quarta-feira, agosto 01, 2007

Uma boa notícia

Cirque du Soleil estreia espectáculo de arena em Lisboa!

Considerada a maior companhia de entretenimento do mundo, o Cirque du Soleil está de regresso a Lisboa para apresentar o seu primeiro espectáculo de arena.
Segundo refere a edição desta quarta-feira do Diário de Notícias, o espectáculo, intitulado «Delirium», estará em exibição de 28 de Novembro a 2 de Dezembro, no Pavilhão Atlântico.

Os preços dos bilhetes, que estarão à venda a partir de sexta-feira, variam entre 35 e 65 euros.

terça-feira, julho 31, 2007

continuação


Conseguia reter por segundos o momento que lhe mudou a forma, que a despiu de certezas, que apunhalou o destino de rosto destapado. Maria resiste em força a uma vontade de se deixar ir. Revolve as gavetas desarumadas à procura de um instante de sentidos e sentimentos que melhor possa descrever o que sente, o que a atrai como uma forma invasora mas gulosa. Desvia o olhar. Sente o coração disparar em todas as direcções, as pernas bambas que não respondem e uma sensação de predestinação que não quer aceitar.
Lutou com uma força que, em verdade não existia para não se deixar ficar presa com o rabo de fora, a outros olhos negros.

Deitada na relva junto ao rio, embrulhada pela musicalidade da água que bate nos seixos relembra vezes sem conta aquele instante. Abstrai-se do pensamento para inspirar as mimosas que lhe devolve uma infância solta pelos montes. Está no mesmo sitio de sempre, onde nunca quis estar.

Vê-se por fora. Fora da história. Fora de si. Analisa-se com uma imparcialidade cruel e não me responde. Nem quando me meto com ela, a gozo, a insulto. Não reage. Simplesmente não está ali. Voltou para a barcaça da vida que sonhou. Que teve na mão e abandonou. Era uma questão de sobrevivência. Desisto. Insisto. Não quero deixá-la lá. Sei que lhe faz mal. Que a amarga cada dia mais, numa estupidez sem nexo que não faz sentido naquela cabeça inteligente. Não entendo. Não tento. Não pergunto. Vai falar se quiser. Sei que não o fará.
Instala-se um silêncio desconfortável onde a dor se senta e torna-se parte interessada.

-Vamos embora amiga. Está a começar a chover e por muito que não me apeteça voltar para Lisboa e uma gripe poder ser a melhor desculpa para prolongar o caos do fim-de-semana. Não posso.

Nem me olha. Fica ali como quem reve o filme vezes sem conta. Mas continua a não estar lá. Já partiu à muito. Penso em Jimmy. Sinto pena da entrega desmesurada dele. Incondicional. Masoquista. Ele não sabe, não pressente que a mulher que se deita com ele não é Maria. É uma versão aproximada. Quase perfeita no molde em que se tornou.Ela esforça-se. Muito. Demasiado. Sente que lhe deve tudo e por isso ocupa-se a ser o que crê que ele quer.Desfaz-se em mimos exagerados. Trata dela com esmero para estar sempre linda para o receber quando chega cansado do trabalho. Absorve livros para ser a interlutora mais interessante. E despe-se com maestria para ser a amante mais fêmea.
Mas ela deseja-o num amor doce, incondicional que é construido sobre a admiração e amizade que sobrou de uma aventura quente, irresponsável, viciante.
É uma forma de amor, é disso que me tenta convencer cada vez que lhe grito as saudades que tenho da miuda gira, acelarada e louca que partilhava a vida comigo como telespectador de uma novela interactiva onde eu também participava.. Ainda o faço no papel de caixote do lixo de desabafos que ela desentope de tempos a tempos, a meu pedido e depois de alguns truques que conheço para a trazer de volta aquela existência.
São golpes sujos que aplico. Que sei que a fazem sofrer, mas são o único escape que lhe permite descambar um pouco, para se erguer de novo, um pouco mais consistente.

Representa tão bem que se convence a si mesma. Os outros estão demasiado ocupados para olhá-la, mas mesmo que o fizessem talvez não notassem diferenças. Os pontos de referência dela estão em mim.

um ano único-1998

1998, pensou que me esquecia e aparece de soslaio para me deixar um presente á porta...

...of a simple life.

Dreams are my reality, the one that wakes up with me every morning. Sweet sadness is my lover and you are my hope...

2007

Mais uma coisa boa que o ano de 2007 trouxe: a M80

Incondicional

Nem sempre as pessoas com as quais cruzamos a vida se apercebem ou deduzem o efeito, quase borboleta, que impactam sobre a nossa existência, os nossos sonhos, os nossos modos de agir, no fundo, a essência daquilo que somos e que em nada se poderá considerar como uma fórmula acabada e fechada. As expectativas que brotam em nós cada vez que os nossos olhos se enamoram condicionam, na sua existência, a viabilidade do relacionamento e tantas vezes a simples concretização de um novo amor.
O nosso amor, o nosso "jeito" de amar (ou a falta dele), é o reflexo do acumular de desejos inconfessáveis pelo medo da desilusão, pela desconfiança, pelo reflexo do passado e dos seus resultados.
Aquele amigo que se admira, que se estima, que se ama e que no melhor dia da nossa vida nos traí vai levar-nos, muitas vezes, ao desenvolver de amizades protegidas, com barreiras pontuais que dificilmente permitirá um acreditar incondicional e não nos deixará ver o outro como realmente é, mas apenas como o feedback da nossa reacção o permitir.Tornamo-nos reactivos.
O incondicional dos afectos é uma ambição constante, mesmo quando o nosso lado mais racional e prático nos diz que não passa de uma procura. É o impulso da procura que nos move, que nos leva a tentar acreditar, ainda que á custa de tanta coisa que nos faz menos espontãneos, quiça menos verdadeiros afastando sempre um pouco mais o incondicional.
Descobri nas últimas semanas que o incondicional, o querer incondicional, o afecto incondicional , à excepção do que se sente pelos nossos filhos como qualquer outra fêmea animal sente, não é sempre assim tão bom.
Sentir um amor quase perfeito na dimensão e intensidade, pode ser desastroso quando se sabe que não é praticável, mas acima de tudo quando não se merece. É um peso grande demais para se suportar. Bloqueia a nossa capacidade de dar, de querer sequer encontrar outro destino do nosso afecto, no medo de desiludir, por medo da reprise de ser a razão da dor de alguém. E esse afecto é tão volátil, sem o objecto do amor, que de repente se veste de ódio e nos abondona a um esquecimento de memórias amargas, e venenosas.

Este desconexo de ideias que saltitam de forma presente em mim, talvez toldadas por um excesso de cansaço, na derrapagem de um investimento embargado são um pensamento alternativo que permite que a tristeza não me coma. No fundo, o excesso de um amor condicionou a entrega de outro, num ciclo que se tenta romper a custo de muitos silêncios e pezinhos de lã. Talvez se refaça a forma, talvez se conquiste o acreditar, talvez se volte a sonhar com o último olhar, mas por agora levam-se os dias devagar...a tentar.

o ano - 1989

Entre as reaparições nocturnas do "Dear Jonh", os constantes assaltos do Jonh Waite, e um calor brutal que nos domina vivo por momentos o verão de 1989. Nem tudo é mau...o penteado melhorou, o acne foi ás urtigas e o vestir secção de criança é após a maternidade, uma vantagem competitiva...

domingo, julho 29, 2007

Definitivamente ...hoje vou dormir com as saudades!

um pouco mais pertinho...et voila dolce vita

ET VOILA DOLCE VITA...UM GATO PERSA CHEIO DE PERSONALIDADE...E MAU FEITIO!


Nunca pensei sentir saudades destas bolas de pelo, com a mania de superioridade que me obrigavam a dividir uma cama e só me queriam quando dormia.
Tal como um filho estes são o prolongamento de ti, a tua forma de te dares incondicionalmente. Até sinto falta de desfazer nós e perder tempo a sacudir pelo da roupa preta, alguma da qual continua igual até hoje. Quem diria...
Mesmo sabendo que os escolherias a eles se tivesses que escolher entre mim e algum deles num naufrágio...tenho saudades. Muitas.
Melhor amigo
1993-1999

Piriri de uma alma atrapa(lha)da

4.42 da Manhã...uma hora que ninguém desconfia, dirias, daquele teu jeito teatreiro meio a despropósito de quem se sente calado no silêncio. Perdido em palavras sem música, aquelas que te dão a essência do respirar pela pele.
Vamos ser padrinhos de novo? De um qualquer taxi na madrugada, de uma ponte ou dalgum banco de jardim onde nos sentaremos a vaguear pelo fumo, assobiando ás horas que passam.
Tenho saudades tuas. Sinto-te na falta que me fazes, quando sinto o calor de uma noite de calor como a de hoje.
Vi-te, ao vivo e a cores hà nove anos, mas em todo este tempo estiveste aqui. Uma presença das minhas memórias que partilho com quem merece. Mas vou-te revendo em cantinhos desta cidade, em refrões cantados ao vento que poderia ser teu.
Tantas vezes me assalta o medo que te tenhas esquecido de mim. Que o meu rosto se tenha desfeito em migalhas secas que não te trazem de volta. Gostava que não. Que a nossa ligação de almas se mantenha, por entre retalhos de desta manta de trapos que a vida faz e refaz insessantemente, num perfeito desenho que será parte do calor que deixarás quando partires.
A propósito de partidas das que se fazem meio sem querer e daquelas que o destino partilha, tenho pensado muito em tanta coisa que nunca te disse. Não sei se chocaremos de novo numa qualquer esquina pelo que te digo agora, neste vazio virtual que talvez te faça chegar o meu sopro de sorrisos.
Gosto muito de ti. Muito mesmo. De uma maneira incondicional que nos convence sem dificuldade do valor e da preciosidade de te ter conhecido. Estás sempre comigo ainda que sem os sorrisos e as gargalhadas do teu brilho. Sonho que estás feliz. Tanto como me fazias com as tuas canções compostas a medo da rejeição, mas sempre tão sentidas e verdadeiras. És feito de uma massa que se molda sem partir pela bondade, impulsividade e instinto...não vais acreditar em mais uma coincidência mas neste preciso momento está a tocar UHF na rádio. Mais um recado da vida, que me deixa mais quentinha...nas lembranças de um Alcântara tão privado.
Não é o Sarayevo...(risos)
O jasmim deve estar grande e lindo nos seus 11 anos. e
É aqui ao longe, talvez mais perto do que pensas vejo-te entrar pela televisão, como se tivesses partido ontem e a saudade sossega.
Ficaram comigo todos os trajeitos artisticos de quem sempre foi cobarde para arriscar.Ficas tu. Fica a distãncia de uma juventude de dias completos, de horários desmarcados e ainda hoje ficam cenas e quadros que me fazem dizer...obrigada por teres subido ao palco e me teres puxado pela mão.

