sábado, janeiro 12, 2008
18 de Maio...de um ano qualquer

As palavras de Ian Curtis fizeram parte de um pequeno período da minha existência como punk rural nos idos finais dos 80. Ver CONTROL trouxe-me á memória longas noites de silêncio em pacto com uma profunda procura do significado das palavras e a descoberta da vida através dela.
A ausência de um sorriso em todas as imagens que lembro ter visto dele, sempre me suscitou um brutal respeito pela sua angústia que tão bem retrata este filme. Uma bela interpretação de Sam Riley, mais que explicar quem era este rapaz calado por fora, abre um sem número de perguntas que justificam novas incursões pela sua escrita.
No dia 18 de Maio de 1980 decidiu que a vida, a carreira e o amor não lhe davam combústivel suficiente para aguentar uma doença incapacitante e a tremenda dificuldade de fugir aquilo que queria acreditar.
18 de Maio é um dia tão bom como qualquer outro para morrer. Que o digam as minhas avós, que decidiram partir, ambas, no mesmo dia, aproximadamente à mesma hora, no ano 2007, em paises diferentes. Um bom dia, também, para cair da cama antes mesmo de se deitar nela.
Se calhar foi isto mesmo que pensou este miúdo perdido...
IN A LONELY PLACE
"Caressing the marble and stone
Love that was special for one
The waste in the fever I heat
How I wish you were here with me now
Body that curls in and hides
Arches that often delight
Warm like a dog round your feet
How I wish you with me now
Hangman looks round as he waits
Cord stretches tight then it breaks
Someday we will die in your dreams
How I wish were here with you now"
quarta-feira, janeiro 09, 2008
"Amor " de António Mega Ferreira
«Algum dia eu haveria de entrar na normalidade dos que te amam. Amo-te. E dói escrevê-lo (que é pior, meu amor, do que dizê-lo). Amo-te, absoluta, impossível e fatalmente. E ouço, adolescente, uma música adolescente, para me lembrar de ti, porque lembrar-me de ti é lembrar-me que não consigo esquecer-te. E ouço música porque ouvimos música quando amamos, e tudo, no amor, é música, acústica da alma que se quer ser devorada, e, neste caso, dor (tão deliciosamente insuportável) de amar sem sequência nem expectativa de contrapartida, amar unicamente o puro objecto que desgraçadamente amamos. Isto é uma carta de amor, e é possivelmente ridícula (prova maior de que é, realmente uma carta de amor), ou porque perdi o hábito de as escrever, ou porque nunca tive a coragem de as enviar.
«Não percebes porque é que não te falo? Ainda não percebes que, na personagem que de mim eu enceno, não cabe a ameaça de uma derrota, a antecipação do desencanto, a sombra de um vexame? Não te falo, para não saber que o que eu te digo é apenas a forma contida de te dizer outra coisa, mas que essa coisa não é do teu mundo, nem do mundo que eu construí, nem do precário mundo que a nossa fragilíssima ternura mútua arquitectou. E tudo isto é literário, eu sei, mas – que queres? -, a literatura é o melhor de mim e é o melhor de mim que vive dentro da minha cabeça quando estou contigo.
«E depois, afastamo-nos. Beijo-te a correr, não sei se já reparaste, e quase fujo, porque sair do pé de ti é regressar ao que não és tu, o teu olhar e as tuas mãos, a tua alma e a tua voz, e isso, meu amor, transformou-se no insuportável intervalo entre dois encontros.
«Esta carta de amor é um excesso (e isso prova superiormente que é uma carta de amor): eu amo não a ideia de amar-te (durante muito tempo, eu julguei que era apenas isso), mas a ideia de perder-me no meu amor por ti. E mesmo amar-te é um excesso, porque tudo aconselharia que eu me limitasse a mitificar-te, que é a melhor forma de evitarmos enfrentar a realidade.
