quarta-feira, abril 11, 2007

Descomplicar o sangue em novelos de esperança


A natureza, o mundo, o acaso, o destino para muitos dão-nos sinais que nem sempre os nossos olhos razos veem. Mas mesmo quando a vida se nos tropeça pelas pernas há sentidos que nos prendem ao sonho e à esperança. Coisas tão fortes e tão inexplicáveis que vão e veem na mesma medida do sono.
Um dia tudo se torna claro, num recado que uma força suprema nos manda.Nem sempre bom. Num sorriso que nos faz acreditar em todos os jogos de destino que brincavamos em criança.
lembro-me de alguem que desejou um amor com um olho de cada cor.Com uma perna maior que a outra, ruivo e cheio de sardas. Pensou que sonhar o impossível lhe faria olhar o possível com outras prioridades. Mas o impossível também acontece.
A paciência é coisa de sábios. Uma prova de maestria. Um forte dom de paz.
Eu não sei pacientar. Esperar.
Vivo em correrias contra a vida, numa tropelia de sentidos, de sentir, numa esperança combustível.Deveria dizer vivia. Hoje, depois de uma lavagem ao estômago de mim, ás alegrias, sonhos e medos que me alimentam, encontrei uma paz em terra fértil.

Vou plantar:

Sementes de tranquilidade

em terras de paz com mistura de sensatez

regar com muita partilha

e ver os frutos crescer, nascer e morrer

numa ordem natural e serena

embelezado num vaso normal,

completamente vulgar.

Porque o simples resulta sempre melhor.

terça-feira, abril 10, 2007

Uma partida



O que têm estes dois em cumum....

Um amigo á soleira da porta


Nem sempre um cigarro é um cigarro.

Nem sempre um cigarro é apenas um vicio.

Ás vezes é um pretexto, outras um sinal, tantas uma carta. Um amigo.

Um dia conheci um cigarro. Um outro sabor. Um outro aroma. Um calor.

Daqueles que na ponta de um sorriso enchem uma sala. Não de fumo. Nem de poluição mas de risos e gargalhas.

Fumei um cigarro desses.

Trouxe-me uma pessoa maravilhosa. Um saber extremo. Uma compaixão desmedida.

Detrás daquele sorriso de quem só queria ficar um pouco estava uma vida. Que nunca partiu.

Hoje esses sorrisos são vários, as mesmas gargalhadas cantam longe e cheias de força.

Um vento quente e bom que de vez enquanto aparece.

E tu também.

Quando quiseres....


Bar da Vinha

Maio de 1994


segunda-feira, abril 09, 2007

Arco- Iris


Choveu na minha vida o suficiente para ter encontrado o arco-íris.

As nossas prioridades na vida são tantas vezes as dos outros. O trabalho, a familia, os filhos, o politicamente correcto. O querer mudar o mundo. O lutar por uma causa melhor.
E na turbulência deste guião mal escrito que é a vida esquecemo-nos.
Esquecemo-nos que a maior prioridade somos nós.
Esquecemo-nos que não vale ter asas se não queremos voar.
As tintas de nada servem sem a inspiração para pintar.
A fé perde o caminho se não houver em quem acreditar.
Os sonhos tornam-se pesos vazios se não houver pernas para correr.

Soltei as pernas, fiz as pazes com a minha cidade.
Deixei para trás lembranças, tesouros, medos e fantasias.
Fechei o casulo e deitei a chave fora.
Corri dentro de mim.
Esgotei até não restar nada.
Chovi cada milimetro da esperança.

Descalcei a vida e sentei-me.
Um minuto, uma hora, uma semana, um segundo.
Uma dimensão de mundo.

Despi-me.
Abri as asas e deixei-me ir.
Encontrei o arco-iris...depois de desistir do pote.

A paz vai chegar...embrulhada num perfume da Primavera.
Desta ou de uma outra qualquer.

Despedidas adiadas


Algures perdido nesta cidade anda um Lobo Mau Cawboy. Talvez ande perdido por entre pregões e declarações, aprendendo que muitas vezes "boys do cry". Do fundo de uma adolescência particularmente intima e sincera trouxe segredos contados numa vida clarabóia de onde se espreita em noites de lua cheia. E porque as metáforas da memória enchem minutos de sorrisos, aqui fica uma lembrança.Palavras que ensinaste e que hoje também são minhas. As minhas...

