção alegre de que tinha dentro de mim alguém especial.
Foste especial desde os primeiros momentos de uma gravidez complicada, diferente, por vezes até dolorosa. Eu queria-te. Queria-te muito. Contava os dias para o momento em que te teria nos braços, em que te olharia fundo nos olhos e perceberia a razão daquele amor tão incondicional.
Do momento em que saíste de mim, em que nos separamos, em que passou a ser tu e o mundo e não apenas um nós seguro, lembro a ausência da força. Não te consegui pegar. Riam do meu estado esgotado, mas sabia-te bem e saudável e podia permitir ao mundo, ao teu pai, aqueles momentos únicos.
Quando te trouxeram vestido e lavadinho, bem embrulhado, colocaram-te entre as minhas pernas. Confesso que essa forma de te transportar me fazia confusão. Mas essa sensação logo se esfumou quando um amontoado de almas excitadas te adoravam, se derretiam e trocavam piropos sobre as parecenças. Eu, que sou uma pessoa incapaz de ver parecenças em bebés, sorria por dentro. Por confirmar o quanto adorado e esperado eras.
A tua avô delirou contigo desde o momento em que te viu. Como ela te amava. Sinto saudade dos telefonemas diários dela, para saber do “nosso menino”. De manhã para saber como passaras a noite, se comeras bem, se foste contente para a escola. Á noite só para te saber feliz. Mesmo quando estava doente, muito doente meu amor, ela queria estar contigo. Esforçava-se porque sabia o quão bom isso era.
No dia do teu primeiro aniversário disseste “olá”. Subiste apoiado e devagar as pequenas escadas, encostaste-te à floreira e disseste “olá” a sorrir para uma plateia que se deliciava.
(continua)
Foste especial desde os primeiros momentos de uma gravidez complicada, diferente, por vezes até dolorosa. Eu queria-te. Queria-te muito. Contava os dias para o momento em que te teria nos braços, em que te olharia fundo nos olhos e perceberia a razão daquele amor tão incondicional.
Do momento em que saíste de mim, em que nos separamos, em que passou a ser tu e o mundo e não apenas um nós seguro, lembro a ausência da força. Não te consegui pegar. Riam do meu estado esgotado, mas sabia-te bem e saudável e podia permitir ao mundo, ao teu pai, aqueles momentos únicos.
Quando te trouxeram vestido e lavadinho, bem embrulhado, colocaram-te entre as minhas pernas. Confesso que essa forma de te transportar me fazia confusão. Mas essa sensação logo se esfumou quando um amontoado de almas excitadas te adoravam, se derretiam e trocavam piropos sobre as parecenças. Eu, que sou uma pessoa incapaz de ver parecenças em bebés, sorria por dentro. Por confirmar o quanto adorado e esperado eras.
A tua avô delirou contigo desde o momento em que te viu. Como ela te amava. Sinto saudade dos telefonemas diários dela, para saber do “nosso menino”. De manhã para saber como passaras a noite, se comeras bem, se foste contente para a escola. Á noite só para te saber feliz. Mesmo quando estava doente, muito doente meu amor, ela queria estar contigo. Esforçava-se porque sabia o quão bom isso era.
No dia do teu primeiro aniversário disseste “olá”. Subiste apoiado e devagar as pequenas escadas, encostaste-te à floreira e disseste “olá” a sorrir para uma plateia que se deliciava.
(continua)
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Heróis
Perante as lágrimas dela, o meu sofrimento egoista virou redundância.
“Tu não és a minha mãe! Tu não és a minha mãe!” gemia a minha filha encolhida sobre si, incapaz de me olhar nos olhos, como se a minha presença a assusta-se ainda mais. Tentava a todo o custo tranquilizá-la, mostrar-lhe o quanto a quero, o quanto são eles a coisa boa da minha vida correndo trilhos na minha cabeça a tentar perceber o porquê daquelas palavras.
Segundo ela, eu não sou a mãe. Sou alguém igual à mãe, mas que não é a mesma mãe. Não é uma mãe que sorri, não sou uma mãe “querida”, não sou uma mãe presente. Mas, apesar deste rol de queixas, ela ainda gosta de mim.
No instante que ouvi essas grito de desespero, e por entre gritos cortados a seco do fundo de mim percebi
É difícil, cansativo e diário o esforço por sermos o herói, o tesouro, o segredo mais belo de alguém, mas basta uma pequena escorregadela sem queda aparatosa, para passarmos a ser a desilusão de alguém.