«Porque a realidade, aqui, é como uma dor difusa, tu sabes como é, um incómodo ainda não localizado, que progressivamente se vai definindo e acertando, até que, insuportavelmente nítida, a sua imagem se nos impõe como uma evidência. A minha dor é que eu comecei a amar-te, sem o saber, durante aquele breve período de tempo em que sair de casa era a promessa reconfortante de ver-te e falar contigo. Eu não sabia, repito, mas o tempo ajudou-me a definir essa pequena dor, tão secretamente pavorosa: cada vez que estou contigo (cada vez mais, meu amor, cada vez mais) é como se a minha vida se virasse do avesso. E é verdade, é cada vez mais verdade, que, quando penso nas coisas que ainda me falta fazer na vida, é em ti que penso. E tenho medo, como um animal que instintivamente foge do que sabe não poder atingir.
«Eu penso em ti, ainda mais do que te digo, e tu estás em tudo, mesmo quando não te penso, tu és a grande razão, o horizonte sem nome que constantemente se desenha na minha imaginação de mim.
«Há uns anos, este seria o momento de desmontar o discurso desta carta, de te mostrar os subtis mecanismos da alma e da máscara, de desdizer ironicamente o que já disse, de insinuar que, afinal, as-coisas-talvez-não-sejam-exactamente-assim. Mas as coisas são exactamente assim, e a carta, que poderia transformar-se num confortável exercício paródico, é, inevitavelmente, uma agonia e um embaraço. Esta carta é um acto de puro egoísmo, que eu até talvez nem tivesse o direito de praticar. É-te incómoda, necessariamente, e isso bastaria para que eu me abstivesse de a enviar, dentro de um envelope azul. Mas o azul fica-te tão bem, e as cores todas ficam em ti como tu ficas no mundo: exactamente.
«Mas, repito: esta carta é um acto de puro egoísmo, é como se não tivesse destinatário. E, no entanto, é preciso enviá-la, para que seja uma carta de amor, para que faça sentido como carta. Para que seja amor. Mas podemos imaginar uma saída elegante: para que possas conservá-la como pura carta de amor, quero eu dizer, sem o embaraço de saberes que ela te foi escrita por alguém que não amas, não a assino. Dou-te tudo: até a hipótese de esta carta não ter sido escrita por mim.
«(E não, esta carta não pode ter sido escrita por mim. És tu – em mim – que me faz escrever o que eu não escrevo. E isso é – de novo – o melhor de mim.)»
«Não percebes porque é que não te falo? Ainda não percebes que, na personagem que de mim eu enceno, não cabe a ameaça de uma derrota, a antecipação do desencanto, a sombra de um vexame? Não te falo, para não saber que o que eu te digo é apenas a forma contida de te dizer outra coisa, mas que essa coisa não é do teu mundo, nem do mundo que eu construí, nem do precário mundo que a nossa fragilíssima ternura mútua arquitectou. E tudo isto é literário, eu sei, mas – que queres? -, a literatura é o melhor de mim e é o melhor de mim que vive dentro da minha cabeça quando estou contigo.
«E depois, afastamo-nos. Beijo-te a correr, não sei se já reparaste, e quase fujo, porque sair do pé de ti é regressar ao que não és tu, o teu olhar e as tuas mãos, a tua alma e a tua voz, e isso, meu amor, transformou-se no insuportável intervalo entre dois encontros.
«Esta carta de amor é um excesso (e isso prova superiormente que é uma carta de amor): eu amo não a ideia de amar-te (durante muito tempo, eu julguei que era apenas isso), mas a ideia de perder-me no meu amor por ti. E mesmo amar-te é um excesso, porque tudo aconselharia que eu me limitasse a mitificar-te, que é a melhor forma de evitarmos enfrentar a realidade.
«Porque a realidade, aqui, é como uma dor difusa, tu sabes como é, um incómodo ainda não localizado, que progressivamente se vai definindo e acertando, até que, insuportavelmente nítida, a sua imagem se nos impõe como uma evidência. A minha dor é que eu comecei a amar-te, sem o saber, durante aquele breve período de tempo em que sair de casa era a promessa reconfortante de ver-te e falar contigo. Eu não sabia, repito, mas o tempo ajudou-me a definir essa pequena dor, tão secretamente pavorosa: cada vez que estou contigo (cada vez mais, meu amor, cada vez mais) é como se a minha vida se virasse do avesso. E é verdade, é cada vez mais verdade, que, quando penso nas coisas que ainda me falta fazer na vida, é em ti que penso. E tenho medo, como um animal que instintivamente foge do que sabe não poder atingir.