Salta,
revela-te e sofre,
Aguenta.
Levanta o copo,
absorve e sorve tudo de um golo,
Acredita mesmo que tudo diga o contrário...
A imaginação serve para isso mesmo,
para reescrever o que não resulta,
para lhe dar outra cor
outro exemplo.
Mete as mãos ao barulho,
derruba paredes ao grito,
esmifra-te a lutar.
E sempre que a dor corroer
e se as pernas não servirem para andar
senta-te
espera
deixa o passado trazer esse sinal,
essa mão fria que te quer aquecer.
Sem mais, sem porquês...

quinta-feira, julho 26, 2007

Come Pick Me Up

Palavras que revolvem dentro da cabeça e nos desmontam num esforço continuo para nos refazermos. Um sentido próprio.

quarta-feira, junho 06, 2007

Baldes, baldinhos e braçadeiras cor-di-rosa


Também mereço.


Férias. As férias. Aquelas férias que ambiciono Há tanto tempo. Tanto que nem me lembro quando essa palavra começou a ser um tipo de bola de chumbo agrilhoada ao pé.

O tempo andava sempre desencontrado comigo. Marcava encontro e não aparecia. O sítio era mau feitio...nada servia, nada contentava as suas insatisfações burguesas... e assim se tranformava em novela a simples tarefa de deitar na areia e sorrir, na certeza que não se precisa de mais, nos próximos minutos.


Vou levá-los comigo. Umas férias de familia nuclear de tradições apostas e não opostas. Lá vamos nós munidos de braçadeiras cor-di-rosa, protectores solares grau 40, a Mafalda, O andré, o Chico, o Diniz e os seus botões...

Peço desculpa desde já a todos os que encontrar e se sentirem incomodados com as bolas, os saltos na piscina, o intenso interrogatório da minha prole com mania de Spanish Inquisition ( e como ninguém a espera ...), as discussões sobre a escolha do gelado, a Descoberta de Um Amigo, processada num timbre de tenor por dois pulmões pequeninos...enfim...eles no seu melhor.


Nesta casa a excitação reina...os sonhos saltam trampolim...com cuidadinho...não vão arranhar os joelhos.Mas eles estão muito contentes.


Eu estou feliz. Hoje. Sinto-me feliz, com eles junto a mim para partilhar essa felicidade.


A todos os que ficam por cá...deixem a simplicidade sair do bolso. Procurem o simples, o singelo, o sorriso alheio de quem passa e trespassa esta cidade...talvez encontrem a amiga Paz...e se o fizerem digam-lhe que a reconheci.


segunda-feira, maio 28, 2007

Anatomicamente tocado em mim...


"All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for youYou

see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through
but you do

And I was made for you..."

Brandi Carlile

"The story"

Óh meu Santo Antoninho....


Sabes...tenho saudades tuas.
Repetitivas já sei! As palavras e as saudades. No nosso caso sempre se embrulharam bem.
Ás vezes revejo-te num copo de vinho, num cigarro mais animado, nos olhos da Catarina que brinca ás escondidas com o Adamastor.
Revejo o globo e imagino-te palpitante pelas ruas do mundo. Com uns olhos ávidos de vida, pormenores e detalhes...esses que são tijolo de ti.
Hoje sonhei-te. Uma vez mais, os sonos se riam ás gargalhadas. A meio do riso..aparecem -me imagens de ti, trazidas pela mão em surdina de um carteiro que não bate duas vezes. Fotos das gentes e paisagens tocadas por ti. Com cheiros teus.


Começo a achar que sou uma cartada nas mãos do destino. Tanto(s) serendipity's ....


As saudades, essas feitas sardinhas, vêm aos molhos, salgadas por pequenas lágrimas de aroma quente.

Tenho uma cadeira para ti no meu alpendre, uma caixa de recados para dar e uma garrafa com o teu nome...não demores!

terça-feira, maio 22, 2007

Marradas na vida que deixam nódoa...

As decisões que tomamos na vida, justificadas por si só ou desculpas que nos damos, são como pedrinhas coloridas que se pegam aos bolsos, que vão ficando pesados. Por vezes, pegamos numa e tentamos deitá-la para fora da memória. Mas ela não deixa, ainda que frequentemente a deixe perder-se numa prateleira lá bem alta.

Acumulei pedrinhas de muitas formas e cores, muitas não assim tão bonitas. Atirei-as ao rio. Mergulhei depois á procura delas, na nacessidade de confirmar se a forma ou a cor ainda se mantinham, na procura de um sossego de bom coleccionador.


Quem foi nosso, de algum modo fundo ou a jeito de brisa, nunca se vai. Nunca totalmente. Fica ali num papel que a jeito de argumentista a saldo, a vida lhe destinou.
Pintadas a duas mãos, essas imagens serão quadros de uma casa sem portas, onde se entra pela janela e nunca se sai.Funde-se no corpo, como sangue e ar.
Gostava que uma fada me desse o condão de enxaguar lágrimas que se alimentam de mim.
Mas o meu reino de fantasia, faliu há muitos anos e hoje apenas posso embalar este meu coração pequenino que ás vezes doi, num desejo de esperança que o sorriso volte a amar essa alma.
Um dia o teu sorriso voltará aos meus olhos e quando esse dia chegar...haverá festa.

segunda-feira, maio 21, 2007

Aqui dentro de casa....

Ao ver o mundo dançar penso tantas vezes nessa teia de uns sentidos que por vezes, de tão embrulhados em novelos de medos, reticências e desculpas convenientes, nos fazem tropeçar, bater com a cabeça. Uma amnésia confortável que não nos deixa rever aquilo que em crianças, em sonhos de algodão com formas, lançamos ao vento.

Um dia a picada de uma outra agulha fará despertar o beijo do sonho enfeitiçado dia a dia. E olhamos-nos a um sorriso tímido. Quando os olhos namoram a voz, que entremelada vai querendo crescer e correr por tudo o que o impossível nos permite. Tanto! Deixa-nos um leque de escolhas que se fazem com a doçura de quem escolhe um brinquedo, com a excitação de quem escolhe a primeira mochila, com a ternura de quem dá um primeiro beijo.

Revisitando batalhas de um passado que nem sempre sangrou em mim, redescobri paisagens, cantares e gostos cozinhados em mim O peito mastro balança, mas aguenta. Verga-se ás tremuras da dúvida e esquiva-se ás teimosias da dor que quer ficar.

Alguem falava em fingir que a loucura é normal...

Queria provar a teoria da simplicidade. Do belo que resulta melhor. Da verdade que pode ser dita sem se tornar o peso do fim da corda. Por agora ...sigo caminho ...só... numa calçada que se constrói de bocadinhos. Uma esperança que amadureçe a cada olhar, despido de sombras, que se dá a troco....sempre a troco e enquanto há troca eu vou dançando por aqui...

sexta-feira, maio 18, 2007

Bolas de sabão

Algumas emoções fazem-me lembrar as bolas de sabão, com as quais brincava em menina, feitas a partir de velhos carrinhos de linhas... Há emoções que se sopram a medo e devagarinho, com medo que nos rebentem na cara, mas sempre com esperança de as ver subir ao longe.

quinta-feira, maio 17, 2007

silvio e aute - mano a mano 2/15 - Te doy una canción

Lá longe, em 1994, pela mão do Pedro Fonseca, descobri estas pérolas da canção latina...e agora á Ritinha, que AINDA não conheço, dedico esta música...da Tia Tonta

The Cure - letter to elise

quem nunca escreveu uma carta destas...

Tom Waits - I Want You

Uma vez que a Holly foi raptada...fica aqui o original. Não raramente o duplicado compensa!!

quarta-feira, maio 16, 2007


Confesso que apenas conheci esta música depois de ter visto Notting Hill, e de sonhar encontrar o meu banco de jardim.Por isso e como a versão do filme é cantada por Elvis Costello, assumi, erradamente que seria dele a autoria deste poema.

Há momentos que não recordo serem de dias, meses ou pó das horas um amigo "semi-cota" ensinou-me que o original desta música pertencia a Charles Aznavour.

Como não encontrei a versão em Francês deixo aqui esta, para a Noélia, para que não se esqueça que todos somos o lado do mundo de alguém...só precisamos soltar as velas, caravelas de nós e não ter medo de arriscar.







SHE (Charles Aznavour)


She

May be the face I can't forget

A trace of pleasure or regret

May be my treasure or the price I have to pay

She may be the song that summer sings

May be the chill that autumn brings May be a hundred tearful things

Within the measure of the day.


She

May be the beauty or the beast

May be the famine or the feast

May turn each day into heaven or a hell

She may be the mirror of my dreams

A smile reflected in a stream

She may not be what she may seem

Inside a shell



She

who always seems so happy in a crowd

Whose eyes can be so private and so proud

No one's allowed to see them when they cry

She may be the love that can and hope to last

May come to me from shadows of the past

That I remember till the day I die


She

May be the reason I survive

The why and where for I'm alive

The one I'll care for through the rough and rainy years

Me I'll take her laughter and her tears

And make them all my souvenirs

For where she goes I got to be

The meaning of my life is
She, she, she

terça-feira, maio 15, 2007

Queria levar-te a ver o mar, ter asas, voar, voar, ao pé de ti poder sonhar....vem se quiseres


Estes Punks Rurais cresceram comigo. Com os meus momentos. Os meus desencantos.
Foram festas e bailes e os primeiros suspiros.
Foram os Túmulo 23, os Abaixo Assinado, o Basta.
Foram dores de um parto que se quer fácil.