Santa Cruz da Trapa
Verão de 1991


Pictures Of You

"I've been looking so long at these pictures ofyou
that i almost beleive that they're real
i'vebeen living so long with my pictures of you thati almost believe
that the pictures are all i canfeel
remembering you standing quiet in the rain as
i ran to your heart to be near
and we kissed as the sky fell in
holding you close how i alway
sheld close in your fear
remembering yourunning soft through the night
you were bigger
and brigther
than the snow and
screamed at the make-beleive
screamed at thesky and you finally found all your courage to
let it all go
remembering you fallen into my arms crying
for the death of your heart you were stonewhite
so delicate lost in the cold you were
always so lost in the dark
remembering you
how you used to be slow drowned
you were
angels so much more than everything oh hold
for the last time then slip away quietly open
my eyes but i never see anything
if only i had thought of the right words i could
have hold on to your heart if only i'd thought of
the right words i wouldn't be breaking apart all my pictures of you
Looking So long at these pictures of you
but i never hold on to your heart
looking so long for the words to be true
but always just breaking apart my pictures of you
there was nothing in the world that i everwanted more than to feel you deep in my heart
there was nothing in the world that i everwanted more than to never feel the breaking
apart all my pictures of you"

The Cure

terça-feira, abril 03, 2007

Operário em Construção

Todos os que de alguma forma me conhecem já ouviram a expressão "operário em construção". Aos próprios vou tendo ocasião de explicar o que significa, aos outros, deixo-os muitas vezes na corda bamba de imaginarem ao que se aplica. No entanto, acho que é uma ocasião como outra qualquer para o explicar e como tempo livre não me falta...
Esta expressão vem de um poema de Vinicius de Moraes ( aquele do amor que é eterno enquanto dura), e eu utilizo-o para descrever pessoas ( na sua maioria homens, contam-se pelos dedos das mãos as mulheres que se enquandram nesta catagoria), que têm uma série de comportamentos, principios, ideias e aspecto que eu pareço atrair.
O homem operário em construção tem um grande ponto a seu favor. É regra geral muito inteligente, culto e com um sentido de humor mordaz que utiliza a seu favor.
É sedutor por natureza e adora pensar em canções do bandido altamente elaboradas, que muitas vezes funcionam.
Gosta de boa comida, bons vinhos, filmes alternativos do canal 2, artes e regra geral não gosta de futebol. Outro ponto a favor.
Declama poemas nos momentos mais intimos e conhece o melhor pôr-do-sol numa área de 250 km.Género intelectual de esquerda, adora apresentar um estilo neglige, barba por fazer ou apenas um bigode género Sir Francis Drake ( que para quem n sabe era um corsário famoso). Calças de bolsos de lado, onde leva quase sempre um livrinho de capa preta para anotações de último momento, ou anda vestido de preto ( depende se é mais dado ás artes ou ao ambientalismo).
Pode-se pensar que reconhecendo tão bem este modelito, eu não me identifique com ele. Errado.Eu até lhes acho piada, durante umas horas ou dias, enquanto se esforçam tanto para me surpreender que acabam por tornar-se banais.
Mas em verdade devo dizer que estes corações periféricos que regra geral são solteiros aos 37 anos, são deliciosamente encantadores e muitas vezes uma boa terapia para o ego.Acima de tudo dão o gozo de os perceber, dismistificar, compreender e arrumar na prateleira, na maioria das vezes na categoria de amigos meios perdidos.

segunda-feira, abril 02, 2007

Lista de presentes de Páscoa

Quero uma conversa boa!
Um jantar quente.
A maresia doce e morna que salga os corpos.
Quero sentar-me no Bairro.
Rir a bandeiras despregadas.
Supreender-me com segredos tímidos.
Imaginar.
Rir e engasgar-me.
Sorrir ao rio no Miradouro de Santa Catarina.
Tapar o frio com um casaco emprestado.
Uma flor roubada num vaso.
Um brilhosinho nos olhos.
Ouvir as canções da infância.
Cantar as memórias televisivas.
Dançar no Jamaica ao som de boa música.
Corar com Ena pá 2000.
Deixar-me cair de cansaço.
Descalçar os sapatos e sentir o frio da areia.
Ver o sol a nascer com cacau doce.
Sentir cada instante.

Aprenderemos todas

Uma amiga muito querida mandou-me este texto. Porque queria mostrar que se preocupa e gosta de mim.
Ainda que eu não o diga e tantas vezes pareça que não o veja, o meu coração sente-o.
E um dia quando a mágoa passar poderei olhar para ela e não rever outros rostos. Por agora e da minha forma torpa, demonstro aqui aquilo que tantas vezes me dás. MUITO OBRIGADA JANET.