«Eu penso em ti, ainda mais do que te digo, e tu estás em tudo, mesmo quando não te penso, tu és a grande razão, o horizonte sem nome que constantemente se desenha na minha imaginação de mim.
«Há uns anos, este seria o momento de desmontar o discurso desta carta, de te mostrar os subtis mecanismos da alma e da máscara, de desdizer ironicamente o que já disse, de insinuar que, afinal, as-coisas-talvez-não-sejam-exactamente-assim. Mas as coisas são exactamente assim, e a carta, que poderia transformar-se num confortável exercício paródico, é, inevitavelmente, uma agonia e um embaraço. Esta carta é um acto de puro egoísmo, que eu até talvez nem tivesse o direito de praticar. É-te incómoda, necessariamente, e isso bastaria para que eu me abstivesse de a enviar, dentro de um envelope azul. Mas o azul fica-te tão bem, e as cores todas ficam em ti como tu ficas no mundo: exactamente.
«Mas, repito: esta carta é um acto de puro egoísmo, é como se não tivesse destinatário. E, no entanto, é preciso enviá-la, para que seja uma carta de amor, para que faça sentido como carta. Para que seja amor. Mas podemos imaginar uma saída elegante: para que possas conservá-la como pura carta de amor, quero eu dizer, sem o embaraço de saberes que ela te foi escrita por alguém que não amas, não a assino. Dou-te tudo: até a hipótese de esta carta não ter sido escrita por mim.
«(E não, esta carta não pode ter sido escrita por mim. És tu – em mim – que me faz escrever o que eu não escrevo. E isso é – de novo – o melhor de mim.)»
A morte saiu á rua num dia assim....
No início de um ano que que trouxe tantas mortes e perdas para tantos nós, que se ressente injusto pela natureza da vida e nos deixa quase sem folêgo para inspirar tudo o que ainda há para vir, deixo aqui umas palavras de conforto, escritas pela Luisa Castel-Branco e que encontrei, por puro acaso (ou talvez não) num banco de Jardim onde sentei a alma para deixar a dor descansar.
"Dizer adeus"
Dizer adeus naquele momento parece ser o mais doloroso. A missa, as pessoas em lágrimas, nós em lágrimas, os rituais, os abraços e uma vez mais as lágrimas. Mas afinal, a morte não é isso, nem a partida do corpo nem as despedidas sentidas é tudo o resto, todos os dias que sobram.
Segue-se um vazio tremendo, de vez em quando até esquecemos que a pessoa já cá não está, entre nós, e introduzimo-la na conversa, nos momentos do dia-a-dia. Até que nos damos conta que não é assim. Resta então essa imensa capacidade que temos de sobreviver, de tomar fôlego e andar em frente, mas não estamos sós, porque ao nosso lado, bem ao nosso lado, vai uma sombra a par.
A morte nunca é justa, tal como a vida não o é. E é nessa depuração das tristezas e dos ressentimentos, que vamos fazendo o caminho. Mas amar, das mais diferentes formas que o amor toma, é sempre um bálsamo para a alma. Mesmo que naquele momento só signifique mais dor, a verdade é que ninguém morre enquanto houver uma única pessoa que o relembro com saudade. A memória é uma bênção dos deuses. É aí que vamos buscar o alimento para a vida, e é aí que guardamos o que foi e já não é.
A amizade é a outra forma do amor, e dá-la e recebê-la torna-nos seres humanos muito melhores. É isso que significa envelhecer. É ver partir, chorar e depois sorrir com as lembranças e sempre que possível, dizer a alguém o quanto gostamos, o quanto essa pessoa é importante para nós. O que podemos ambicionar é que a idade nos leve o pudor das palavras e nos dê maior dimensão à alma."
in Destak 4.12.07
"Dizer adeus"
Dizer adeus naquele momento parece ser o mais doloroso. A missa, as pessoas em lágrimas, nós em lágrimas, os rituais, os abraços e uma vez mais as lágrimas. Mas afinal, a morte não é isso, nem a partida do corpo nem as despedidas sentidas é tudo o resto, todos os dias que sobram.