Pela memória do Paulo Mesquita a quem nunca entendi e não tentei. A um Marco que nunca ouvi e a ao Preto Filipe que se rendeu...
Á Macaca da Bunda Grande, á Maggie, à Rita tão só Margarida, ao Inácio lançado á vinha, A Emilia Margarida ( o teu pai tem...)
Aos Fora D'horas

Ao Rui Mota mais uma vez parabéns pela persistência.

As palavras que guardei.
Assinado : MAFIA


"Basta"

Uma história perigosa
na alma tenho uma ferida,
o meu corpo está ausente,
sabe Deus a minha vida.
Já bebi desta amargura,
chorei com medo de alguém,
deitei-me sobre o medo.
Medo de não ter ninguem.

Já não durmo a sonhar,
nem consigo entender
quanto mais o tempo passa
menos te consigo ter.

Basta
A raiva que despejas é demais
Pelas ruas da cidade em que corro
as ondas que atrevessas são sinais
e eu
sou um dos que estão a mais....."

Autoria: Abaixo Assinado


OUÇAM QUE NÃO ESTÁ NADA MAL

Conversa de surdos acerta na mouche

- Não são horas de jogar PSP, devias estar a dormir.
- Estava só a tentar gastar a bateria.
......

- A fada dos dentinhos anda esquecida.
- Talvez se te deitasses cedo e te portasses bem....

(corda esticada durante largos minutos)
(a paciência a falhar)

- estou sem paciência..axas que pelo facto de termos uma visita eu não me zango contigo e não te dou uma palmada

- Posso achar sim!

erros

Agradeço a todos os que me informam que os meus pensamentos sofrem de um grave problema de erros ortográficos e falhas de pontuação. Contactei o House e ele disse-me que provavelmente seria efeito da minha hiper actividade, pelo que me parece que a cura será envelhecer.

Como vivo escrevo errando.

(podem sempre enviar um dicionário de Língua Portuguesa actualizado)

O último pensamento da noite....

Não guardei o sorriso. Não guardei as mãos. Não guardei os medos. Abri cada um destes pedaços de mim e lancei-os ao vento que passa.
Sentei-me onde a relva é quente em mim.
Abri o livro, não vi a capa.Não esperei. Inspirei e calei um silêncio fechado. Abri os lábios ao de leve e deixei o passado fugir desta gaiola sem grades. Pensei na ternura quente de estar presa aos olhos de alguém.
Cantei baixinho para que me ouvisse bem. Abracei-me e adormeci embalada á mão, quando o eu escorria em mim. Dentro de mim. Em paz, abri os olhos e vi. Vi a porta. Abri-a de par em par e aceitei o impár que sou.
Posso um dia ser par...sendo única.
Não guardei o sorriso. Não guardei as mãos. Não guardei os medos. Abri cada um destes pedaços de mim e lancei-os ao vento que passa.
Sentei-me onde a relva é quente em mim.
Abri o livro, não vi a capa.Não esperei. Inspirei e calei um silêncio fechado. Abri os lábios ao de leve e deixei o passado fugir desta gaiola sem grades. Pensei na ternura quente de estar presa aos olhos de alguém.
Cantei baixinho para que me ouvisse bem. Abracei-me e adormeci embalada em mim, quando o eu escorria em mim. Dentro de mim. Em paz, abri os olhos e vi. Vi a porta. Abria de par em par e aceitei o impár que sou.
Posso um dia ser par...sendo única.

Direito de Resposta


Pois é...isto é mesmo uma questão de generation gap ( isto em inglês é muito mais selecto). Perdidos no tempo do infantário em que as profissões parentais definiam o nome ou a alcunha que nos acompanhava anos fora (Marco do snack; Eduardo dos Correios, Filho do Presidente),na esperança que não surgisse uma pior, nem se aperceberam do desaparecimento de uma instituição tão importante desta terra! AS CARMINDINHAS!
Ou o Radar, para alguns cotas como eu.

Quem não fugia para fumar um cigarrito no patcholi, ou junto á oficina do mestre Carlitos Palmeiro, só para fugir aos olhares inquisidores e à lingua mordaz de tão nobres senhoras. Quantos beijos quentes e molhados não eram mais interessantes se dados frente a uma qualquer revista só para ter o desplante de ouvir as sábias palavras: ai se a maezinha a visse agora! ( bastante mais radical que fazer corridas na ponte Vasco da Gama, o equivalente a qualquer coisa de hiper perigoso).

A beatice em mondim é modus vivendi.

Hoje ninguem imagina os planos ardilosos e semanalmente tão elaborados para ir ao Fora de Horas ou ao Cotton( Coton para os locais) , fugidas por entre caminhos e pontes romanas só para não se ser vista a entrar num antro, tão perverso, em que música pop e as festas da espuma cospurcavam as mentes limpas das meninas de sociedade.

Pois é ... Mondim já não é o que era! As festas de São Tiago parecem um desfile de velhas glórias onde só se reconhece os velhos carrinhos de choque, hoje sem aqueles engatatões que faziam as delicias das meninas.
Já não há as musiquinhas da D. Lina e do Ginho, orquestras de cavaquinhos de lenço ao peito, o vinho da tasca da Dona Mimi, com as pastilhas piratas, os ardores rockeiros dos Tumulo 23, Abaixo Assinado ou Orago..qualquer coisa.

Treze longos anos me separam dessa terra em que o roçar o cú pelos cafés foi ganhando terreno. As discussão sobre qual a melhor cerveja é o assunto mais badalado e nem tascas manhosas se encontram para curtir...

Se me saísse o euromilhões mandava terraplanar Mondim e transformá-lo num aterro sanitário, em que cada talhão teria o nome do maior dignatário... aquele que mais contribuiu para fazer desta terra o lugar mais parado numa dimensão que não evolui...onde a taxa de violência doméstica e de potencias serial killers é das maiores do país.

Podem pensar que Mondim me é indiferente...não é de todo verdade. Continuo a gostar do pão quente á sexta-feira á noite na Dona Teresinha, de subir a butes á Sra. da Graça curtir a volta a Portugal, comer um presuntinho, dar um Mergulho no Poço, pular a medo do Salta Carneiros.

Não me lembro de mais!!!

EU STOUQUE MONDIM JÁ NÃO É O QUE ERA!!!!

Um abraço aos cotas Tamecanos!!!!!


Para ti Riacho a boca bailarina da água que dança...

sexta-feira, maio 11, 2007

Miguel Bosé - Amante bandido

hoje os meus 11 anos voltaram para me dizer olá e lembrar que nem tudo é complicado...será?

Me duele la cara de ser TAN GUAPO

E agora algo completamente diferente...MIGALHAS DE HUMOR E RISO...

Where Do You Go To My Lovely - Peter Sarstedt

partilhar...um pequeno nada, que nos enche de tanto.

segunda-feira, abril 30, 2007

Pavlov's Dog Live At Gagarin Athens 17/3/07 Julia-GOOD SOUND

Aqueles que de alguma forma se cruzam comigo reconhecem esta música...para todos os outros aqui fica um pouco de mim que partilho.

Chico Buarque - João e Maria

Para o Guilherme e a Pilar ...que nunca deixem de procurar os seus heróis e princesas....da Mãe.

Caetano Veloso - Fale com Ela - Talk to Her

Agradecendo aos Alemães, por terem abdicado das palavras por esta pérola...

quarta-feira, abril 25, 2007

39 razões para este ser um dia muito bom

Para ti Partilhas o meu presente é...o dobro daquilo que desejo para mim: paz, tranquilidade, solidariedade, amizade...um amor profundamente nosso e uma esperança certeira e quente, que nos enche de energia o corpo e nos faz dançar a alma.

Danço a ti...la mujer que mueve el mundo con sus...


365 dias do melhor que houver para conseguir.


Beijo

Afinal ás vezes pela boca vive o peixe


Um castelo para uma princesa...


Para que a Laura possa sempre dormir um sonho de princesas. Para que tantas Lauras não percam os seus castelos...

terça-feira, abril 24, 2007

Bebedeiras mentais 2

Para quem sabe...porque precisamos tantos de nós estes momentos...deixo esta bebedeira mental...

domingo, abril 22, 2007

Hoje confesso...

Confesso....
Confesso que no fundo não passo de uma punk rural que gostaria de ser menina coquette do coro dos Ena Pá 2000.

E QUAL É O PROBLEMA??????

Um amanhã destes...voltarei...

E dormirei aqui. O sono da esperança. O sono dos justos.

Com muito pisco sauer á mistura.

Um rosto demasiado quente


Parte. Parte tudo. Destrói a cama, rasga os lençois, grita no vazio.Esmurra aquilo que foste, o que ambicionas ser. Desarruma cada canto deste mundo. Abre gavetas. Fecha portas. Delira em desempero.
Corre para longe.Esquece. Obriga.
Deixa a chuva correr por dentro de ti. Absorve os medos, os olhares, as dores que te fazem esquecer para constantemente te assaltarem em pesadelos diários. Em que cada segundo é uma eternidade. Uma vida. Um filho.Um velho.
E ela. A solidão, confortável amiga que te acolhe num abraço. Te engana com silêncios de uma falsa paz. Te diz o que pensas querer ouvir, ou melhor te envolve num silêncio que assumes como teu.
Sem intensidade. Sem cor. Sem vozes altas e desafinadas que irritam o que sentes.
Encosta a faca. Corta. Rasga de novo cada milimetro de uma pele que anseias por deixar..
Não voltes atrás. Não faz sentido rever os lugares de dor. Não te fazem construir. Apenas tijolos de uma falsa razão que procuras em vão descortinar.

Corta...mas não te cales.

Palavras que nunca direi...