Nos últimos dias a contagem fez-me perder. Eu perdi dois heróis e ganhei o estatuto de “estranha”.
“Tu não és a minha mãe! Tu não és a minha mãe!” gemia a minha filha encolhida sobre si, incapaz de me olhar nos olhos, como se a minha presença a assusta-se ainda mais. Tentava a todo o custo tranquilizá-la, mostrar-lhe o quanto a quero, o quanto são eles a coisa boa da minha vida correndo trilhos na minha cabeça a tentar perceber o porquê daquelas palavras.
Segundo ela, eu não sou a mãe. Sou alguém igual à mãe, mas que não é a mesma mãe. Não é uma mãe que sorri, não sou uma mãe “querida”, não sou uma mãe presente. Mas, apesar deste rol de queixas, ela ainda gosta de mim.
No instante que ouvi essas grito de desespero, e por entre gritos cortados a seco do fundo de mim percebi
É difícil, cansativo e diário o esforço por sermos o herói, o tesouro, o segredo mais belo de alguém, mas basta uma pequena escorregadela sem queda aparatosa, para passarmos a ser a desilusão de alguém.
Nos últimos dias a contagem fez-me perder. Eu perdi dois heróis e ganhei o estatuto de “estranha”.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Feliz aniversário futuro caçador de mitos...
terça-feira, outubro 21, 2008
Para onde vão os nossos heróis quando se cansam...?

Sempre olhei de soslaio todas as pessoas ou melhor pais, que de armadura em riste forrada de conceitos apreendidos de livros de pedospsiquatria, psicologia infantil, peuricultura e afins, se sentiam capazes de dar profundos conselhos a qualquer outro pai que, um pouco envergonhado levava as mãos à cabeça e admitia não saber o que fazer com o seu rebento.
Uma vez mais, a vida encarrega-se de me colocar em linha e percorrer caminhos literários idênticos, na busca do derradeira receita para fazer do meu filho, de novo, uma criança feliz.
E assim lá vai ela para a FNAC todas as semanas ler e reler tudo o que se publica sobre formas de lidar com a depressão infantil, o bullying, a neura, o desalento, o desamparo (de ambos), de tal forma que já tenho o direito de ouvir comentários graciosos ao jeito de "estás a tentar transformar-te na Marta Stewart da maternidade'"?.
Não. Apenas procuro a felicidade dele, ou pelo menos um tapete almofado que lhe ampare a queda, já que eu, por defeito, também não acredito nela.
Neste percurso de psicologia de trazer por casa, e ao longo das várias consultas do CADIN, que se amortizam semanalmente ano a ano, tenho encontrado textos muito bonitos, esclarecedores e até apaziuguadores de algumas mágoas pessoais, que vão muito além da minha faceta de mãe, nomeadamente do escritor Eduardo Sá, que publicarei aqui, sempre que façam sentido como encaixe das várias conversas tidas com aquele que sendo apenas uma infima parte de mim, é sem dúvida a melhor.
A propósito das falsas promessas, da amizade que se oferece em saldo e rapidamente se esgota, do "gosto muito de ti e nunca te vou esquecer", do fraca consolação do "és muito especial", aqui fica um pequeno texto do autor:
"Há pessoas que põem palavras nos nossos sentimentos. Parecem-se com os poetas. Mas depois, de surpresa, abandonam os nossos sonhos pé ante pé ou de “pantufas”. Não sei... Na verdade, decepcionam-nos (devagarinho) e, quando damos por isso, apagam-se dentro de nós. Deixam de ser preciosas e, por tudo o que valeram, não podem voltar a ser só (!) nossas amigas. Partem para uma “terra de ninguém”, muito distante do sítio onde vivem os génios da lâmpada, o Pai Natal, as fadas e os duendes. E por lá ficam. Mais ou menos errantes.
Imagino esse lugar, onde se acotovelam tantas pessoas que nos disseram tanto, como um Purgatório, com a particularidade de lá não se ser promovido, com facilidade, até ao Céu. É verdade que essas pessoas não se transformam num inferno dentro de nós, embora, por vezes, surjam, ora como um vulto ora como uma silhueta ou, até mesmo, como uma estrela cadente que, atravessando o nosso coração, já não provoca um arrepio (muito menos, um calafrio, que são aqueles sentimentos impetuosos que nos desabotoam a cabeça e nos deixam a arder de paixão e a tremer de medo, ao mesmo tempo).