Segue-se um vazio tremendo, de vez em quando até esquecemos que a pessoa já cá não está, entre nós, e introduzimo-la na conversa, nos momentos do dia-a-dia. Até que nos damos conta que não é assim. Resta então essa imensa capacidade que temos de sobreviver, de tomar fôlego e andar em frente, mas não estamos sós, porque ao nosso lado, bem ao nosso lado, vai uma sombra a par.
A morte nunca é justa, tal como a vida não o é. E é nessa depuração das tristezas e dos ressentimentos, que vamos fazendo o caminho. Mas amar, das mais diferentes formas que o amor toma, é sempre um bálsamo para a alma. Mesmo que naquele momento só signifique mais dor, a verdade é que ninguém morre enquanto houver uma única pessoa que o relembro com saudade. A memória é uma bênção dos deuses. É aí que vamos buscar o alimento para a vida, e é aí que guardamos o que foi e já não é.
A amizade é a outra forma do amor, e dá-la e recebê-la torna-nos seres humanos muito melhores. É isso que significa envelhecer. É ver partir, chorar e depois sorrir com as lembranças e sempre que possível, dizer a alguém o quanto gostamos, o quanto essa pessoa é importante para nós. O que podemos ambicionar é que a idade nos leve o pudor das palavras e nos dê maior dimensão à alma."
in Destak 4.12.07
terça-feira, janeiro 08, 2008
Presente de dia de reis....
Como quem sai aos seus...não é de Genebra... a minha Pilarência também terá que usar óculos. Ontem fomos as duas num programa altamente feminino, que incluiu cabeleireira, compra de sapatos e escolha dos óculos, era vê-la feliz a saltitar pelo centro comercial e a desejar a todos os que passavam um Ano Novo muito feliz. Mas feliz, feliz, mesmo feliz fiquei eu com um presente sem laço que me deu no meio do nada:
- Mãe, estou tão feliz por usar óculos. Sempre quis usar óculos.
- Ainda bem, mas porque motivo sempre quiseste usar óculos?
- Para ficar igual a ti.
- igual a mim, porque?
- Dah...porque mãe, tu és a pessoa mais bonita do mundo e quando crescer quero ser como tu!!!
- Mãe, estou tão feliz por usar óculos. Sempre quis usar óculos.
- Ainda bem, mas porque motivo sempre quiseste usar óculos?
- Para ficar igual a ti.
- igual a mim, porque?
- Dah...porque mãe, tu és a pessoa mais bonita do mundo e quando crescer quero ser como tu!!!
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Rua do Quelhas
"Morre-se devagar neste país
onde é depressa a mágoa e a saudade
oh meu amor de longe quem me diz
Como é a tua sombra na cidade
Morre-se devagar em frente ao Tejo
repetindo o teu nome lentamente
cintura com cintura, beijo a beijo
e gritá-lo, abraçado, a toda a gente
Morre-se devagar e de morrer
fica a cinza de um corpo no olhar
oh meu amor a noite se vier
é seara de nós ao pé do mar."
António Lobo Antunes
onde é depressa a mágoa e a saudade
oh meu amor de longe quem me diz
Como é a tua sombra na cidade
Morre-se devagar em frente ao Tejo
repetindo o teu nome lentamente
cintura com cintura, beijo a beijo
e gritá-lo, abraçado, a toda a gente
Morre-se devagar e de morrer
fica a cinza de um corpo no olhar
oh meu amor a noite se vier
é seara de nós ao pé do mar."
António Lobo Antunes
sábado, janeiro 05, 2008
Conselho de amigo
Recomeçar
Não importa onde você parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e
necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado...
Chorou muito?
foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora...
Pois é...
agora é hora de reiniciar...
de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado...
diferente?
Um novo curso...ou aquele velho desejo de aprender a
pintar...
desenhar...
dominar o computador...
ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?besteira...
tem tanta gente que você afastou com o
seu "período de isolamento"...
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
nem nós mesmos nos suportamos...
ficamos horríveis...
o mal humor vai comendo nosso fígado...
até a boca fica amarga.