Entra.
Fecha a porta.
Não digas nada. Não penses.
Abre a janela e deita-te aqui.
Não digas nada.
Deixa as tuas mãos escreverem em mim.
Olha-me para além dos olhos e vê.
Deixa o teu nariz ler o mapa dos meus sentidos.
Rasga-me a pele,
desata o desejo e deixa-te estar.
Envolto em mim, embrulhado no meu suor,
nas pernas bambas,
nas tremuras quentes e doces do meu ser.
Deixa-me estar,
vê-me crescer para ti.
Não digas nada que o amanhã já foi.
Ouve as palavras do vento,
os risos dos pássaros
o desalento dos homens.
Agarra-me ao universo do que sou...
Deixa-me ficar no silêncio do meu nome.
O tacto das dores que se anseiam e dispersam em nós.
A energia do corpo que expele a história,
o episódio,
a série que se sucede.
Sem palavras...
só um desejo mudo de certezas,
parco de razões
sedento de paz.
Acaricia-me a boca
que despeja palavras
contextos em pedaços de nós.
Agarra a voz e deposita dentro de mim,
no fundo de mim
que se funde num nós
sem momentos.
Embala o abraço.
É tarde
Muito tarde...
Quiças tão tarde q pode esperar...
Só mais um minuto que não faz sentido
mas se sente...
Muito.
Dorme em nós.
Sonha sem legendas,
sem genérico de outras almas.
Acordo
Acordo
E volto a acordar..
E a porta...nunca se abriu
Não tem fechadura
e a rua já não existe..
Era uma memória doce e quente...
De um outro sonho.

sábado, abril 21, 2007

Acordei assim


O meu T 0


Falamos...voltamos a falar e continuamos a árdua tarefa de sermos convencidos de nós mesmos. Descobrimo-nos nas palavras dos outros. E surpreendemo-nos connosco mesmo.
Damo-nos sem nos dar. Revemo-nos sem lembrar...sem mágoa nem medo.
Deixamos este universo parelelo fazer parte de nós, abrimos a porta e convidamos a entrar. Mas limpam os pés. Descalçam os sapatos. Não se sentam.Apenas espreitam.
Abrem-se por detrás de ausências. Sem pudores e nojos. Deitam a alma pelas tripas e é um ver parir de emoções.
E de repente...em cada palavra vão crescendo em nós. E nós meio sem dizer queremos crescer nelas, sempre do lado de dentro da fechadura.
Sabe bem esta forma doce, medrosa e aventureira de conhecer estas almas que depenadas de coisas que lhes fazem falta se deixam abraçar e voltam sempre.

Não sei bem explicar porque...ás vezes parece que o mundo me quer dizer algo. Que a medo me tenta convencer a deixar ir. Deixar de procurar respostas...ficar-me pelas perguntas que ecoam o tempo todo dentro de mim. Será esta curiosidade o que me faz ser quem sou. A flor de mim. A semente que vou deixando?

E todas as ruas vão dar a mim. E todos os passos me encontram. E todos os rostos parecem ter as minhas respostas. Faço a tabuada mais uma vez e não consigo entender a estatística. Continua a não fazer sentido. O meu número primo está lá.Continua a ser o mesmo. E o resultado? Não sei ...sempre fui má a matemática.

Mas assim...entre palavras, muitas palavras, muitos risos e espantos que não se veem mas sentem. Entre opiniões bem fundamentadas, conhecimentos que se emprestam, paisagens de outras terras que nos dão embrulhadas em memórias individuais, vamos criando uma história que será só nossa.

Assim....vamos todos á Provence se isso nos fizer pessoas melhores....
Vamos aprender a tocar piano, sozinhos, para adormecer o cão....
Mudemos de mundo, de cidade, mas vamos despir o casaco....
Desafinemos a alma em discussões de dedos...sem medo...porque os risos e sorrisos ainda não matam.

sexta-feira, abril 13, 2007

Vertigens


Os baloiços são a minha expressão máxima de uma liberdade desejada mas controlada, que tantas vezes me ajudou a ponderar.

Desde miúda que adoro baloiços, embora não me lembre muito desses momentos na minha curta infância.

Na minha fase louca de teenager ou de universitária errante, bastava sentir a euforia de uns copos ligeriramente perdidos ou a companhia de um ser extraordinário áquela hora da madrugada para desatar a correr e saltar muros, fugir aos seguranças e apenas baloiçar.


O desiquilibrio controlado, o vento na cara, a noite, sempre me ajudaram a reflectir, a encontrar uma serenidade de corpo e alma para todo o meu universo ser um pouco mais rosa. Choque, claro.


Por todos esses motivos deixo-me levar hoje, uma vez mais. Mas num balouçar menos seguro, menos frio, mais infantil. E o vento vai-me trazer a resposta á pergunta mais dificil que fiz.

Em palavras que são de cor, errantes, perdidas de outros momentos, de outras prisões, de santos segredos.


Relembro rostos e nomes e algumas pessoas. Risos. Espirros de alma de tanta gente que se ria. Não de mim, mas comigo.


Recordo que o mundo é bom. Intrinsecamente doce, quando não temos que ser o mundo de alguém e apenas nos basta levantar os pés e deixar a alma dançar.


Hoje vou dançar. Para mim. Dentro de mim. No meu baloiço.

Recado

"That I Would be Good "


That I would be good even if I did nothing
That I would be good even if I got the thumbs down
That I would be good even if I got and stayed sick
That I would be good even if I gained ten pounds
That I would be fine even if I went bankrupt

That I would be good if I lost my hair and my youth
That I would be great if I was no longer queen
That I would be grand if I was not all knowing
That I would be loved even when I numb myself
That I would be good even when I am overwhelmed
That I would be good even if I was clingy

That I would be good even if I lost sanity
That I would be goodWhether with or without you"

bY Alanis Morrisett

quinta-feira, abril 12, 2007

cultivar para colher

Todos vocês sabem porquê no meu jardim vive um girassol. Nos ultimos invernos vocês têm sido o meu sol. Por aqui as sementes continuam a crescer enquanto a minha primavera começa a despontar.
O meu pomar doce vai ficar lindo e sucolento e todos serão convidados para o festim.
A todos os que não me deixam esquecer ou lembrar em vários minutos do meu dia:

Noélia, Susana, Hugo, João, Sandra, MAC, Catarina, Nuno, Gustavo,Janet, Jorge, Partilhas , Riacho Anabelle, Pilar, Guilherme, Micá e de um modo particularmente ausente e sem bússula...Foka.

O mundo visto do Ovo Kinder


Eu tenho uma princesa linda. Cheia de atitude, convicção e uma doçura nunca gratuita. A minha Barbie Malibu, na longa experiência dos seus 4 anos, tem uma visão de um mundo que não é branco, nem rosa ou amarelo, mas ás riscas. Riscas essas que são verticais. Um arco-íris que cresce sempre sem limite.

Apesar de não ser uma criança dada ela gosta numa medida exacta. Convicta. Intensa. Ama com a mesma desfaçatez que detesta e por muitas Hello Kittys que nos propunhamos dar e ela, astuta decide aceitar, não suporta qualquer noção de falsidade e injustiça. No alto do seu castelo de princesas, que com esperança espero que mantenha para sempre, vai partilhando pensamentos bailarinos que fundamenta antes de nos presentear.


Esta noite, enquanto adormecia no meu colo, semi-embalada pela febre e saudades do seu cavaleiro - o mano-, disse-me com uma certeza inabalável:


-"Sabes mãe, chorar é bom. Chorar é dar carinho ao coração. Quando choramos baixinho, o doi-doi adormece"


A Goma gigante de um principe que já não é dela continua feliz a aprender a ser gente pequenina.

quarta-feira, abril 11, 2007

Descomplicar o sangue em novelos de esperança


A natureza, o mundo, o acaso, o destino para muitos dão-nos sinais que nem sempre os nossos olhos razos veem. Mas mesmo quando a vida se nos tropeça pelas pernas há sentidos que nos prendem ao sonho e à esperança. Coisas tão fortes e tão inexplicáveis que vão e veem na mesma medida do sono.
Um dia tudo se torna claro, num recado que uma força suprema nos manda.Nem sempre bom. Num sorriso que nos faz acreditar em todos os jogos de destino que brincavamos em criança.
lembro-me de alguem que desejou um amor com um olho de cada cor.Com uma perna maior que a outra, ruivo e cheio de sardas. Pensou que sonhar o impossível lhe faria olhar o possível com outras prioridades. Mas o impossível também acontece.
A paciência é coisa de sábios. Uma prova de maestria. Um forte dom de paz.
Eu não sei pacientar. Esperar.
Vivo em correrias contra a vida, numa tropelia de sentidos, de sentir, numa esperança combustível.Deveria dizer vivia. Hoje, depois de uma lavagem ao estômago de mim, ás alegrias, sonhos e medos que me alimentam, encontrei uma paz em terra fértil.

Vou plantar:

Sementes de tranquilidade

em terras de paz com mistura de sensatez

regar com muita partilha

e ver os frutos crescer, nascer e morrer

numa ordem natural e serena

embelezado num vaso normal,

completamente vulgar.

Porque o simples resulta sempre melhor.

terça-feira, abril 10, 2007

Uma partida



O que têm estes dois em cumum....

Um amigo á soleira da porta


Nem sempre um cigarro é um cigarro.

Nem sempre um cigarro é apenas um vicio.

Ás vezes é um pretexto, outras um sinal, tantas uma carta. Um amigo.

Um dia conheci um cigarro. Um outro sabor. Um outro aroma. Um calor.

Daqueles que na ponta de um sorriso enchem uma sala. Não de fumo. Nem de poluição mas de risos e gargalhas.

Fumei um cigarro desses.

Trouxe-me uma pessoa maravilhosa. Um saber extremo. Uma compaixão desmedida.

Detrás daquele sorriso de quem só queria ficar um pouco estava uma vida. Que nunca partiu.

Hoje esses sorrisos são vários, as mesmas gargalhadas cantam longe e cheias de força.

Um vento quente e bom que de vez enquanto aparece.

E tu também.

Quando quiseres....


Bar da Vinha

Maio de 1994


segunda-feira, abril 09, 2007

Arco- Iris


Choveu na minha vida o suficiente para ter encontrado o arco-íris.