Afinal, não são nem amigos nem amores. Transformam-se num museu? Numa arqueologia de todos os amores, por exemplo? Às vezes, nem isso. Infelizmente. Se fosse assim, estáticas, empoeirados, seguravam-se no nosso coração. O que não acontece às pessoas que foram perdendo a magia...
Este “não sei onde” é uma espécie de cemitério de poetas dentro de nós. Um lugar de silêncio que convida a espreitar para o que sentimos. Com surpresa e com dor, ao descobrirmos que, ao contrário do que sempre desejámos, há relações – luminosas - que foram morrendo para nós. Às vezes assusta. Afinal, não é simpático descobrirmos que mora em nós alguém que, não sendo o Capitão Gancho, tenha ajudado a morrer quem trouxe poesia, ou luz, ou um insustentável rebuliço ao que sentimos... Às vezes, atormenta. Porque magoa descobrirmos que – mesmo quando nos imaginamos a dar a sala mais espaçosa do nosso coração - também nós, dentro de algumas, vivemos sem viver, errantes, nesse “não sei onde” de alguém, entre os seus amigos e os seus amores. Às vezes ainda, somos tocados pelos galanteios da vida e, levados pelo entusiasmo, imaginamos que, se desejarmos com muita força, algumas das pessoas que guardamos no nosso cemitério de poetas ressuscitam e regressam, cheias de luz, para surpresa do Pai Natal ou das fadas. Eu sei que também entre as pessoas há quem pareça mágico mas intocável. Como eles. Mas: esse é o cais de embarque que, de surpresa, nos pode levar (sem volta) para o cemitério dos poetas."
[Eduardo Sá]
domingo, setembro 28, 2008
Entre portas
Entre portas há silêncios. Entre portas há paz. Pela primeira vez em muito tempo, há neste espaço uma imensidão de sabores que se vão saboreando. Cada esquina, cada recanto, concede momentos que a pouco e pouco ajudam a construir um registo simpático, tranquilo, acolhedor.
Há na vida inúmeras razões para mudar. Inúmeras circunstâncias que nos moldam. Toneladas de experiências que em passos de segundos nos corrigem. Uma casa é um motor tão forte como qualquer amor, ou abraço desejado em desespero.
Hoje, essa casa é minha. Essa mudança é minha. A razão do meu silêncio.
Tem o meu cheiro a correr à mistura com as minhas vozes. A 3 a 4 ou a 6 decibéis de prazer. Está repleta de passados. Cheia de escolhas próprias que reflectem como espelho velho e amarelecido pelos milhares de olhares, aquilo que fui, aquilo que ambiciono ser e melhor ainda, aquilo que sou.
As ausências também têm um tecto aqui. Quando se fecha os olhos e entre cortados eles nos levam de volta a outras casas. Quando nos entre alma adentro as pernas por cima de tapetes que antes se pisaram. E ao rever vemos os livros que hoje se lê, as palavras desditas dos jornais de hoje. Os sorrisos ténues de certezas, esperança, de quem pensa noutras casas, noutros móveis, cheiros, pedaços de dia-a-dia espalhados.
É por isso que me escrevo. Para que daqui a muito tempo, também outros passos regressem aqui.
Há na vida inúmeras razões para mudar. Inúmeras circunstâncias que nos moldam. Toneladas de experiências que em passos de segundos nos corrigem. Uma casa é um motor tão forte como qualquer amor, ou abraço desejado em desespero.
Hoje, essa casa é minha. Essa mudança é minha. A razão do meu silêncio.
Tem o meu cheiro a correr à mistura com as minhas vozes. A 3 a 4 ou a 6 decibéis de prazer. Está repleta de passados. Cheia de escolhas próprias que reflectem como espelho velho e amarelecido pelos milhares de olhares, aquilo que fui, aquilo que ambiciono ser e melhor ainda, aquilo que sou.
As ausências também têm um tecto aqui. Quando se fecha os olhos e entre cortados eles nos levam de volta a outras casas. Quando nos entre alma adentro as pernas por cima de tapetes que antes se pisaram. E ao rever vemos os livros que hoje se lê, as palavras desditas dos jornais de hoje. Os sorrisos ténues de certezas, esperança, de quem pensa noutras casas, noutros móveis, cheiros, pedaços de dia-a-dia espalhados.
É por isso que me escrevo. Para que daqui a muito tempo, também outros passos regressem aqui.