A WOMAN SHOULD HAVE... A set of screwdrivers, A cordless drill, andA black lace bra...
A WOMAN SHOULD HAVE...One friend whoAlways makes herLaugh...And oneWho lets her cry...
A WOMAN SHOULD HAVE... A good piece of furniture Not previously owned by
Anyone else in her family...
A WOMAN SHOULD HAVE Eight matching plates, Wine glasses with stems,And a recipe for a meal that will
Make her guests feel honored.
A WOMAN SHOULD HAVE...
A feeling of control over Her destiny...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
How to fall in love Without losing herself...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
HOW TO QUIT A JOB
BREAK UP WITH A LOVER
AND CONFRONT A FRIEND WITHOUT RUINING THE FRIENDSHIP...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
When to try harder... And
WHEN TO WALK AWAY...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
That she can't changeThe length of her calves, The width of her hips, or
The nature of her parents...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
That her childhoodMay not have been Perfect...
But; It's over...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
What she would and Wouldn't
Do for love or money...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
How to live alone...
Even if She doesn't like it...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
Whom she can trust, Whom she can't,
And why she shouldn't Take it personally...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
Where to go..Be it to her best friend's kitchen table.. Or a charming inn in the woods...
When her soul needs soothing...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
What she can and can't accomplishIn a day... A month...
And a year...

domingo, abril 01, 2007

Uma amizade pintada á força


Amizade "colorida". Esta expressão que todos conhecemos parece-me não ser totalmente apropriada. O que nos leva a considerar colorido o entregarmo-nos a desvaneios sexuais, só para preencher parte de nós momentaneamente?
Não ter a ternura de acordar quente e rabugenta nos braços daqueles que nos amam e realmente querem. É preciso querer. Muito. O erro tantas vezes expectado de transformar uma potencial amizade, ela sim colorida e divertida e cheia de estórias, num partilhar de um corpo à custa de segredos, verdades meias ditas, mentiras aceites com medo de solidão.
Desenganemo-nos. Nada de novo nos traz uns instantes de ternura conveniente e conivente com uma semana de stress. Porque está ali. Porque não necessita de justificações e confrontos que nos ensinam a crescer com os outros.
Porque sabe bem!
Porque podemos!
Porque queremos (embora tantas vezes seja apenas a desculpa esfarrapada para fugir a um medo atávico de estar só no meio da multidão).
Porque é facil. É barato. Evita perdas de tempo em descobertas casuais. Porque se resulta uma noite pode resultar uma vida. Porque estupidamente achamos que mais vale um pássaro na mão que dois a voar. Porque o que não partilhamos, não nos poderá ferir.
Muitos de nós já tiveram uma amizade "terapêutica-ego-sexual".
Uma amiga confidenciou-me que está caidinha por um brilhante candidato a almofada terapêutica. Adoptou um perfeito estranho por momentos, para ser a sua cama quente de uma noite muito teen, simplesmente porque estava disponível. Acreditou por momentos que a falta de passado, presente e futuro os levaria talvez a essa esperada amizade com cor. Se não contar os seus segredos obscuros, se não vir o seu rosto marcado pelas vissisitudes da vida, se não conhecer o seu mundo, se não rir das suas gargalhadas e não viver a sua normalidade que pinceladas de cor poderá esperar? Perguntei eu, com a inocência rasgada de quem já deu para esse peditório.
Respondeu-me que não pode aspirar a mais. Terá que se contentar com um sms de convocatória, para ocupar uma cama quente de talvez uma dúzia mais de almas que se candidatam à mesma vaga.
Eu prefiro a memória boa de uma noite teenager e inconsequente, sem esperança de amanhã. Deixar a fantasia, deixar a interrogação que fica. O olhar cúmplice de quem se deu por uma noite apenas.
Sorrir da memória do sorriso maroto, dos olhos mornos de quem continua um processo de tentativa e erro. Consciente, contudo, de que daquela primavera não nascerão flores.