As nossas prioridades na vida são tantas vezes as dos outros. O trabalho, a familia, os filhos, o politicamente correcto. O querer mudar o mundo. O lutar por uma causa melhor.
E na turbulência deste guião mal escrito que é a vida esquecemo-nos.
Esquecemo-nos que a maior prioridade somos nós.
Esquecemo-nos que não vale ter asas se não queremos voar.
As tintas de nada servem sem a inspiração para pintar.
A fé perde o caminho se não houver em quem acreditar.
Os sonhos tornam-se pesos vazios se não houver pernas para correr.

Soltei as pernas, fiz as pazes com a minha cidade.
Deixei para trás lembranças, tesouros, medos e fantasias.
Fechei o casulo e deitei a chave fora.
Corri dentro de mim.
Esgotei até não restar nada.
Chovi cada milimetro da esperança.

Descalcei a vida e sentei-me.
Um minuto, uma hora, uma semana, um segundo.
Uma dimensão de mundo.

Despi-me.
Abri as asas e deixei-me ir.
Encontrei o arco-iris...depois de desistir do pote.

A paz vai chegar...embrulhada num perfume da Primavera.
Desta ou de uma outra qualquer.

Despedidas adiadas


Algures perdido nesta cidade anda um Lobo Mau Cawboy. Talvez ande perdido por entre pregões e declarações, aprendendo que muitas vezes "boys do cry". Do fundo de uma adolescência particularmente intima e sincera trouxe segredos contados numa vida clarabóia de onde se espreita em noites de lua cheia. E porque as metáforas da memória enchem minutos de sorrisos, aqui fica uma lembrança.Palavras que ensinaste e que hoje também são minhas. As minhas...

Santa Cruz da Trapa
Verão de 1991


Pictures Of You

"I've been looking so long at these pictures ofyou
that i almost beleive that they're real
i'vebeen living so long with my pictures of you thati almost believe
that the pictures are all i canfeel
remembering you standing quiet in the rain as
i ran to your heart to be near
and we kissed as the sky fell in
holding you close how i alway
sheld close in your fear
remembering yourunning soft through the night
you were bigger
and brigther
than the snow and
screamed at the make-beleive
screamed at thesky and you finally found all your courage to
let it all go
remembering you fallen into my arms crying
for the death of your heart you were stonewhite
so delicate lost in the cold you were
always so lost in the dark
remembering you
how you used to be slow drowned
you were
angels so much more than everything oh hold
for the last time then slip away quietly open
my eyes but i never see anything
if only i had thought of the right words i could
have hold on to your heart if only i'd thought of
the right words i wouldn't be breaking apart all my pictures of you
Looking So long at these pictures of you
but i never hold on to your heart
looking so long for the words to be true
but always just breaking apart my pictures of you
there was nothing in the world that i everwanted more than to feel you deep in my heart
there was nothing in the world that i everwanted more than to never feel the breaking
apart all my pictures of you"

The Cure

terça-feira, abril 03, 2007

Operário em Construção

Todos os que de alguma forma me conhecem já ouviram a expressão "operário em construção". Aos próprios vou tendo ocasião de explicar o que significa, aos outros, deixo-os muitas vezes na corda bamba de imaginarem ao que se aplica. No entanto, acho que é uma ocasião como outra qualquer para o explicar e como tempo livre não me falta...
Esta expressão vem de um poema de Vinicius de Moraes ( aquele do amor que é eterno enquanto dura), e eu utilizo-o para descrever pessoas ( na sua maioria homens, contam-se pelos dedos das mãos as mulheres que se enquandram nesta catagoria), que têm uma série de comportamentos, principios, ideias e aspecto que eu pareço atrair.
O homem operário em construção tem um grande ponto a seu favor. É regra geral muito inteligente, culto e com um sentido de humor mordaz que utiliza a seu favor.
É sedutor por natureza e adora pensar em canções do bandido altamente elaboradas, que muitas vezes funcionam.
Gosta de boa comida, bons vinhos, filmes alternativos do canal 2, artes e regra geral não gosta de futebol. Outro ponto a favor.
Declama poemas nos momentos mais intimos e conhece o melhor pôr-do-sol numa área de 250 km.Género intelectual de esquerda, adora apresentar um estilo neglige, barba por fazer ou apenas um bigode género Sir Francis Drake ( que para quem n sabe era um corsário famoso). Calças de bolsos de lado, onde leva quase sempre um livrinho de capa preta para anotações de último momento, ou anda vestido de preto ( depende se é mais dado ás artes ou ao ambientalismo).
Pode-se pensar que reconhecendo tão bem este modelito, eu não me identifique com ele. Errado.Eu até lhes acho piada, durante umas horas ou dias, enquanto se esforçam tanto para me surpreender que acabam por tornar-se banais.
Mas em verdade devo dizer que estes corações periféricos que regra geral são solteiros aos 37 anos, são deliciosamente encantadores e muitas vezes uma boa terapia para o ego.Acima de tudo dão o gozo de os perceber, dismistificar, compreender e arrumar na prateleira, na maioria das vezes na categoria de amigos meios perdidos.

segunda-feira, abril 02, 2007

Lista de presentes de Páscoa

Quero uma conversa boa!
Um jantar quente.
A maresia doce e morna que salga os corpos.
Quero sentar-me no Bairro.
Rir a bandeiras despregadas.
Supreender-me com segredos tímidos.
Imaginar.
Rir e engasgar-me.
Sorrir ao rio no Miradouro de Santa Catarina.
Tapar o frio com um casaco emprestado.
Uma flor roubada num vaso.
Um brilhosinho nos olhos.
Ouvir as canções da infância.
Cantar as memórias televisivas.
Dançar no Jamaica ao som de boa música.
Corar com Ena pá 2000.
Deixar-me cair de cansaço.
Descalçar os sapatos e sentir o frio da areia.
Ver o sol a nascer com cacau doce.
Sentir cada instante.

Aprenderemos todas

Uma amiga muito querida mandou-me este texto. Porque queria mostrar que se preocupa e gosta de mim.
Ainda que eu não o diga e tantas vezes pareça que não o veja, o meu coração sente-o.
E um dia quando a mágoa passar poderei olhar para ela e não rever outros rostos. Por agora e da minha forma torpa, demonstro aqui aquilo que tantas vezes me dás. MUITO OBRIGADA JANET.




A WOMAN SHOULD HAVE... A set of screwdrivers, A cordless drill, andA black lace bra...
A WOMAN SHOULD HAVE...One friend whoAlways makes herLaugh...And oneWho lets her cry...
A WOMAN SHOULD HAVE... A good piece of furniture Not previously owned by
Anyone else in her family...
A WOMAN SHOULD HAVE Eight matching plates, Wine glasses with stems,And a recipe for a meal that will
Make her guests feel honored.
A WOMAN SHOULD HAVE...
A feeling of control over Her destiny...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
How to fall in love Without losing herself...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
HOW TO QUIT A JOB
BREAK UP WITH A LOVER
AND CONFRONT A FRIEND WITHOUT RUINING THE FRIENDSHIP...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
When to try harder... And
WHEN TO WALK AWAY...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
That she can't changeThe length of her calves, The width of her hips, or
The nature of her parents...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
That her childhoodMay not have been Perfect...
But; It's over...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
What she would and Wouldn't
Do for love or money...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
How to live alone...
Even if She doesn't like it...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
Whom she can trust, Whom she can't,
And why she shouldn't Take it personally...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
Where to go..Be it to her best friend's kitchen table.. Or a charming inn in the woods...
When her soul needs soothing...
EVERY WOMAN SHOULD KNOW...
What she can and can't accomplishIn a day... A month...
And a year...

domingo, abril 01, 2007

Uma amizade pintada á força


Amizade "colorida". Esta expressão que todos conhecemos parece-me não ser totalmente apropriada. O que nos leva a considerar colorido o entregarmo-nos a desvaneios sexuais, só para preencher parte de nós momentaneamente?
Não ter a ternura de acordar quente e rabugenta nos braços daqueles que nos amam e realmente querem. É preciso querer. Muito. O erro tantas vezes expectado de transformar uma potencial amizade, ela sim colorida e divertida e cheia de estórias, num partilhar de um corpo à custa de segredos, verdades meias ditas, mentiras aceites com medo de solidão.
Desenganemo-nos. Nada de novo nos traz uns instantes de ternura conveniente e conivente com uma semana de stress. Porque está ali. Porque não necessita de justificações e confrontos que nos ensinam a crescer com os outros.
Porque sabe bem!
Porque podemos!
Porque queremos (embora tantas vezes seja apenas a desculpa esfarrapada para fugir a um medo atávico de estar só no meio da multidão).
Porque é facil. É barato. Evita perdas de tempo em descobertas casuais. Porque se resulta uma noite pode resultar uma vida. Porque estupidamente achamos que mais vale um pássaro na mão que dois a voar. Porque o que não partilhamos, não nos poderá ferir.
Muitos de nós já tiveram uma amizade "terapêutica-ego-sexual".
Uma amiga confidenciou-me que está caidinha por um brilhante candidato a almofada terapêutica. Adoptou um perfeito estranho por momentos, para ser a sua cama quente de uma noite muito teen, simplesmente porque estava disponível. Acreditou por momentos que a falta de passado, presente e futuro os levaria talvez a essa esperada amizade com cor. Se não contar os seus segredos obscuros, se não vir o seu rosto marcado pelas vissisitudes da vida, se não conhecer o seu mundo, se não rir das suas gargalhadas e não viver a sua normalidade que pinceladas de cor poderá esperar? Perguntei eu, com a inocência rasgada de quem já deu para esse peditório.
Respondeu-me que não pode aspirar a mais. Terá que se contentar com um sms de convocatória, para ocupar uma cama quente de talvez uma dúzia mais de almas que se candidatam à mesma vaga.
Eu prefiro a memória boa de uma noite teenager e inconsequente, sem esperança de amanhã. Deixar a fantasia, deixar a interrogação que fica. O olhar cúmplice de quem se deu por uma noite apenas.
Sorrir da memória do sorriso maroto, dos olhos mornos de quem continua um processo de tentativa e erro. Consciente, contudo, de que daquela primavera não nascerão flores.