Recomeçar...
hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar?ir alto...
sonhe alto...
queira o
melhor do melhor...
queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
se pensamos pequeno...
coisas pequenas teremos...
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor...o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...
joga fora tudo que te prende ao passado...
ao mundinho de coisas tristes...
fotos...
peças de roupa, papel de bala...
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens...
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados...
jogue tudo fora...
mas principalmente...
esvazie seu coração...
fique pronto para a vida...
para um novo amor...
Lembre-se somos apaixonáveis...
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
afinal de contas...
Nós somos o "Amor"...
Paulo Roberto Gaefke
Não importa onde você parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e
necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado...
Chorou muito?
foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora...
Pois é...
agora é hora de reiniciar...
de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado...
diferente?
Um novo curso...ou aquele velho desejo de aprender a
pintar...
desenhar...
dominar o computador...
ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?besteira...
tem tanta gente que você afastou com o
seu "período de isolamento"...
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
nem nós mesmos nos suportamos...
ficamos horríveis...
o mal humor vai comendo nosso fígado...
até a boca fica amarga.
Recomeçar...
hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar?ir alto...
sonhe alto...
queira o
melhor do melhor...
queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
se pensamos pequeno...
coisas pequenas teremos...
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor...o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...
joga fora tudo que te prende ao passado...
ao mundinho de coisas tristes...
fotos...
peças de roupa, papel de bala...
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens...
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados...
jogue tudo fora...
mas principalmente...
esvazie seu coração...
fique pronto para a vida...
para um novo amor...
Lembre-se somos apaixonáveis...
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
afinal de contas...
Nós somos o "Amor"...
Paulo Roberto Gaefke
sexta-feira, janeiro 04, 2008
E aprendemos...
"Após um tempo,
Aprendemos a diferença subtil
Entre segurar uma mão
E acorrentar uma alma,
E aprendemos
Que o amor não significa deitar-se
E uma companhia não significa segurança
E começamos a aprender...
Que os beijos não são contratos
E os presentes não são promessas
E começamos a aceitar as derrotas
De cabeça levantada e os olhos abertos
Aprendemos a construir
Todos os seus caminhos de hoje,
Porque a terra amanhã
É demasiado incerta para planos...
E os futuros têm uma forma de ficarem
Pela metade.
E depois de um tempo
Aprendemos que se for demasiado,
Até um calorzinho do sol queima.
Assim plantamos nosso próprio jardim
E decoramos nossa própria alma,
Em vez de esperarmos que alguém nos traga flores.
E aprendemos que realmente podemos aguentar,
Que somos realmente fortes,
Que valemos realmente a pena,
E aprendemos e aprendemos...
E em cada dia aprendemos."
Jorge Luís Borges (Poeta Argentino, 1890-1986)
Aprendemos a diferença subtil
Entre segurar uma mão
E acorrentar uma alma,
E aprendemos
Que o amor não significa deitar-se
E uma companhia não significa segurança
E começamos a aprender...
Que os beijos não são contratos
E os presentes não são promessas
E começamos a aceitar as derrotas
De cabeça levantada e os olhos abertos
Aprendemos a construir
Todos os seus caminhos de hoje,
Porque a terra amanhã
É demasiado incerta para planos...
E os futuros têm uma forma de ficarem
Pela metade.
E depois de um tempo
Aprendemos que se for demasiado,
Até um calorzinho do sol queima.
Assim plantamos nosso próprio jardim
E decoramos nossa própria alma,
Em vez de esperarmos que alguém nos traga flores.
E aprendemos que realmente podemos aguentar,
Que somos realmente fortes,
Que valemos realmente a pena,
E aprendemos e aprendemos...
E em cada dia aprendemos."
Jorge Luís Borges (Poeta Argentino, 1890-1986)
Quando se quer
"Quando se quer
da distância fazer
perto
Quando se inventa
do outro
a melhor parte
Quando se toma a lonjura
e por certo se tem do incerto
aquilo que não sabe
Quando se inventa na espera
o que adivinha
ser pelo excesso a linha do baraço
Quando a ausência vacila
no silêncio e traz de volta
o fogo no regaço."