Estilo

Uma fotografia que devolva a cor. A magia de um momento que a memória teima em roubar. Sim. A memória esconde os registos sensoriais daqueles momentos de verdade. De uma verdade na qual cremos e perdidamente agarramos para não fugir. Essa verdade dos olhos que nos veem. Que não se escondem por detrás de escuros óculos de vergonha.A beleza de uma sinceridade que se inspira e não se fala.Em que o corpo nos cai pelos chão, sem roupas de marca para enganar a nossa falta de gosto ou noção de fashion. Quando nos despimos somos iguais. Mais gordura, menos gordura, mais casca de laranja, hálito da manhã ou peles secas. A verdade é que de uma forma quase cruel a natureza nos faz sempre despir outras naturezas que pensamos tantas vezes, nos façam ser.
Não sou bonita, nem estilosa. Sou desastrada, distraida e isso aplica-se quer à minha escrita quer ao meu jeito para vestir ou despir.
No outro dia aceitei que me dissessem que não tinha estilo. Permiti, embora deixando que isso me magoasse, porque acredito que todas as opiniões têm as suas razões ainda que não as entenda.
A triste verdade é que sou como sou e nem inumeros banhos de loja tornarão diferente aquilo que sou. Porque o estilo é meu. Vestida, despida, a dormir ou a comer. Serei sempre eu.

quinta-feira, março 22, 2007

Dia da água....

Hoje comemora-se o dia da água. Pois parece-me muito bem, que eu cá gostos muito dela, mais para banhos e afins, tenho que confessar.
Pelo meu lado e ultimamente também eu ando a fazer concorrência à EPAL, mas isso é porque tenho aqui uma ruptura.
Mas como o o piquete "virtual" se tem unido em força para me ajudar a ultrapassar esta inundação de alma, penso que este dia terá ainda outro sabor.
Até há quem se prontifique a fazer uma joint-venture.

Agora que já disparatei um pouquinho, já posso fazer de conta que trabalho.

Beijos a todos!!!

segunda-feira, março 19, 2007

Inumanos

Quando Voltares fugirei contigo. Por uma semana, um dia ou um mês. Mas fugirei. Esperarei não ver a noite. Só te ver a ti.
Quando voltares irei ter contigo. Passararei horas a ouvir o canto das tuas palavras. A viver as aventuras nos teus olhos.
Gostava que me visses em ti. Contigo.

Momentos assim

Estas foram as palavras que li num blog que gostei.http://folhasnotempo.blogspot.com/

http://www.jorgepalma.web.pt/letra0805.htm

sexta-feira, março 16, 2007

O primeiro dia do resto...


turbilhão de dor aos pontapés. Neste momento não consigo organizar as ideias. Não consigo e não me peçam. Sinto o peso de um sonho que caiu em mim, de mim e para mim. O recomeçar de novo, sem mapa, sem estrada, sem esperança.
A dor que se sente quando se perde algúem é grande e magoa, mas a dor quando alguém deliberadamente nos deixa, é lixada. Mais que o ego ferido é a sensação estúpida, incorrecta e irracional que falhamos. Porque não há-de ter sido ele a falhar?
Falhei para mim. Falhei ao amor que sinto e quis tanto dar a quem mo pedisse com jeitinho. Sempre com jeitinho. Tu sabias.
Custa-me a ideia de não te ter, ou talvez mais ainda de não nos ter.
De nunca vires a ser parte da minha "familia nuclear". Custa-me rever-te em cada canto desta casa, em cada recanto desta cidade.
Não posso acabar com elas, as tuas amigas, as da cinturinha como a minha.
Não posso impedir os carros de passar.
Também não quero.
Quero que o tempo passe sem me secar. Que a distância me traga uma paz quente, de uma mémória boa. Quero olhar para ti e sentir a ternura.
Agora não consigo. Porque a dor cega.
Mas os amigos, sempre os amigos,vão ajudar. Os novos, os velhos, os virtuais, novos e velhos e aqueles que não sabia que tinha. Porque o amor leva mas trás outras medidas de dar.
Obrigada por todas as palavras bonitas que me dão.
Eu hei-de transformá-las em coisa boa.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

O explorador da selva

Meu lindo explorador da selva...
Aqui vou eu pensando o tempo em ti. Passando em tempos felizes e cheios de fantasia. Gosto de te ver feliz, embora nem esse facto consiga dar sossego às saudades. Saudade lembras-te?Aquela palavra tão alfacinha que resume todo um conjunto de estímulos mentais e fisicos que nos prende vezes sem conta em extractos de tempo do nosso passado.
Os pigmeus são uns sortudos. Esperem até ver o que têm ai.
Mas não te apaixones por uma Pigmea. É assim que se diz?
Aqui pela terra da sardinha passa-se o Natal em família com muita comida, playsations e presentes lindos. A princesa Pilar pergunta por ti. Pergunta quando voltas. Desconfio que também tem saudades.
Eu por mim tenho tantas " que nem são no plural".
Leva-me nas tuas asas e nos teus olhos.
Até sempre.