Estilo

Uma fotografia que devolva a cor. A magia de um momento que a memória teima em roubar. Sim. A memória esconde os registos sensoriais daqueles momentos de verdade. De uma verdade na qual cremos e perdidamente agarramos para não fugir. Essa verdade dos olhos que nos veem. Que não se escondem por detrás de escuros óculos de vergonha.A beleza de uma sinceridade que se inspira e não se fala.Em que o corpo nos cai pelos chão, sem roupas de marca para enganar a nossa falta de gosto ou noção de fashion. Quando nos despimos somos iguais. Mais gordura, menos gordura, mais casca de laranja, hálito da manhã ou peles secas. A verdade é que de uma forma quase cruel a natureza nos faz sempre despir outras naturezas que pensamos tantas vezes, nos façam ser.
Não sou bonita, nem estilosa. Sou desastrada, distraida e isso aplica-se quer à minha escrita quer ao meu jeito para vestir ou despir.
No outro dia aceitei que me dissessem que não tinha estilo. Permiti, embora deixando que isso me magoasse, porque acredito que todas as opiniões têm as suas razões ainda que não as entenda.
A triste verdade é que sou como sou e nem inumeros banhos de loja tornarão diferente aquilo que sou. Porque o estilo é meu. Vestida, despida, a dormir ou a comer. Serei sempre eu.

quinta-feira, março 22, 2007

Dia da água....

Hoje comemora-se o dia da água. Pois parece-me muito bem, que eu cá gostos muito dela, mais para banhos e afins, tenho que confessar.
Pelo meu lado e ultimamente também eu ando a fazer concorrência à EPAL, mas isso é porque tenho aqui uma ruptura.
Mas como o o piquete "virtual" se tem unido em força para me ajudar a ultrapassar esta inundação de alma, penso que este dia terá ainda outro sabor.
Até há quem se prontifique a fazer uma joint-venture.

Agora que já disparatei um pouquinho, já posso fazer de conta que trabalho.

Beijos a todos!!!

segunda-feira, março 19, 2007

Inumanos

Quando Voltares fugirei contigo. Por uma semana, um dia ou um mês. Mas fugirei. Esperarei não ver a noite. Só te ver a ti.
Quando voltares irei ter contigo. Passararei horas a ouvir o canto das tuas palavras. A viver as aventuras nos teus olhos.
Gostava que me visses em ti. Contigo.

Momentos assim

Estas foram as palavras que li num blog que gostei.http://folhasnotempo.blogspot.com/

http://www.jorgepalma.web.pt/letra0805.htm

sexta-feira, março 16, 2007

O primeiro dia do resto...


turbilhão de dor aos pontapés. Neste momento não consigo organizar as ideias. Não consigo e não me peçam. Sinto o peso de um sonho que caiu em mim, de mim e para mim. O recomeçar de novo, sem mapa, sem estrada, sem esperança.
A dor que se sente quando se perde algúem é grande e magoa, mas a dor quando alguém deliberadamente nos deixa, é lixada. Mais que o ego ferido é a sensação estúpida, incorrecta e irracional que falhamos. Porque não há-de ter sido ele a falhar?
Falhei para mim. Falhei ao amor que sinto e quis tanto dar a quem mo pedisse com jeitinho. Sempre com jeitinho. Tu sabias.
Custa-me a ideia de não te ter, ou talvez mais ainda de não nos ter.
De nunca vires a ser parte da minha "familia nuclear". Custa-me rever-te em cada canto desta casa, em cada recanto desta cidade.
Não posso acabar com elas, as tuas amigas, as da cinturinha como a minha.
Não posso impedir os carros de passar.
Também não quero.
Quero que o tempo passe sem me secar. Que a distância me traga uma paz quente, de uma mémória boa. Quero olhar para ti e sentir a ternura.
Agora não consigo. Porque a dor cega.
Mas os amigos, sempre os amigos,vão ajudar. Os novos, os velhos, os virtuais, novos e velhos e aqueles que não sabia que tinha. Porque o amor leva mas trás outras medidas de dar.
Obrigada por todas as palavras bonitas que me dão.
Eu hei-de transformá-las em coisa boa.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

O explorador da selva

Meu lindo explorador da selva...
Aqui vou eu pensando o tempo em ti. Passando em tempos felizes e cheios de fantasia. Gosto de te ver feliz, embora nem esse facto consiga dar sossego às saudades. Saudade lembras-te?Aquela palavra tão alfacinha que resume todo um conjunto de estímulos mentais e fisicos que nos prende vezes sem conta em extractos de tempo do nosso passado.
Os pigmeus são uns sortudos. Esperem até ver o que têm ai.
Mas não te apaixones por uma Pigmea. É assim que se diz?
Aqui pela terra da sardinha passa-se o Natal em família com muita comida, playsations e presentes lindos. A princesa Pilar pergunta por ti. Pergunta quando voltas. Desconfio que também tem saudades.
Eu por mim tenho tantas " que nem são no plural".
Leva-me nas tuas asas e nos teus olhos.
Até sempre.

As aventuras de Sir Jack Jonh Thunder...

Hola a todos los supervivientes!! Aquí estoy en la selva, frontera co el Congo, acojona un poco eh?? Después no es tan fiero el leon, aunque bueno cuando escuchas los gorilas pro la noche te deja el cuerpo regulan na más, pero eso solo es la primera noche, luego te acostumbras. Os escribo por la gran coña del MODEM satelite q se ha traido este tio (el jefe del campaento) y que a veces hasta funciona y todo, pocas por desgracia, y solo se puede ver el mail, no internet, asi q si ha pasao o pasa algo importante, como por ejemplo q Zapatero se caiga al saludar a la reina y se parta una paleta o algo así contarmelo, me encantará y puede hasta q habra una botella de agua mineral y la esparcie en plan Alonso, pero bueno, no creo. Llevo aquí 4 dias y no sé que dia es o no es, creo que es domingo, pero la verdad es que eso aquí importa mas bien poco, me pasao 4 dias metio en un coche pa venirme desde el norte, y he perdio el sentido del tiempo ,de la velocidad y de la higiene, estoy ahora rodeoa de pigmeos q diga lo que les diga me contestaran -Oui patron!! y SÓLO a la tercera vez que le haga la pregunta me contestarán eso q les pregunto. Dicen q es el principio y q me tienen que coger confianza y sobre todo mi acento franco-cordobés que no es espi na de boqueron. Bueno, ayer estuve cazando yo solo por la selva con un pigmeo y fue la bomba, super emocionante, excitante, y no poco acojonante. Salimos a cazar Duikers, unos pequeños antilopes de entre 3 y 20 kilos con la esopeta y vimos excrementos fresquitos fresquitos de gorilas q habian estado ahí hacia pocas horas, pero lo mas más fue cuando oimos un elefante very very very near, y no escaqueamos porque por lo visto como les de por pensar q les estas cazando a ellos se enervan a saco y van a por ti, en fin que te cargan y te cagas. Finalmente cazamos uno por la mañana y otro por la tarde, y nos lo comimos por la noche. Supongo que pasado mañana deberé salir otra vez a por más, el guia que esta conmigo (más bien conocido como "El coronel Tapioca" muchos de vosotros lo conoceis) dice que esta harto de cazar estos bichejos por q es con reclamo y la verdad es que cansa un poco seguramente cuando llevas 10 años cazando así.De toas formas yo encantado de hacerle el favor! Bueno me despido que tengo trabajitos que hacer por aquí, planear un poco las reformas ,ducharme, leer y hacer equipos de trabajo con los pigmeos (ya os contaré de estos peculiares hombrecillos porque todo lo que no tienen de grande lo tienen de personajes, son muy curiosos.) Un fuerte abrazo polvoriento a tos los q no puedo ver uzeaze a tor mundo! P.D. Creo que me quedo un mes aquí solo en el campamento a madiados del mes de enero, no es seguro pero casi. Lo digo por si acaso alguien necesita un `poco de reposo selvatico.

o meu principe e a sua princesa

Há pessoas como o meu mano que têm essa capacidade de levar os sonhos aos seus limites. Conseguem transformar qualquer momento menos "fixe" em algo novo para aprender e nos seus passos vão-nos ensinando muito. O meu mano e a linda Sofia pegaram nos seus belos vicios cosmopolitas guardaram-nos numa gaveta e arrancaram de tapete voador para a Guiné. Desde que chegaram mandam-nos bafejos de calor e chocolate das terras de áfrica para aquecer o nosso cantinho Ice.
E lá vamos aprendendo um pouquinho mais sobre a Guiné, a cultura, os limites, as vontades e acima de tudo o desafio da vida.
Feliz Natal a todos os terráqueos e visitem www.aterranossonhos.blogspot.com

segunda-feira, outubro 23, 2006

E a saudade também alimenta

Pela primeira vez na minha vida...fiquei sem palavras. Essas que me são tão queridas, dolorosas e importantes. Mas ganhei. Ganhei numa ternura que se consome, uma surpresa que alimenta as horas e me faz ser feliz. Um ver crescer e tornar-se uma parte de nós esse copo que quanto mais se bebe...mais se enche. Não pares de escrever. Por mim, mas acima de tudo, por ti. Por tudo o que te faz tão valioso, tão cheio de vida.Por favor!

"Mi ultima imagen del dia de ayer fue ella caminando hacia un cajero en mitad de la lluvia con sus andares nerviosos y con sus ojos clavados en el suelo brillante por la humedad.Creo que no se me olvidara nunca esa imagen....pero dejarse llevar no es siempre la solución, yo no soy una persona que me crea responsable ni nada parecido, pero creo que alcanzo bien a distinguir que significa una cosa y otra y cual de ellas es mas importante y tambien cual se hunde si intentas sacar la otra totalmente a flote, hoy por hoy pienso que ayer hice bien y que hay que dejar que la mar decida cual quiere que siga en la superficie y cual quiere hundir.Nosotros contra el mar, la vida, el destino...no podemos luchar, solo inentamos alcanzar aquello que creemos que es mejor para nosotros mismos aunque algunas veces nos demos cuenta demasiado tarde de la equivocacion,y por muy grande que sea esta no vale la pena lamentarse, de hecho no hay que lamentarse porque en el momento que tomabas la decision buscabas tu felicidad o si no al menos tu bienestar.Luego te asalta la pregunta o mejor dicho la tortura del "y sii...?" sé que es inevitable borrar esa suposición de tu cabeza pero dia tras dia mas me voy convenciendo que es posible cambiar las palabra de la pregunta y llevarla al presente del "por que no"? una vez hay estas en una bifurcacion de caminos depende de tu respuesta iras por uno o por otro y es inutil volver la vista atras como es inutil intentar retroceder en el tiempo."