Maria Teresa Horta
da distância fazer
perto
Quando se inventa
do outro
a melhor parte
Quando se toma a lonjura
e por certo se tem do incerto
aquilo que não sabe
Quando se inventa na espera
o que adivinha
ser pelo excesso a linha do baraço
Quando a ausência vacila
no silêncio e traz de volta
o fogo no regaço."
Maria Teresa Horta
quarta-feira, janeiro 02, 2008
terça-feira, janeiro 01, 2008
Um momento Dourat
O ano velho já se foi, o ano novo já se cheira e o silêncio torna-se a companhia desejável. As crianças dormem, satisfeitas, quentes, sorridentes e expectantes destes novos dias ainda embrulhados. Lá fora, celebrantes compulsivos disparam para o ar, não sei se para matar o ano velho ou assustar o novo. No rosto daqueles que no frio se embalam e impulsionam á base de alcool, numa tentativa obrigatória de acreditar, ou numa expectativa idêntica a que se sente após a primeira relação sexual, reflecte-se um olhar vazio, efémero, sem cor.
Sento-me no sofã e olho para o meu presente de 2008, uma bela garrafa de Dourat. O meu presente. Abro-a devagar. Deixo-a respirar. Admiro-a e ao primeiro golo percebo porque me fascina sempre, de cada vez, mais uma vez.
Quando se chega ao fim, começa-se a pensar no início. Isso mesmo nos dá, também um bom vinho.
Eu penso em tantas coisas que 2007 me trouxe:
O vinho do ano: FLP Branco 2006 (Filipa e Luís Pato)
A surpresa do ano: Bairro Alto, um bar sem nome; e os Cure
O melhor momento: todos os dias quando senti um abraço e o beijo quente dos meus filhos;
O momento mais difícil: a escolha de uma vida
O Jantar do ano: Vírgula
O melhor presente: Uma caixa
Livro que mais gostei: Ultimato em Lisboa, Robert Wilson
Filme que mais me tocou: A vida dos Outros
O momento mais marcante: dia 1 de Janeiro de 2007
Desejo concretizado: deixar de roer as unhas
Melhor fim-de-semana: Vila Viçosa
Melhor Paisagem: Provença
Assim, de desejos para 2008 tenho:
Que me traga tantos momentos como estes, que me dê disponibilidade e serenidade para apreciar as pequeninas coisas boas da vida, que mê saúde e força, para trabalhar e aprender e ser uma boa mãe, que me continue a surpreender e que , no fundo...seja um pouco melhor.
domingo, dezembro 30, 2007
Caderno de filosofia 11º ano
"É terrível o destino das cartas. Mandámo-las assim, soltas de nós, como se fossem asas vivas e jamais as vemos regressar: perdemo-las para sempre. O acto de escrever representa o desepero, a impotência atroz de não podermos acompanhar a ponte que as palavras tecem."
Autor desconhecido, caderno de filosofia 11º ano
Não lembro a circunstância em que li estas palavras, tãopouco a razão pela qual as registei na capa de um caderno, contudo, hoje, talvez como então continuam a fazer sentido para mim. Soltar palavras pelo mundo em forma de carta ou de simples post-its amarelos que forram estórias passadas como as folhas de um outono brilhante, rosado e ainda quente, é um exercício de vida que nada tem de artístico ou memorável. É apenas um libertar de excessos de uma mente que corre, corre, na esperança de alcançar o derradeiro descanso.
As palavras que dei, foram muitas vezes as linhas onde me cosi, o cabo guia que me trás de volta. E, por vezes, quando anos depois voltam ás minhas mãos enrugadas, rasgatas, esbatidas pelo passar do tempo, trazem com elas outras palavras, novas memórias, sentimentos diferentes que me permitem reconhecer.
Enquanto se vai enterrando o ano que finda, e cada pá de terra se contabiliza os sucessos, as derrotas, as conquistas, as pessoas que entraram, os rostos que partiram, vem-me á boca o sabor bom de ter vivido, de ter sobrevivido, de ter crescido em mim.
Para o novo ano ambiciono reencontrar palavras e mãos que as escrevam e que me façam ao final de outro ano, saborear uma fatia mais deste bolo de gosto duvidoso que é a minha vida.