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quarta-feira, julho 30, 2008
quarta-feira, maio 07, 2008
Mensário

"Disse-lhe hoje sei que não serás mais minha do que já és, porque és tanto, porque se não fosse o teu rosto seria muito mais infeliz, pois seria ignorante, porque se não fosse o teu olhar, não conheceria a beleza e chamaria belo ao que apenas é indiferente. Disse-lhe hoje sei que és absolutamente minha, porque te escrevo, porque te vejo, porque estás dentro de mim, e essa distância insuperável é um passo pequeno que dou sem sentir. Disse-lhe hoje sei que te amo."
José Luís Peixoto, in Uma Casa na Escuridão
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quinta-feira, abril 24, 2008
quinta-feira, março 27, 2008
No one ever expects the Spanish Inquisition...
Conversa da minha filhota de 5 anos para evitar ter que ir para a cama, passada em frente do computador, enquanto me ria no MSN com um amigo.
- Mãe...com quem estás a falar?
- Com um amigo.
- E como se chama o amigo?
- Chama-se X.
- E quantos anos tem?
- Tem Y.
- E porque te ris tanto sozinha?
- Porque o meu amigo está a dizer umas patetices...
- Mas ele é tolo?
- Não. É Divertido.
- E ele não tem nada melhor para fazer?
....calei-me. Pensei um pouco e respondi.
- Não. Acho que não!
- AHHHHHH. Então é porque não presta...deve ser mesmo feio!
Ainda estou para descobrir de quem herdou esta criança as capacidades dedutivas e o seu lado pragmático!!!!
- Mãe...com quem estás a falar?
- Com um amigo.
- E como se chama o amigo?
- Chama-se X.
- E quantos anos tem?
- Tem Y.
- E porque te ris tanto sozinha?
- Porque o meu amigo está a dizer umas patetices...
- Mas ele é tolo?
- Não. É Divertido.
- E ele não tem nada melhor para fazer?
....calei-me. Pensei um pouco e respondi.
- Não. Acho que não!
- AHHHHHH. Então é porque não presta...deve ser mesmo feio!
Ainda estou para descobrir de quem herdou esta criança as capacidades dedutivas e o seu lado pragmático!!!!
sábado, março 08, 2008
Feliz dia da mãe
Logo quando achava que o dia internacional da mulher não podia ser grande espingarda, depois de ter perdido o concerto que mais ambicionava assitir, devido a escolhas inerentes á maternidade eis senão quando a mesma maternidade me faz perceber porque faço eu parte da outra costela com direito a dia festivo.
O meu príncipe perfeito, o meu filho lindo de 8 anos, vindo da festa de anos do seu avô, me oferece uma garrafa de vinho que com o seu jeitinho sonhador e atento cravou ao aniversariante para me oferecer a mim.
Não devo estar a fazer um mau trabalho, concluo de sorriso babado enquanto provo esta prova de amor.
O meu príncipe perfeito, o meu filho lindo de 8 anos, vindo da festa de anos do seu avô, me oferece uma garrafa de vinho que com o seu jeitinho sonhador e atento cravou ao aniversariante para me oferecer a mim.
Não devo estar a fazer um mau trabalho, concluo de sorriso babado enquanto provo esta prova de amor.
sábado, março 01, 2008
Perfect Day

O dia hoje foi um bolo de camadas. Cada uma com o seu cheiro próprio, a sua temperatura, o seu sol, a saborosa calmaria e o pequeno stress controlado. Teve um despertar atribulado mas seguido de um belo pequeno almoço retemperador, com o sol pela cara, a melhor vista que se ambiciona: o sorriso e a alegria da minha filha. As canções na sua boca irrequieta, as suas perguntas inquietantes, as suas ideias tão próprias.
Dançou-se muito. Houve direito a baloiço partilhado e abraços apertados. Tão apertados que se mantêm.
Terminou com uma belissima aula de culinária, dada por uma menina, que mais parecida comigo do que alguma vez imaginei, é pelo menos, mais destemida na cozinha.
Aqui fica o projecto "Biscoito", com um atraso de dias.
Alguém sabe como se alimentam as Joaninhas?
segunda-feira, janeiro 14, 2008
-filho…é feio mentir. Já te expliquei que mentir nos pode magoar muito. E pior que isso, pode magoar quem gosta de nós.
- Mas os crescidos fazem-no. E eles são crescidos e já foram ensinados e fazem-no na mesma. E como são crescidos e mandam na vida, ninguém se pode zangar com eles.
- Claro que se pode.
- Eu acho que quando se começa a ficar velhinho, como tu se mente mais, diferente mas mais.
- Eu não estou a ficar velhinha…não digas isso.
- Estás. Por isso já é que tu mentes.
- Que te menti eu? Diz lá.