As aventuras de Sir Jack Jonh Thunder...

Hola a todos los supervivientes!! Aquí estoy en la selva, frontera co el Congo, acojona un poco eh?? Después no es tan fiero el leon, aunque bueno cuando escuchas los gorilas pro la noche te deja el cuerpo regulan na más, pero eso solo es la primera noche, luego te acostumbras. Os escribo por la gran coña del MODEM satelite q se ha traido este tio (el jefe del campaento) y que a veces hasta funciona y todo, pocas por desgracia, y solo se puede ver el mail, no internet, asi q si ha pasao o pasa algo importante, como por ejemplo q Zapatero se caiga al saludar a la reina y se parta una paleta o algo así contarmelo, me encantará y puede hasta q habra una botella de agua mineral y la esparcie en plan Alonso, pero bueno, no creo. Llevo aquí 4 dias y no sé que dia es o no es, creo que es domingo, pero la verdad es que eso aquí importa mas bien poco, me pasao 4 dias metio en un coche pa venirme desde el norte, y he perdio el sentido del tiempo ,de la velocidad y de la higiene, estoy ahora rodeoa de pigmeos q diga lo que les diga me contestaran -Oui patron!! y SÓLO a la tercera vez que le haga la pregunta me contestarán eso q les pregunto. Dicen q es el principio y q me tienen que coger confianza y sobre todo mi acento franco-cordobés que no es espi na de boqueron. Bueno, ayer estuve cazando yo solo por la selva con un pigmeo y fue la bomba, super emocionante, excitante, y no poco acojonante. Salimos a cazar Duikers, unos pequeños antilopes de entre 3 y 20 kilos con la esopeta y vimos excrementos fresquitos fresquitos de gorilas q habian estado ahí hacia pocas horas, pero lo mas más fue cuando oimos un elefante very very very near, y no escaqueamos porque por lo visto como les de por pensar q les estas cazando a ellos se enervan a saco y van a por ti, en fin que te cargan y te cagas. Finalmente cazamos uno por la mañana y otro por la tarde, y nos lo comimos por la noche. Supongo que pasado mañana deberé salir otra vez a por más, el guia que esta conmigo (más bien conocido como "El coronel Tapioca" muchos de vosotros lo conoceis) dice que esta harto de cazar estos bichejos por q es con reclamo y la verdad es que cansa un poco seguramente cuando llevas 10 años cazando así.De toas formas yo encantado de hacerle el favor! Bueno me despido que tengo trabajitos que hacer por aquí, planear un poco las reformas ,ducharme, leer y hacer equipos de trabajo con los pigmeos (ya os contaré de estos peculiares hombrecillos porque todo lo que no tienen de grande lo tienen de personajes, son muy curiosos.) Un fuerte abrazo polvoriento a tos los q no puedo ver uzeaze a tor mundo! P.D. Creo que me quedo un mes aquí solo en el campamento a madiados del mes de enero, no es seguro pero casi. Lo digo por si acaso alguien necesita un `poco de reposo selvatico.

o meu principe e a sua princesa

Há pessoas como o meu mano que têm essa capacidade de levar os sonhos aos seus limites. Conseguem transformar qualquer momento menos "fixe" em algo novo para aprender e nos seus passos vão-nos ensinando muito. O meu mano e a linda Sofia pegaram nos seus belos vicios cosmopolitas guardaram-nos numa gaveta e arrancaram de tapete voador para a Guiné. Desde que chegaram mandam-nos bafejos de calor e chocolate das terras de áfrica para aquecer o nosso cantinho Ice.
E lá vamos aprendendo um pouquinho mais sobre a Guiné, a cultura, os limites, as vontades e acima de tudo o desafio da vida.
Feliz Natal a todos os terráqueos e visitem www.aterranossonhos.blogspot.com

segunda-feira, outubro 23, 2006

E a saudade também alimenta

Pela primeira vez na minha vida...fiquei sem palavras. Essas que me são tão queridas, dolorosas e importantes. Mas ganhei. Ganhei numa ternura que se consome, uma surpresa que alimenta as horas e me faz ser feliz. Um ver crescer e tornar-se uma parte de nós esse copo que quanto mais se bebe...mais se enche. Não pares de escrever. Por mim, mas acima de tudo, por ti. Por tudo o que te faz tão valioso, tão cheio de vida.Por favor!