Autor desconhecido, caderno de filosofia 11º ano
Não lembro a circunstância em que li estas palavras, tãopouco a razão pela qual as registei na capa de um caderno, contudo, hoje, talvez como então continuam a fazer sentido para mim. Soltar palavras pelo mundo em forma de carta ou de simples post-its amarelos que forram estórias passadas como as folhas de um outono brilhante, rosado e ainda quente, é um exercício de vida que nada tem de artístico ou memorável. É apenas um libertar de excessos de uma mente que corre, corre, na esperança de alcançar o derradeiro descanso.
As palavras que dei, foram muitas vezes as linhas onde me cosi, o cabo guia que me trás de volta. E, por vezes, quando anos depois voltam ás minhas mãos enrugadas, rasgatas, esbatidas pelo passar do tempo, trazem com elas outras palavras, novas memórias, sentimentos diferentes que me permitem reconhecer.
Enquanto se vai enterrando o ano que finda, e cada pá de terra se contabiliza os sucessos, as derrotas, as conquistas, as pessoas que entraram, os rostos que partiram, vem-me á boca o sabor bom de ter vivido, de ter sobrevivido, de ter crescido em mim.
Para o novo ano ambiciono reencontrar palavras e mãos que as escrevam e que me façam ao final de outro ano, saborear uma fatia mais deste bolo de gosto duvidoso que é a minha vida.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Lisboa 3:49
Queria saber o que te dizer, mas nem sei se me virás visitar e incomóda-me este desejo que tenho que o faças, quando tudo em ti se deve centrar naquilo que mais amas e em ti mesmo. Queria dar-te palavras cheias de coragem que te arrancassem um sorriso e servissem para descansares o peito que te dói.
Não as sei escrever. Falta-me a coragem para as pronunciar e em verdade, penso que talvez nem façam sentido. Mas hoje, nos últimos dias frios vestidos de um vento que sopra detrás dos montes, apazigua-me a ideia que a lua que vês ser a mesma , que as estrelas que te acompanham são aquelas que aos meus ollhos te trazem um pouco mais perto.
Queria dar-te um abraço. Um daqueles que não se esgotam na materialidade do corpo, que te aquecesse e te ajudasse a dormir.Queria ter a cura dessa dor. Queria poder trocar contigo de vida por instantes que fosse.
Talvez seja puro egoísmo da minha parte desejar que saibas que o meu coração e as minhas orações estão convosco, mas gostaria que o soubesses e que ao menos a certeza de que longe alguém te quer muito e pensa em ti neste momento difícil, te fizessem sentir um pouco melhor.
Que a paz esteja convosco os 3, meu doce e querido amigo.
Não as sei escrever. Falta-me a coragem para as pronunciar e em verdade, penso que talvez nem façam sentido. Mas hoje, nos últimos dias frios vestidos de um vento que sopra detrás dos montes, apazigua-me a ideia que a lua que vês ser a mesma , que as estrelas que te acompanham são aquelas que aos meus ollhos te trazem um pouco mais perto.
Queria dar-te um abraço. Um daqueles que não se esgotam na materialidade do corpo, que te aquecesse e te ajudasse a dormir.Queria ter a cura dessa dor. Queria poder trocar contigo de vida por instantes que fosse.
Talvez seja puro egoísmo da minha parte desejar que saibas que o meu coração e as minhas orações estão convosco, mas gostaria que o soubesses e que ao menos a certeza de que longe alguém te quer muito e pensa em ti neste momento difícil, te fizessem sentir um pouco melhor.
Que a paz esteja convosco os 3, meu doce e querido amigo.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Katie Melua - Have yourself a merry little Christmas
Do fundo de um coração que abarrata de sentimentos, desejo a todos os que de algum modo fazem parte daquilo que sou hoje (no qual se incluem todos vocês amigos incorpóreos), aos presentes e aos que embora presentes em mim se tornaram ausentes, desejo um Feliz Natal, com paz, tranquilidade, amor, abraços, carinho, calor e clarividência.
terça-feira, dezembro 18, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007
domingo, dezembro 16, 2007
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