Não me canso de te dizer...Obrigada

Obrigado.Obrigado por dia teres aberto a porta e nunca a teres fechado.
Obrigado por tudo o que não consigo dizer.
Obrigado por estares e seres sem te deixares levar.
Obrigado pela sensatez alegre,a responsabilidade temida.
Obrigado por nos dares uma hipótese.

quinta-feira, outubro 19, 2006

a resposta

PERGUNTO-ME, MUITAS VEZES, O QUE SÃO OS SONHOS. Serão o reflexo do nosso verdadeiro eu, que se exprime livremente como um pássaro azul, será um mapa do destino traçado com pontos indeléveis recuperados do nosso dia-a-dia ou apenas a expressão suprema do repositório dos nossos sentidos que libertam os inputs mais intenso.
Sonhei contigo. Não é a primeira vez. Mas, agora, de um modo vivido tão realmente que ainda neste momento carrego sensações que absorvi como energia natural. Talvez se deva ao facto de te sentir tão longe e prestes a partir para sempre.
Sonhei contigo. Num abraço tábua, num lento balouçar de um vento musicado. Não tiramos os olhos dos olhos que conversam sem o ruído das palavras.
O sorriso que desarma o medo, a leveza do toque como quem acorda um segredo. A asneira saudável embrulhada num laço de medo claro, de nós.
Sorris de soslaio na certeza daquilo que sentes e não te permites mostrar. Empurras o baloiço, sussurras a uma distância razoável que me queres, meio a sério e completamente a brincar. Atiramos, ambos, o barro à parede a ver se pega. Pedacinhos de vida passíveis de moldar, bocadinhos de esperança.
Que mal faz um beijo? Qual a magnitude? Um sabor que se esvaí ao primeiro bocejo ou o aroma que procuramos repetir em dezenas de bocas.
O desejo colado à garganta aos tropeções, de joelhos arranhados.
Medricas! Pé-de-salsa! Precisa de um empurrão para fazer frente a todos os sustos do meu receio.
Tu sorris.
Não dizes nada. Não precisas. Tu és tu. Aquele destino que não se procura, que está lá sempre, no reflexo da lua.
Tu conheces-me. Conheces o som das minhas palavras, os passos das minhas histórias, os poemas das minhas paixões.
Tu não tens nojo de pegar. Agarras do chão cada pedaço de mim, que dobras com cuidado para guardar.
O sol desce quente sobre a nossa pele. Nos nossos pés molhados brincam peixes bailarinos. E tu ris. E o calor aperta.
Tu soltas o freio da minha pele que transporta suor devagarinho pela minha alma a transpirar.
Danças para mim desastrado. Cabelo displicente, pernas dengosas, pose de quem se senta no trono do mundo.
A tua mão na minha agrilhoada pela vontade.
Tens a outra metade de mim. O puzzle sempre incompleto porque assim mudamos a paisagem ao sabor do que a vida nos faz sentir.
Guardo-te em mim. Na minha caixinha de jóias. Na minha caixa-forte.
Não é aí que se guardam os nossos pertences mais preciosos??

quinta-feira, setembro 14, 2006

sexta-feira, maio 20, 2005

Apetecia-me escrever algo bonito, positivo e se possível alegre. Procuro numa nostálgica paixão inspiração. A realidade vai construindo um abrigo frio, como iglo, dentro de mim. A noite vai passado a seguir ao dia sem que se absorva qualquer calor. Uma tristeza imensa que nos adormece e embala num conformismo sereno.
Não me apetece chorar. A força não chega para tanto.
Deito-me num manto de vazio. Prefiro ser infeliz de raiva comestível ...que morrer lentamente.
Ver partir quem se quer mas não se sabe amar deixa um buraco de sal que só derrete com as águas.
Talvez o olhar se compense um dia.

quarta-feira, novembro 03, 2004

Reaprender a errar

Caminhava, sem sentir os pés, sem sentir o chão, numa calçada que a levava para lá do que era, do que foi e do que queria ser.Não olhou para trás. Não se permitiu tentar perceber, acreditar. E caminhou. Aquelas palavras ecoavam por um cabeça há muito transformada em caldeirão mágico, que entre feitiços e poções lhe vai dando força para continuar. Maria sentia-se viva. Tão viva que ainda que morresse não a poderiam agarrar.Compilava tudo o que se passou no último mês. Arrumou o passado na prateleira. As estórias da nossa vida, os personagens, os medos e a as dores são como livros, que mantemos á cabeceira da cama por muitos anos, até que uma nova história nos agarra, nos resgata os sentidos, e nos permite arrumar um livro acabado.
Sentia-se zangada com a vida. Mas de tal forma zangada, que se sentia feliz. Feliz por sair de um marasmo de espírito que fez cada dia ser igual ao anterior, que deitou por terra ideias, lutas, pensamentos e a transformou naquilo que foi importante para o mundo de algúem. Nunca gostou de lutas fáceis, de pessoas transparentes, de sitios clean.
Valparaíso recuperou a sua visão. Abriu-lhe os olhos tal Cindarela num coma induzido. Aquela decadência de uma cidade parada no tempo, em que apenas a alma tem asas e voam e naufragam todos os sentidos, sem que alguma vez se deixe por dizer ou fazer a vida.
O sono não vinha, e ela mais uma vez veste a pele de menina mal comportada e prepara-se para sair. A rua é uma cama grande e quente onde descança o coração. O barulho dos carros, os movimentos dos corpos, os cheiros dos outros. A confusão. As palavras de quem passa e a leva de arrasto presa a emoções que não são suas. A chuva. Sempre a chuva.
Tinha uma missão a cumprir. Permitir secar a roupa da alma de alguém que escorre olhos fora. Curiosa a forma como a vida põe as pessoas em nós. Pensava na sua amiga, na tristeza tocava uma voz que sempre lhe parecera brilhante., mas que desconfiava esconder o mapa de um qualquer local do crime. De um crime que tantas vezes se comete. O de esconder a dor detrás de armaduras fashion, de fantasias loucas, de camas diversas.

Maria nunca teve muitas amigas. Dizia ela que a sua visão masculina e até certo ponto machista, despertava em muitas mulheres uma bissexualidade latente, de quem gostaria de experimentar a realidade nuns olhos mais abertos.


( Pedimos desculpa pela interrupção a emissão segue dentro de momentos)

quarta-feira, outubro 27, 2004

Nada posso dizer que já não tenha dito, em palavras, metáforas, gestos, desejos.
Nada posso mudar desta forma de estar. De amar errante. De querer crescer.
Amanhã, talvez, nenhuma destas imagens será a minha realidade. Estarei a acordar de um sonho ou a cair de novo.
Hoje tomei uma decisão. Decidi deixar o mundo correr por mim, sem me deixar tropeçar por antecipação. Eu não tenho culpa. Ninguém tem. Mas sou culpada. Culpada de querer a minha família mais do que a própria vida, e ter de encontrar outro papel que possas desempenhar.
Não te quero magoar.Mas não me consigo explicar e tenho medo de te deixar triste. A tristeza não combina contigo. Não te fica bem.
Tu és o novo amigo da Maria. Tens que me ajudar a escrever a estória dela. Não temos de esquecer as cumplicidades. Apenas temos que as guardar. Só para nós.
Tinhas razão. Não foi só a nossa cumplicidade que detonou a bomba. Não. Mas é muito mais fácil viver sem felicidade, sem grande divertimento, quando essa é a realidade diária. Contigo...redescobri a beleza de sorrir nos teus olhos, as gargalhadas soltas, o teu coração grande que nos obriga a entrar.

O tempo vai mudar. A Maria recomeça e transforma. E tu continuarás a fazer parte da estória. Já não podes fugir. Não deixo. Apenas preciso de um tempo de disponibilidade mental para mim. Para estar suficientemente calma para salvar este "casamento" e acima de tudo fazê-los felizes. E a ti, MEU AMIGO, também.

quinta-feira, outubro 21, 2004

Psst!Psst!
Sim. Tu. Pateta. Senta-te ai. Tenho passado as noites em claro pensando. Construindo castelos de cartas que, voluntariamente, faço cair instantes depois. Penso o quanto gosto de ti. Um gostar genuíno.Daqueles que nos caem no colo e feito cachorro se vão aninhando. E quando sacudimos a nossa realidade, percebemos que temos um pequeno presente nos nossos braços. És uma joía. Uma surpresa perfeita, mas...um presente envenenado. A culpa não é tua, tãopouco minha. São azares circunstânciaIs de uma carreira que se apanha a meio do percurso. Depois de entrar não se pode sair em qualquer apiadeiro. Tu fazes parte da minha vida. Não te posso expulsar.Não o quero. Mas tenho de te largar por dentro, dar-te espaço para naufragar por Lisboa. Manter distâncias fisicas, telefónicas mas sem nos perdermos. No entanto, tudo isto que te digo não sei se o consigo cumprir. São desejos de paz que cogitam no ninho das minhas fantasias, que se não as fecho, ganham asas e atropelam o meu mundo, já do avesso. Valores mais altos se levantam ( mais pequenos, mais lindos, mais perfeitos, mais únicos, mais meus). A ti só te posso pedir desculpa. Desculpas de te ter deixado entrar e conhecer um pouco das minhas estórias, sem te empurrar no final de cada capítulo, para a tua vida.
Também te quero fazer um desafio. Um que sei que aceitarás. Tenho tanta certeza como a que brota no teu olhar de força, magia, paixão. O teu mundo perfeitamente ás avessas que me serve de porto seguro.
Pois é...o desafio. Uma grande caçada. Tu e eu em Moçambique, dentro de 3 anos. Uma semana só nossa. Sem nove. Sem meia. Só nós os dois. Para perceber, para permitir, para voar. Para ser. E sempre para sorrir.
O apiadeiro final poderá estar mais perto. Mas dentro deste horário cronometrado da minha vida guardo a liberdade. Que quero que seja tua e minha e nossa. Temos tempo para o planear. Para falar. Para viver. Para sorrir.
Obrigado por me recordares o calor do sorriso.
Não te doi a cara...?

sexta-feira, outubro 08, 2004

Universo Paralelo.