"Mi ultima imagen del dia de ayer fue ella caminando hacia un cajero en mitad de la lluvia con sus andares nerviosos y con sus ojos clavados en el suelo brillante por la humedad.Creo que no se me olvidara nunca esa imagen....pero dejarse llevar no es siempre la solución, yo no soy una persona que me crea responsable ni nada parecido, pero creo que alcanzo bien a distinguir que significa una cosa y otra y cual de ellas es mas importante y tambien cual se hunde si intentas sacar la otra totalmente a flote, hoy por hoy pienso que ayer hice bien y que hay que dejar que la mar decida cual quiere que siga en la superficie y cual quiere hundir.Nosotros contra el mar, la vida, el destino...no podemos luchar, solo inentamos alcanzar aquello que creemos que es mejor para nosotros mismos aunque algunas veces nos demos cuenta demasiado tarde de la equivocacion,y por muy grande que sea esta no vale la pena lamentarse, de hecho no hay que lamentarse porque en el momento que tomabas la decision buscabas tu felicidad o si no al menos tu bienestar.Luego te asalta la pregunta o mejor dicho la tortura del "y sii...?" sé que es inevitable borrar esa suposición de tu cabeza pero dia tras dia mas me voy convenciendo que es posible cambiar las palabra de la pregunta y llevarla al presente del "por que no"? una vez hay estas en una bifurcacion de caminos depende de tu respuesta iras por uno o por otro y es inutil volver la vista atras como es inutil intentar retroceder en el tiempo."

Não me canso de te dizer...Obrigada

Obrigado.Obrigado por dia teres aberto a porta e nunca a teres fechado.
Obrigado por tudo o que não consigo dizer.
Obrigado por estares e seres sem te deixares levar.
Obrigado pela sensatez alegre,a responsabilidade temida.
Obrigado por nos dares uma hipótese.

quinta-feira, outubro 19, 2006

a resposta

PERGUNTO-ME, MUITAS VEZES, O QUE SÃO OS SONHOS. Serão o reflexo do nosso verdadeiro eu, que se exprime livremente como um pássaro azul, será um mapa do destino traçado com pontos indeléveis recuperados do nosso dia-a-dia ou apenas a expressão suprema do repositório dos nossos sentidos que libertam os inputs mais intenso.
Sonhei contigo. Não é a primeira vez. Mas, agora, de um modo vivido tão realmente que ainda neste momento carrego sensações que absorvi como energia natural. Talvez se deva ao facto de te sentir tão longe e prestes a partir para sempre.
Sonhei contigo. Num abraço tábua, num lento balouçar de um vento musicado. Não tiramos os olhos dos olhos que conversam sem o ruído das palavras.
O sorriso que desarma o medo, a leveza do toque como quem acorda um segredo. A asneira saudável embrulhada num laço de medo claro, de nós.
Sorris de soslaio na certeza daquilo que sentes e não te permites mostrar. Empurras o baloiço, sussurras a uma distância razoável que me queres, meio a sério e completamente a brincar. Atiramos, ambos, o barro à parede a ver se pega. Pedacinhos de vida passíveis de moldar, bocadinhos de esperança.
Que mal faz um beijo? Qual a magnitude? Um sabor que se esvaí ao primeiro bocejo ou o aroma que procuramos repetir em dezenas de bocas.
O desejo colado à garganta aos tropeções, de joelhos arranhados.
Medricas! Pé-de-salsa! Precisa de um empurrão para fazer frente a todos os sustos do meu receio.
Tu sorris.
Não dizes nada. Não precisas. Tu és tu. Aquele destino que não se procura, que está lá sempre, no reflexo da lua.
Tu conheces-me. Conheces o som das minhas palavras, os passos das minhas histórias, os poemas das minhas paixões.
Tu não tens nojo de pegar. Agarras do chão cada pedaço de mim, que dobras com cuidado para guardar.
O sol desce quente sobre a nossa pele. Nos nossos pés molhados brincam peixes bailarinos. E tu ris. E o calor aperta.
Tu soltas o freio da minha pele que transporta suor devagarinho pela minha alma a transpirar.
Danças para mim desastrado. Cabelo displicente, pernas dengosas, pose de quem se senta no trono do mundo.
A tua mão na minha agrilhoada pela vontade.
Tens a outra metade de mim. O puzzle sempre incompleto porque assim mudamos a paisagem ao sabor do que a vida nos faz sentir.
Guardo-te em mim. Na minha caixinha de jóias. Na minha caixa-forte.
Não é aí que se guardam os nossos pertences mais preciosos??