- Mentes quando fazes de conta que sorris. Que estás contente quando estás triste. Tens um sorriso faz-de-conta. E isso é enganar, por isso também é mentira.
Tenho o peito estremunhado. O silêncio encobriu o que não lhe podia dizer. É feio mentir…não só aos outros. Mas a nós próprios e a uma pequena extensão do nós.
- Mas os crescidos fazem-no. E eles são crescidos e já foram ensinados e fazem-no na mesma. E como são crescidos e mandam na vida, ninguém se pode zangar com eles.
- Claro que se pode.
- Eu acho que quando se começa a ficar velhinho, como tu se mente mais, diferente mas mais.
- Eu não estou a ficar velhinha…não digas isso.
- Estás. Por isso já é que tu mentes.
- Que te menti eu? Diz lá.
- Mentes quando fazes de conta que sorris. Que estás contente quando estás triste. Tens um sorriso faz-de-conta. E isso é enganar, por isso também é mentira.
Tenho o peito estremunhado. O silêncio encobriu o que não lhe podia dizer. É feio mentir…não só aos outros. Mas a nós próprios e a uma pequena extensão do nós.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Presente de dia de reis....
Como quem sai aos seus...não é de Genebra... a minha Pilarência também terá que usar óculos. Ontem fomos as duas num programa altamente feminino, que incluiu cabeleireira, compra de sapatos e escolha dos óculos, era vê-la feliz a saltitar pelo centro comercial e a desejar a todos os que passavam um Ano Novo muito feliz. Mas feliz, feliz, mesmo feliz fiquei eu com um presente sem laço que me deu no meio do nada:
- Mãe, estou tão feliz por usar óculos. Sempre quis usar óculos.
- Ainda bem, mas porque motivo sempre quiseste usar óculos?
- Para ficar igual a ti.
- igual a mim, porque?
- Dah...porque mãe, tu és a pessoa mais bonita do mundo e quando crescer quero ser como tu!!!
- Mãe, estou tão feliz por usar óculos. Sempre quis usar óculos.
- Ainda bem, mas porque motivo sempre quiseste usar óculos?
- Para ficar igual a ti.
- igual a mim, porque?
- Dah...porque mãe, tu és a pessoa mais bonita do mundo e quando crescer quero ser como tu!!!
quarta-feira, dezembro 12, 2007
quinta-feira, agosto 23, 2007
o meu tesouro ao longe
São os meus tesouros, o meu sorriso mais bonito, o meu melhor poema, o meu sonho mais real, o meu medo mais profundo e a razão desta moinha que carrego comigo há tantos dias. Faltam-me as gargalhadas que me aquecem, as birras que me consolam, o brilho do olhar que me enche de esperança.
São tudo o que de perfeito o meu mundo tem. A minha razão de viver, o meu destino, o meu derradeiro suspiro.E não há vida, vinho, companhia, dança, loucura, amor que apague esta cor que me falta, esta canção que me embala.
Meus amores...a mãe, tonta, pateta, refilona, radical, "...a mais linda do mundo" espera por vocês com um abraço solto, que baixinho, espera que vos aconchegue esta noite....
Cada vez que o meu mundo perde peças, deveria bastar o vosso amor.
São tudo o que de perfeito o meu mundo tem. A minha razão de viver, o meu destino, o meu derradeiro suspiro.E não há vida, vinho, companhia, dança, loucura, amor que apague esta cor que me falta, esta canção que me embala.
Meus amores...a mãe, tonta, pateta, refilona, radical, "...a mais linda do mundo" espera por vocês com um abraço solto, que baixinho, espera que vos aconchegue esta noite....
Cada vez que o meu mundo perde peças, deveria bastar o vosso amor.
terça-feira, maio 15, 2007
Conversa de surdos acerta na mouche
- Não são horas de jogar PSP, devias estar a dormir.
- Estava só a tentar gastar a bateria.
......
- A fada dos dentinhos anda esquecida.
- Talvez se te deitasses cedo e te portasses bem....
(corda esticada durante largos minutos)
(a paciência a falhar)
- estou sem paciência..axas que pelo facto de termos uma visita eu não me zango contigo e não te dou uma palmada
- Posso achar sim!
- Estava só a tentar gastar a bateria.
......
- A fada dos dentinhos anda esquecida.
- Talvez se te deitasses cedo e te portasses bem....
(corda esticada durante largos minutos)
(a paciência a falhar)
- estou sem paciência..axas que pelo facto de termos uma visita eu não me zango contigo e não te dou uma palmada
- Posso achar sim!
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