Hoje perguntaram-me o que achava dos conhecimentos "internéticos". Sinceramente? Não sei. Mas tão pouco quero saber o que é correcto dizer ou pensar. Sempre, na minha curta vida, tentei fazer aquilo que achava melhor. Não obrigatoriamente o mais correcto, mas sim o que me fazia melhor. O que queria. O que me dava na real gana. Claro que depois sofria as consequências do desajuste social, da crítica velada da família, do desapontamento dos amigos. Mas o que me fazia sentir pior era o facto, de na maioria das situações eu ter plena consciência que iria fazer asneiras. Mas queria. Mais que tudo. Podia.
O mesmo se passa com todos nós, vagabundos do nada, corações periféricos, carpideiras alheias.P or isso recorremos aos blogs, aos chat, que substituem hoje as escritas na coluna de mensagens do Blitz. Todos nós precisamos conhecer pessoas, de descobrir rostos novos, timbres escondidos e cheiros vadios. Todos necessitamos matar a curiosidade, sem necessáriamente ver o gato.
Por mim...já conheci gente maravilhosa na net. Que me faz sorrir, chorar, pensar. Mas que acima de tudo me faz companhia, quando tantas as vezes as horas se tornam demasiado pesadas. Sempre assumi que falam a verdade. Aquela que sentem, mais do que a que vivem e que se confunde na realidade.Só pode ser assim. Só assim nos surpreende alguem. Só assim se começa algo. Seja lá o que for que o dia seguinte, o post seguinte, o cafézinho nos traga. Estas pessoas fazem parte da minha vida, mesmo quando passo por elas na rua e não as reconheço.
Mas acima de tudo eu escrevo, porque quero. Porque preciso. Porque posso. Quantas mulheres isoladas no Portugal Profundo, perdidas entre a lavoira e o meda da autoridade, do bem ser, não dariam tudo para poder desabafar assim. Dar-se assim. Virtualizarem-se, em vez de se martirizarem.

Partilhas...gosto tanto de ti, do real, do surreal, mas acima de tudo do normal sentimento de dar. De partilhar. De permitir.




quarta-feira, outubro 06, 2004

Para que não tenhas dúvidas....

Que dificil és hacer.....en un sinca 1000

Não és só tu que pensas. E não te esqueças ...cada pensamento que calas se perde e perde-se parte de ti. Deixa-te encontrar.

" English man in NY"

Welcome, Bemvindo; Bien Venido...
Sei que estás aí divagando pela cidade. A mudança. A grande mudança. Aquela que te irá virar a vida do avesso. Não há estacionamento. É mau. Podia ser pior. Podia não haver estacionamento. O quarto ser uma porcaria. Podias ser tonto!!!Mas nem tudo é mau. Tens amigos. Poucos mas bons. E agora que as "classes" começam, espero que não te esqueças de continuar a partilhar momentos, com os amigos e que permitas que te acompanhe nesta tua descoberta da cidade, dos limites, da força, da paciência, de ti.
Gostei da mensagem. Não do conteúdo. Sim, gostei do conteúdo, também. Mas acima de tudo gostei que te tivesses lembrado. Talvez ao olhar da janela, onde se reflecte sempre um pouco daquilo que somos.
Porque o destino nos arrasta. Nos faz tropeçar nos pés da calçada. Nos faz ter sede. E um vinho é sempre mais que um motivo para uma nova amizade. É talvez o canal. Mas é acima de tudo...uma boa companhia.

Volta sempre. As portas estão abertas. Escreve o que quiseres.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Pensei em vocês....e nos outros...

Há um ano atrás comecei uma nova vida. Uma nova fase, de descoberta, de procura de um estar na vida, menos complicado, mais calmo, mas acima de tudo, uma procura de mim. Daquela que ficou perdida na calçada dos 20's. Coincidência ou não, conheci um grupo de pessoas que ainda hoje me espantam. Com o coração na boca, com as mãos na vida, com um sangue limpo, azul, preto, amarelo ás pintinhas.Essas pessoas acolheram-se. Brincaram. Aprenderam, ensinaram...E nos momentos livres deram-se.
Primeiro foi o Alves. O grande Alves. Ninguém fica indiferente áquela lata e desfaçatez que nos mostra como foi feito este país. As estórias únicas, as piadas simples mas mordazes, a capacidade de fazer da vida um instrumento, uma farramenta, o olhar maroto de Tom Sawyer. Quando não estava...todos o lamentavam. Miranda. O meu Miranda. A minha alma gémea, livre, solta ainda com pernas para andar.A educação que já não se encontra. A simplicidade. As coisas simples, são mais belas e funcionam melhor. O "QuasiBimbo". Ele próprio se apelidava assim. As nossas "conversas pedagógicas", no escuro da Quinta. O suspense. O twin Peaks saloio. Não se imagina a saudade desses momentos.



sábado, setembro 04, 2004

Vinho bem esgalhado ou uma visão prática

www.winexmag.com

Muita Louco!!!Isto é que falar!!

Um chocho do George Clonney ou uma garrafa de Barão de B

Beber um Barão de B branco ( Alentejo)deve ser como ser beijada( ao de leve) pelo George Clooney. É atraente, encorpado, equilibrado ( pelo menos parece) rico, aberto mas o suficiente para deixar perceber um desenrolar uma noite de surpresas. Uma amostra de elagância um pouco/nada exôtica, com o fumo a marcar presença e um travo apimentado a crescer água na boca.
Um copo de sonho....

Não sei bem...

Porque ainda teimo. Escrever passou de um acto de libertação, de catarse, para um sofrimento calado. Não consigo escrever, as palavras são arrancadas aos solavancos e não querem ser paridas. Bloqueio de escritor, dizem alguns. Título bonito para algo que transparece um problema bem maior. A falta de inspiração. Cada um procura na sua vida algo que lhe envolva os sentidos, que desperte os instintos, que debite magia em forma de letras. Eu era capaz de o fazer. Mas já não o sou. Comecei este blog para poder lutar com os meus fantasmas e reaprender. Conseguir libertar o tanto que aqui tenho e não consigo dizer.
Batonnage, para quem não sabe é uma técnica utilizada as adegas. Pois é...o vinho tem um papel vital na minha vida.É o que me inspira, surpreende, me faz sonhar. Descobrir as multiplas variedades, tipologias, estilos de vinho no mundo é uma das tarefas de Hércules, mas um desafio de uma vida, uma forma de inconformismo. Isso e convencer os amigos, que um bom copo de vinho lhe pode dar mais garantias de aprendizagem que uma qualquer loura de aromas enfadonhos, sempre iguais e que nunca nos surprenderá. É preciso arriscar, provar, cuspir, delirar e continuar dia após dia a tentar. Despir esse capote de falsa hipocrisia e deixar de considerar esse combústivel do espirito livre e despreocupado, como uma bebida de elite, um culto snob ou simplesmente quadrado.A beleza do vinho reside no facto de ele ser um arco-iris de sensações, emoções e estádios de percepção. Existe um vinho para cada personalidade, para cada ocasião, para cada circunstância. Quem definiu que o vinho era algo para tomar com uma refeição super bem confecionada, ou num bom restaurante ou com uma companhia especial? Claro que é preferivel atingir-se o momento perfeito, mas, infelizmente, o nosso quatidiano nem prima pelo abonar de momentos perfeitos. E quem come comida congelada preparada no micro-ondas, enquanto janta sozinho em frente a um qualquer documentário de televisão, não ganhará mais se poder ter por companhia um copo de um bom ( para si)vinho que se vai descobrindo, enquanto os aromas se libertam, se abrem, se transformam com o aumento de temperatura. Não é assim que também nós reagimos?Dismistifiquemos o vinho. Ele é muito mais que uma mera bebida, é muito mais que um néctar dos deuses. Um bom vinho é ...aquilo que cada um de nós, da nossa história pessoal, da nossa arca de memórias põe nele. Um vinho é uma boa forma de nos conhecermos e está lá sempre. Nos bons, nos maus e principalmente nos momentos de incerteza, de descoberta, de experimentação....de crescimento.

sábado, agosto 28, 2004

O cérebro lateja, a impaciência reina, o frio da sala incomoda...
Mais uma vez penso nele. Uma vez mais as lágrimas teimam em aparecer. 8 Anos passados e sempre que a primavera chega as minhas imagens tuas regressam. De tempos a tempos vão ficando mais bonitas, mais charmosas, tão limpidas que por vezes penso que sonho. A vida correu e ocorreu e ambos ficamos parados aqui nesta dimensão que só existe em mim mas na qual te deixas espreitar de vez em quando. Amei-te tanto! Tanto lutei com aquilo que senti, com aquilo que me tornei para te agarrar, ou não te deixar colar, que hoje, ainda o teu cheiro em mim se reflecte.
Penso na última vez que te vi. A imagem perfeita do meu momento. Tudo em ti me fez viajar até áquele tempo em que meio consentido te deixaavs levar. Estavas lindo. O teu sorriso de quem sabe que não deve alimentar estes encontros, estas minhas memórias traiçoeiras. Mas deixas-te ir, só até aquele sitio onde marcas o teu lugar. Acho que sabes que penso em ti, sei que sabes o quanto te amei, e acima de tudo o quanto o meu corpo ainda te deseja. Mas não fazes a mínima ideia daquilo que me custa aquilo que penso e as memórias que tenho. Custa-me a felicidade, a paz de espírito, a minha familia.Tudo, por não ter a coragem de te dizer o quanto saber da tua boca o que aconteceu naquele ano, se tornou numa obsessão.
Talvez o nosso próximo almoço tenha outro digestivo.